Pesquisa


Diretoria de Planejamento e Educação no Trânsito – DP
Superintendência de Educação e Segurança – SES
Gerência de Educação de Trânsito - GED

24/10/2014 

Pesquisa aponta quais erros os motoristas mais cometem no trânsito
André Montouro -  De São Paulo

     Os motoristas estão plenamente preparados para dirigir com segurança?
A julgar pelos resultados de uma pesquisa inédita da ANTP (Associação Nacional de Transportes Públicos), a resposta é negativa.
      Para identificar quais erros são mais comuns ao volante, a entidade submeteu 222 condutores a um simulador de direção e analisou o comportamento deles em oito situações de risco, como a presença de pedestres na via ou uma ultrapassagem em estrada.
      Em nenhuma situação o índice de acertos foi total. Os melhores desempenhos foram nos exercícios de entrada em uma rodovia. Os piores, nos testes que mediram o respeito aos pedestres.
      Os condutores também responderam a dez perguntas sobre atitudes no trânsito, como o uso do celular. Novamente, ficaram devendo no respeito à faixa de pedestres.
      "Os resultados são representativos do que vemos nas ruas", diz Luiz Carlos Néspoli, superintendente da ANTP.
      Os pedestres são as maiores vítimas do trânsito. Na cidade de São Paulo, eles representaram 45% das mortes no ano passado, conforme a CET.
      Segundo Néspoli, a pesquisa mostra também que os motoristas tendem a errar menos quando eles próprios correm risco. "Quando o risco é para o outro, que é o caso do pedestre, a atitude é diferente."
      A socióloga Cristina Borges, que coordenou o estudo, aponta ainda que os condutores foram melhor no questionário do que no simulador, e que motoristas com mais tempo de habilitação erraram menos. "Ou seja, o discurso foi melhor que a prática e a experiência faz diferença."
      A pesquisa foi feita na capital em parceria com as empresas Porto Seguro e Lander. 






http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2014/10/1537391-pesquisa-aponta-quais-erros-os-motoristas-mais-cometem-no-transito.shtml 


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Março / 2012

PESQUISA FRENTE SEGURA 
  LILIAM ROSE FREIRA



Fonte:http://www.damasaladas.com.br/projeto-frente-segura130-bolsoes-de-espera-para-motos/

Diretoria de Planejamento, Projetos e Educação de Trânsito – DP
Superintendência de Desenvolvimento e Educação de Trânsito – SDE
Gerência de Educação de Trânsito – GED
Departamento de Educação na Rua - DRU
Junho / 2014

Introdução

O trânsito em São Paulo conta com o crescimento contínuo, nos últimos anos, da utilização da motocicleta como meio de transporte. Juntamente a este novo panorama cresceu, também, o número de acidentes nos quais estão envolvidos este tipo de transporte. A vulnerabilidade da motocicleta diante dos outros veículos expõe seus usuários à estatística atual de 35% das mortes fatais ao ano na cidade de São Paulo.
Em busca de soluções para intervir nestes dados e gerar segurança para os
usuários do trânsito, a Companhia de Engenharia de Tráfego de São Paulo – CET-SP, em abril de 2013, implantou o projeto “Frente Segura”, que consiste na criação de espaços para motos e bicicletas, na frente dos demais veículos, enquanto aguardam o semáforo ficar favorável. Desenvolvido com o objetivo de garantir a segurança de motociclistas/ciclistas, diminuindo os acidentes em cruzamentos e proporcionando maior visibilidade aos pedestres das motos que se aproximam, após um ano de programa, se faz necessário um diagnóstico dos avanços conquistados, no qual a atual pesquisa pretende auxiliar.
O estudo teve por critério verificar se na percepção dos usuários de trânsito o
programa “frente segura” está cumprindo com os objetivos aos quais foi proposto; além de verificar por meio de observação a dinâmica destes bolsões que se localizam entre a faixa de retenção dos veículos e a faixa destinada à travessia dos pedestres.
Atendendo solicitação da Gerência de Segurança de Trânsito, e do responsável do Projeto Frente Segura, Sérgio Barnabé.
Companhia de Engenharia de Tráfego

Metodologia de pesquisa

Foram utilizados três instrumentos para realização da presente pesquisa:
entrevistas de opinião direcionada a motociclistas, pedestres e condutores; entrevista de opinião realizada com internautas e estudo observacional.
1. As entrevistas de opinião pública direcionadas a motociclistas, pedestres e
condutores foi realizada nas ruas e respondida por 407 pedestres, 409 condutores e 485 motociclistas. Ficando, portanto, os resultados expostos a uma margem de erro de até 5%.
Locais onde foram realizadas as entrevistas
Xavier de Toledo
Av. Paulista
Bolsão de motos da Rua Boa Vista
Bolsão de motos da Rua Líbero Badaró
Av. Prestes Maia – Bolsão em frente ao Poupa Tempo
2. Foi incluída, também, pesquisa de opinião divulgada no Blog e no Face da
Educação de Trânsito da CET-SP, e enviada através do mailing do Departamento de Condutores, com as mesmas perguntas realizadas nas ruas. Foram respondidos espontaneamente por internautas 161 entrevistas.
3. Além das entrevistas foi realizado estudo observacional em quatro cruzamentos que são parte integrante do programa Frente Segura:
Av. Rebouças x Henrique Schaumann x Av. Brasil (4)1
Av. Rio Branco x Av. Ipiranga (3)
R. Cel. Xavier de Toledo x Viaduto do Chá (1)
R. Consolação x Av. Paulista (3)
(1)O número entre parênteses corresponde à quantidade de áreas de espera em cada cruzamento.

Resultados
1. Pesquisa de opinião direcionada a internautas(2)
O internauta que opta por responder a pesquisa o faz espontaneamente, por essa razão as questões abertas tiveram respostas mais consistentes e apesar de grande parte não se identificar como sendo ciclista, motociclista, pedestre ou condutor acabam por trazer contribuições mais profundas do que as respostas obtidas nas ruas. Elaboraram longas respostas conectando as questões, por esse motivo optou-se por elencá-los por temas abordados.
Pedestres: Alguns pedestres citam que a visibilidade na hora da travessia é muito melhor, apesar de ser um momento de tensão atravessar na frente de motos acelerando.
Já os motociclistas criticam os pedestres que atravessam no espaço destinado à “Frente Segura”.
Condutores: Condutores citam que os motociclistas localizados à frente dos veículos é melhor do que localizados entre os carros. Motociclistas citam que muitos condutores não respeitam a faixa destinada a eles.
Motociclistas: Condutores e pedestres citam que apesar de ter o espaço da frente segura, muitos motociclistas ainda saem em “disparada” mesmo antes do semáforo ficar favorável.
Ampliação do projeto frente segura: O desejo é de que o projeto seja ampliado para vias de grande e média circulação. Seja estendido a todas demais regiões. “Que o projeto se expanda por todos os cruzamentos da cidade”, que continue com o projeto e o
transforme em sinalização padrão. “Pode estender-se para o resto do país”.
Elogios: Muitos internautas elogiaram a iniciativa do projeto. “Parabéns aos idealizadores pela iniciativa”. “Que mais projetos assim sejam feitos para que a população se sinta segura”. “Acho que está perfeito”. “tudo que for idealizado visando reduzir acidentes, deve ser visto com bons olhos”. “Parabéns”.
(2) Analisa-se neste item somente as questões abertas respondidas pelos internautas, as questões fechadas encontram-se no item seguinte para efeito de comparabilidade.

Divulgação:

Divulgação ou campanha educativa sobre o projeto, principalmente em
regiões mais afastadas do centro. Deve ser melhor divulgado, pois muitos desconhecem o projeto. Citam que tanto motociclistas, quanto condutores de auto e pedestres devem ser informados e conscientizados através de comunicação em massa, que divulguem a real necessidade, os benefícios e como devem se comportar diante da faixa segura.
Dados de pesquisa: A solicitação de dados de pesquisa foi muito citada pelos
internautas, fazendo crer que eles estão atentos não somente a percepção, mas gostariam de ter dados concretos sobre o programa e ter conhecimento de que realmente a faixa esteja dando resultados. “Acho que é válido, se for comprovado, que é seguro mesmo”. Outros perguntam se foi verificado o número de colisões laterais antes e agora durante o programa. Ou ainda perguntam “se algum estudo foi realizado para se adotar esta iniciativa”, ou “devem confirmar se está ocorrendo redução de acidentes”; outros solicitam que seja ampliado o programa “mediante pesquisa com ciclistas”.
Pontos positivos: Evita-se colisão laterais devido ao fato de motociclistas não estarem mais em ponto cego dos condutores. Muitos citaram que melhora na hora da saída, pois é incômodo ter ao lado uma moto acelerando, e ainda há o risco de derrubá-la. Citam, também, que o pedestre tem uma melhor visão das motos que se aproximam. Melhora a locomoção dos motociclistas. “como condutora acho bom que elas não fiquem entre os carros na hora da saída”.
Pontos negativos: “A prioridade não é somente das motos, todos tem o mesmo direito de ir e vir. O rodízio deveria valer para eles também”. Citam que os motociclistas continuam saindo em “disparada” quando o semáforo fica favorável. Alguns reclamam que carros não facilitam a chegada das motos e bicicletas à frente segura. Há reclamação de que é necessário que haja um padrão de faixas, “não se pode usar em apenas alguns cruzamentos, o motorista nunca sabe quando tem ou não e isto faz toda a diferença”.
“Como pedestre acho tenso atravessar na frente de um monte de motos que ficam acelerando”.
Educação: A educação sempre muito bem cotada entre todas as sugestões. Vai desde sugerir que os motoristas sejam educados para darem passagem às motos e bicicletas; que condutores e pedestres sejam educados para não invadirem a frente segura; educarem os “motoloucos”3 a não saírem em disparada quando o semáforo abre. Há sugestão de que todos os condutores façam o curso de “pilotagem segura”. Pedidos de maior investimento na educação de trânsito, pois sem uma conscientização e educação no trânsito, nada acontece”.
Reivindicações que não estão ligadas ao projeto: muitos respondentes aproveitam o momento da entrevista para colocarem suas insatisfações em relações a outros pontos: maior tempo do semáforo para pedestres, principalmente em local com travessia de idosos; solicitação de criação de faixas exclusivas para motos; solicitação de mais bolsões de estacionamento para motos, reativação da motofaixa Sumaré, criação de motofaixa na Av. 23 de maio. “Acredito que devam ser criadas novas motofaixas e não
retiradas as existentes”; “Apoio de pé para o ciclista”.
Bicicletas: muitos sugerem que as bicicletas devam ser orientadas a ficarem nas laterais da “bike box” [como os ciclistas chamam o espaço da frente segura] para não competirem na hora da saída com motos que possuem maior “arranque”. “Bicicletas não combinam com trânsito motorizado”.
Dúvida: “Por que a faixa da frente segura não continua na frente das faixas de ônibus?”.
Fiscalização: Citam que para o sucesso do projeto a fiscalização deveria ser mais intensa, e o desrespeito ser punido com “multa”.
Cor diferenciada: Fazer a faixa onde está localizada a frente segura com outra cor que não seja a mesma da retenção e da faixa de pedestre.
(3) Termo usado muitas vezes, não só nas entrevistas dos internautas mas nas pesquisas de opinião feita nas ruas. O termo usado pejorativamente revela uma animosidade de muitos condutores com os motociclistas, que na grande
maioria das vezes são denominados de “motoqueiros”.

2. Pesquisa de opinião direcionada a pedestres, condutores, motociclistas e internautas.

As perguntas realizadas tiveram por critério verificar se na percepção dos usuários de trânsito o programa “frente segura” está cumprindo com os objetivos aos quais foi proposto.
Inicialmente, foi perguntado se o usuário havia percebido que a CET implantou um espaço, na frente dos outros veículos, para motos e bicicletas enquanto elas aguardam o semáforo abrir. A grande maioria dos motociclistas, 97,9% já percebeu o espaço, seguidos por 89,9% dos condutores, 82,5% dos internautas respondentes e 77,1% dos pedestres, conforme quadro a seguir:


sim % não % questões respondidas questões não respondidas
Motociclistas 471 97 9 102 481 4
Condutores  365 89,9 41 10 406 3
Pedestres  314 77,1 93 22,9 407 0
Internautas  132 82,5 28 17,5 160 1

Na média geral das 1.456 entrevistas respondidas, 88,2% perceberam a
implantação do espaço destinado a motos e bicicletas.


sim % não % não sei % questões respondidas questões não respondidas
Motociclistas 475 98,1 8 1,7 1 0,2 484 1
Condutores  357 87,9 36 8,9 13 3,2 406 3
Pedestres  387 95,6 16 4 2 0,5 405 2
Internautas  138 85,7 8 5 15 9,3 161 0

Na média geral das 1.456 entrevistas respondidas a aprovação ao projeto foi de 93,2%.



Média de aprovação do Projeto Frente Segura pela totalidade dos respondentes



Sendo um dos objetivos do projeto que oferecesse maior segurança aos
motociclistas na abertura dos semáforos, foi perguntado aos usuários se eles tinham esta percepção, sendo que 93,8% dos motociclistas responderam que sim, percebem que o projeto oferece maior segurança.


sim % não % não sei % questões respondidas questões não respondidas
Motociclistas 454 93,8 28 5,8 2 0,4 484 1
Condutores  341 83,6 51 12,5 16 3,9 408 1
Pedestres  375 92,8 22 5,4 7 1,7 404 3
Internautas  136 85 9 5,6 15 9,4 160 1



Sendo um dos objetivos do projeto ajudar a reduzir o número de acidentes, foi
perguntado aos usuários se eles tinham essa percepção. Apesar de ser uma pergunta sobre percepção e não dar indícios do números reais, 89,2% dos pedestres sentem que o número de acidentes pode ter caído com a ação proposta.



sim % não % não sei % questões respondidas questões não respondidas
Motociclistas 412 85,1 62 12,8 10 2,1 484 1
Condutores  306 74,8 85 20,8 18 4,4 409 0
Pedestres  362 89,2 33 8,1 11 2,7 406 1
Internautas  99 62,3 33 20,8 27 17 159 2




Sendo um dos objetivos do projeto que o pedestre tenha maior visibilidade das motos que se aproximam, foi perguntando aos usuários se eles tinham essa percepção.

Nesse caso, 95% de pedestres e motociclistas percebem que com o “Frente Segura” esta relação de visibilidade entre ambos é beneficiada.



Foram realizadas, ainda, duas questões abertas, uma questionando se o usuário já
havia presenciado alguma ocorrência desagradável, ou não, em relação ao projeto e outra
solicitando ao usuário deixar sua opinião ou sugestão em relação ao projeto.
Quando indagados se haviam presenciado alguma ocorrência agradável ou
desagradável referente à frente segura, 84% dos respondentes disse não ter presenciado.
Dos que presenciaram, 36% se referem a acidentes e atropelamentos, 24% citam que os
carros não respeitam o espaço.



Quando indagados se gostariam de deixar uma opinião ou sugestão sobre o
programa, 65,9% dos respondentes não quis registrar opinião. Dos que opinaram 40,3%
acharam a iniciativa boa ou ótima; 27% sugeriram ampliar o projeto frente segura.



3. Estudo observacional em quatro cruzamentos que integram o
programa frente segura.

 
A utilização da “observação” como instrumento de pesquisa possibilita que se
perceba o comportamento dos usuários do trânsito na dinâmica e contexto específico dos
cruzamentos observados.
Para tanto, foram realizados 04 dias de observação em diferentes pontos da
cidade, que foram:
Av. Rebouças x Henrique Schaumann x Av. Brasil (4)4
Av. Rio Branco x Av. Ipiranga (3)
R. Cel. Xavier de Toledo x Viaduto do Chá (1)
R. Consolação x Av. Paulista (3)


Para aferir com maior regularidade, as observações foram feitas das 10:00 às
11:00 da manhã, consecutivamente nos dias 18, 19, 20 e 21 de março de 2014. Seguem
as descrições na ordem em que as atividades foram realizadas.


A. R. Cel. Xavier de Toledo x Viaduto do Chá (1)

Para aferir com maior regularidade, as observações foram feitas das 10:00 às
11:00 da manhã, consecutivamente nos dias 18, 19, 20 e 21 de março de 2014. Seguem
as descrições na ordem em que as atividades foram realizadas.
A. R. Cel. Xavier de Toledo x Viaduto do Chá (1)
Nesta área há uma grande quantidade de pedestres que desrespeitam o espaço,
inclusive idosos. Isso se dá na maioria das vezes quando a área está vazia, o que torna a
situação ainda mais perigosa já que um motociclista pode avançar a qualquer momento.
Há também invasão de carros, em número menor do que de pedestres, porém no caso
específico deste cruzamento existe um ponto de táxi bem no início da faixa que inicia a
área de espera, fato que faz com que alguns taxistas aproveitem para se adiantar,
colocando o carro na área.
Percebe-se que o maior problema é referente à invasão do pedestre, porém esta
parece acontecer por falta de conhecimento sobre o programa e pelo fato da sinalização
ser insuficiente devido à extensão da área. Algumas medidas simples como a troca da cor
da sinalização no chão, por exemplo, e uma melhor sinalização com placas bem
localizadas (elas existem mas estão acopladas ao poste de iluminação), melhorariam a
qualidade do funcionamento da área.
Durante o período observado:
 1 carro do IBGE invadiu a faixa;
 3 ônibus invadiram a faixa;
 dos motoristas que invadiram a faixa, observou-se que a maioria era
composta por taxistas.
 em uma hora de observação, apenas uma bicicleta utilizou a área. A maioria
passa pela calçada ou não respeita a sinalização;
 alguns poucos motociclistas chegaram a parar atrás da área junto com os
carros, o que pode sinalizar um possível desconhecimento sobre o
programa;

 mesmo com motos em movimento, os pedestres invadiram a faixa, o que
evitou atropelamentos foi o fato de que a maioria dos motociclistas chegam
a área em baixa velocidade. 


Quanto à travessia dos pedestres, ela é bastante segura devido a grande
extensão da faixa e a semaforização, contando inclusive com dois semáforos em cada
lado a rua. Mesmo assim a área é invadida, sendo que na ausência de motos a proporção
de pedestres na área de espera chega a ser a mesma da área de pedestre.


B. Av. Rio Branco x Av. Ipiranga (3)

 
Tratam-se de áreas bem mais estreitas do que a da Xavier de Toledo, a faixa de
pedestre também é semaforizada, portanto, os pedestres não aparentam insegurança ao
realizar a travessia. A dinâmica deste espaço se diferencia pelo fato de que não há
nenhum desrespeito por parte do pedestre, mesmo quando a área está vazia, apenas a
faixa de pedestre é ocupada. A impressão que se tem é que devido ao menor espaço, a
sinalização e a própria área de espera estão em maior evidência para o pedestre, fazendo
com que ele a respeite. Há um adendo neste caso devido a presença de uma faixa de
ônibus à esquerda da Rio Branco, deixando o tamanho da área de espera ainda mais
reduzido.
No período observado nenhum pedestre invadiu a área, o respeito dos carros é
também de praticamente 100%, isso porque se um carro desrespeitar a área estará
tomando o seu espaço quase por completo.


C. Consolação x Paulista

 
Tratam-se de áreas estreitas que dividem o espaço com a faixa de ônibus.
Proporcionalmente, as faixas de pedestre são bem maiores.
O fluxo tanto de pessoas como de motoristas é muito intenso, em alguns
momentos não cabem todas as motocicletas na área de espera. Todas as faixas são
semaforizadas, garantindo maior sensação de segurança ao pedestre.
O desrespeito dos pedestres é pequeno e ocorre em maior quantidade na 1ª área
sentido centro, isso porque os pedestres procuram cortar caminho para realizar a
travessia sentido Paulista.



Acredita-se que o compartilhamento com o ônibus e o alto adensamento da área,
conferem maior respeito à “Frente Segura”.
O índice de respeito pela área é altíssimo, embora também seja invadida por
pedestres para adentrarem o ponto de ônibus.
Os motociclistas são bastante respeitosos com relação à faixa de pedestre.


D. Rebouças x Brasil x Schaumann
 
A área sentido Faria Lima, é a menor observada e a mais deteriorada. Embora
haja placa indicativa, houve um recapeamento que apagou parte da sinalização no asfalto
e não foi refeita. Devido a essa falha, a invasão de carros é constante.
 Todas as faixas de pedestre também são semaforizadas.
 De quatro áreas indicadas pela Gerência de Segurança de Trânsito - GST
como sendo de bolsões, identificou-se apenas três.
Em dois momentos, ciclistas preferiram aguardar nos canteiros a se dirigirem a
área de espera. Uma possibilidade para isso é o fato de se tratar de uma via de
velocidade relativamente alta, fazendo com que os ciclistas se sintam vulneráveis ao
“disputar” a linha de frente com veículos motorizados.
Na área advinda da Teodoro Sampaio sentido Av. Brasil é onde há maior
desrespeito por parte dos carros.
Já a que vai da Av. Brasil sentido Teodoro Sampaio é a área mais extensa e a
mais respeitada. As áreas dessa região praticamente não são invadidas por pedestres,
uma hipótese é a alta velocidade das vias e o fato de serem vários cruzamentos fazendo
com que o pedestre se sinta inseguro para realizar travessias irregulares.
O que também foi destacado em todas as áreas observadas é o respeito do
motociclista para com o compartilhamento do espaço com os ônibus.


Análise do estudo observacional
 
É possível afirmar que cada lugar tem uma dinâmica própria. Seja pelo fluxo de
passantes, pela visibilidade sujeita à fiscalização ou a própria dimensão espacial de cada


lugar, o que quer dizer que embora o programa seja o mesmo, deve-se atentar para as
particularidades de cada região.
Na Xavier de Toledo, por exemplo, a grande extensão da área pede maior
sinalização voltada para os pedestres. No cruzamento da Av. Brasil, a falta da pintura
completa no chão faz toda diferença.


Conclusões
 
Quanto às observações de campo conclui-se que cada cruzamento possui uma
dinâmica própria que deve ser respeitada para melhor segurança dos usuários.
O projeto frente segura tem uma aprovação média de 93,2%. Quanto à idealização,
os únicos adendos feitos foram quanto à cor, que poderia ser diferenciada ou quanto a
segurança das bicicletas que não deveriam ficar na mesma linha de arranque das motos.
Pedestres, motociclistas e condutores em sua maioria aprovaram o projeto; sendo
que a maior crítica acabou ficando entre os próprios usuários e a falta de respeito que
percebem entre si. Mostrando o quanto se está longe de um compartilhamento
harmonioso no trânsito.
O projeto foi elogiado e muitos pediram sua ampliação.
Os maiores benefícios expostos entre os entrevistados foi o fato da motocicleta sair
de entre os veículos, o que gerava insegurança tanto para os motociclistas como para os
outros condutores e também a maior visibilidade para o pedestre.
Muitos respondentes citaram que eram necessárias pesquisas mais direcionadas
para se saber da eficiência do projeto, principalmente se houve redução de acidentes.




Diretoria de Planejamento, Projetos e Educação de Trânsito – DP
Tadeu Leite Duarte
Superintendência de Desenvolvimento e Educação de Trânsito – SDE
José Reinaldo Pereira
Gerência de Educação de Trânsito – GED
Susana Nunes Penna
Departamento de Educação na Rua
Elizabeth Moreira Munhoz
Equipe Técnica:
Lilian Rose da Silva Carvalho Freire – Coordenação da Pesquisa
Carolina Ramos Couto – Apoio e observação de campo
Adilon Ubirajara da Silva – Coordenação da coleta de dados
Marcelo Manetti França – Coordenação da coleta de dados
Estagiários de Pesquisa
Elaine Fátima Soares
Angélica de Lima Ferreira Amorim


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fevereiro 2015


Observatório Nacional de Segurança Viária apresenta estudo com dados preocupantes.
Observatório Nacional de Segurança Viária
Imagem: Reprodução/Observatório Nacional de Segurança Viária
O conceituado Observatório Nacional de Segurança Vária, ONG que se dedica ao desenvolvimento e à gestão de ações de segurança viária e veicular, referência brasileira no desenvolvimento de propostas em prol do bem-estar das pessoas no trânsito por meio da educação, pesquisa, planejamento e informação apresenta um completo estudo sobre a violenta realidade nas vias do Brasil. Retrato da Segurança Viária no Brasil é um estudo referendado sobre a preocupante atualidade nacional e também do próprio mundo.
Segundo o relatório, a insegurança no trânsito é “crescente e alarmante”: 9ª maior causa de óbitos no mundo, 1,3 milhão de pessoas morrem e 50 milhões ficam feridas todos os anos nos acidentes, são 3.400 mortes todos os dias. As estimativas apontam que em 2030, o trânsito ocupará a 7ª posição podendo chegar a 1,9 milhão de vítimas. É a principal causa do falecimento de jovens entre os 15 e 29 anos de idade, 30% de todos os óbitos. Para cada morto, 50 pessoas ficam feridas.
O estudo utiliza dados do Ministério da Saúde, da Organização Mundial da Saúde, do IPEA, Datasus, DENATRAN ente outras instituições, diagnosticando que no Brasil no ano de 2012 foram mortas no trânsito 45.689 pessoas, uma média de 1 pessoa para cada 12 minutos e o gasto com os acidentes ultrapassa os R$ 16 Bilhões. Apenas 35 municípios brasileiros possuem um PIB maior que essa soma.
Observatório Nacional de Segurança Viária
Imagem: Reprodução/Observatório Nacional de Segurança Viária
As maiores vítimas são os motociclistas com 36, 2% dos óbitos e 55% dos feridos, enquanto as motos representam “apenas” 26,4% da frota nacional. De 2001 a 2012 a frota de carros dobrou, a de motocicletas quadruplicou e continua a crescer, um indicativo que o número de vítimas pode aumentar ainda mais. Neste período a proporção de morte entre as motos cresceu 140%, passando de 15% para 36%.
Para o Retrato da Segurança Viária no Brasil o excesso de velocidade, a associação de bebida alcoólica e direção, o não uso do capacete, o não uso do cinto de segurança e o não uso de cadeirinhas estão entre os principais fatores que expõe as pessoas aos riscos.
“Desde o final da década de 1980″ aponta o estudo, “diversos países têm reconhecido que as metas nos planos de segurança viária são uma ferramenta extremamente útil para a promoção de medidas de redução de vítimas de acidentes” apontando que tais ferramentas serão realmente úteis caso estejam “no topo da lista de prioridades das políticas públicas”.
fonte: http://www.onsv.org.br/ver/-702

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PESQUISA DE COMPORTAMENTO SOBRE O DIA MUNDIAL SEM CARRO


Foto do Minhocão – fonte: vejasp.abril.com.br

Diretoria de Planejamento e Educação no Trânsito – DP
Superintendência de Educação e Segurança – SES
Gerência de Educação de Trânsito - GED

Setembro / 2012

INTRODUÇÃO

O Departamento de Educação na Rua – DRU, da Gerência de Educação de
Trânsito - GED em consonância com os principais temas relacionados à educação e responsabilidade social no trânsito buscou explorar, neste trabalho, a opinião de condutores da Cidade de São Paulo acerca da semana da mobilidade – que acontece na semana do dia 22 de Setembro.
O fácil acesso à troca de informações nos dias de hoje, bem como a rápida
multiplicação destas tem contribuído para o fenômeno da mobilização social através das redes sociais e ferramentas que disponibilizam qualquer tipo de informação, como GPS interativo, mapas coletivos, troca de informações sobre o trânsito em tempo real, entre outros. Presenciamos um momento no qual o fluxo de comunicação é bidirecional (todostodos) e não mais unidirecional, no qual as mídias de função massiva detinham todo fluxo de informações (um-todos). A rápida multiplicação de informações gera mobilização civil e
aceleram e modificam ações públicas em questão de milésimos. O cidadão tem se mobilizado de diversas maneiras nas mídias sociais, deste modo, órgãos como a CET tem que se prontificar cada vez mais em atender e estar à frente das solicitações e necessidades exigidas pela sociedade.
Para melhor identificarmos as necessidades inerentes à mobilidade e
acessibilidade, bem como as relações desse sistema, é essencial a observação da dinâmica social, do contexto e herança históricos, além de fatores que possam influenciar o comportamento humano em diversas situações. O veículo individual corresponde a uma extensão da vida privada sobre o meio público, este fenômeno é carregado de subjetividade, pois as sociedades contemporâneas se caracterizam pela maximização do privado sobre o público, pela construção de imagens públicas, a partir de valores particulares. O automóvel, sendo uma extensão da casa, confere ao seu proprietário
prioridade – em termos de ocupação da via – e status e tornou-se, para quem o usa diariamente, uma necessidade básica.
Apesar dos congestionamentos diários, inclusive com um novo dado, o qual
demonstra um aumento no volume de carros antes do horário de pico; somando-se a taxa de ocupação dos veículos individuais serem menor que dois, a compra de veículos teve considerável aumento.
Porém, o excesso do uso transporte individual tem gerado grandes transtornos no que diz respeito à mobilidade na cidade de São Paulo. Desnecessário dizer que o uso do carro é um direito individual e inerente a condição de cidadão em qualquer sociedade, porém, o alto volume de veículos a circular nas ruas exige mais vias, mais monitoramento, mais investimento em vias, pontes, viadutos, entre outros. Entretanto, olha-se só um lado da questão, pois, a mobilidade deve ser sustentável – no sentido de utilizar recursos necessários de forma equilibrada em benefício do coletivo e sem agredir o meio ambiente – e democrática.

OBJETIVO

  • A pesquisa quer explorar a rotina de motoristas da cidade de São Paulo, qual planejamento para se deslocar diariamente.
  • Seu conhecimento e sensibilização sobre a proposta do Dia Mundial Sem Carro.
  • Se há diferença de opiniões sobre os diferentes gêneros.


JUSTIFICATIVA
Levantar dados e perceber diferentes pontos de vista e opiniões dos condutores
sobre a proposta do Dia Mundial sem Carro, com fins a atividades de educação de trânsito.

METODOLOGIA
A Companhia de Engenharia de Tráfego - CET, além de ser gestora da
organização do trânsito em São Paulo, tem buscado em ações educativas, pesquisas, engenharia, não só auxiliar na coordenação segura do trânsito, mas, também, conscientizar os condutores de veículos quanto ao uso consciente do veículo ecomportamentos que possam ser danosos para integridade do coletivo.
A pesquisa, de caráter exploratório, buscou elementos que dizem respeito à
impressão que os motoristas têm sobre o Dia Mundial sem Carro e quais as impressões que eles de sua rotina diária. Foram realizadas entrevistas de opinião e manteve-se a divisão das respostas pelos diferentes gêneros. Responderam às entrevistas 425 homens e 423 mulheres, todos condutores.
Os dados foram recolhidos entre os dias 27 e 31 de Agosto de 2012, em diferentes pontos da Cidade de São Paulo.
Buscamos considerar as opiniões dos entrevistados a partir do cruzamento de
respostas para identificar a disposição em participar do evento (não lhes foi mencionado que seria num sábado este ano) e se há uma sensibilização sobre o tema.
Tendo em vista que a ideia principal do dia mundial sem carro é a conscientização quanto ao uso excessivo do transporte individual foram consideradas “negativas” as respostas que dizem respeito a “alargamento, investimento nas vias”. Novamente lembrando o pensamento já trabalhado por diversos sociólogos sobre a invasão do privado no público, ao sugerir que o investimento em vias é algo que deveria ser feito, o respondente demonstra a preocupação em continuar circulando com o seu transporte. O Dia Mundial Sem Carro propõe ao cidadão uma reflexão quanto à ocupação do espaço público, ou seja, diz respeito ao direito coletivo de ir e vir. Logo, foram consideradas
positivas as citações ao transporte público, as menções quando ao meio ambiente e sustentabilidade.

PRINCIPAIS RESULTADOS OBTIDOS
Como citado anteriormente foram entrevistados 425 homens e 423 mulheres, todos condutores. Utilizam de seus veículos todos os dias da semana, 46,0% (194) homens e 39,1% (164) das mulheres.

Em dias de rodízio do veículo, 41,4% (150) dos homens utiliza o transporte público para se locomover, também o mesmo percentual 41,4% (159) das mulheres usa o transporte público. A segunda alternativa mais citada pelos gêneros foi a “mudança de horário”, 39,5% (143) homens e 39,6% (152) mulheres modificam seu horário de trabalho para “escapar” o rodízio. O percentual apresentado é dado sobre o total de respostas
válidas. Conforme especificado no quadro 1 a seguir:
                                                                   Mulheres                 Homens
Alternativas                                              %     Total              %     Total
Usa transporte Público                         41,4%     159       41,40%      150
Muda os horários para fugir do rodízio   39,6%     152       39,50%      143
Possui outro carro                                18,0%      69        17,10%       62
Usa carro de terceiros                             5,7%      22         4,40%       16
Vai a pé                                                 5,7%      22         4,10%       15

Percebe-se que tanto homens como mulheres utilizam-se dos mesmos modos
alternativos para solucionarem a questão do transporte em horários de rodízio. Levando-se em conta a margem de erro da pesquisa de 5%, não são verificadas diferenças significativas entre as respostas dos diferentes gêneros.
Ao serem questionados se já ouviram falar sobre o “Dia Mundial Sem Carro”,
74,6% (312) homens e 74,4% (308) das mulheres, responderam que sim, já ouviram falar do “Dia Mundial Sem Carro”.
Deixariam o carro em casa, neste dia, “com certeza” 34,0% (137) dos homens e
37,3% (151) das mulheres. Não deixaria o carro em casa “de jeito nenhum” 20,3% (82) dos homens e 18,8% (76) das mulheres, conforme especificado no quadro 2 a seguir:
                                                                  Mulheres                  Homens
Alternativas                                            %      Total              %      Total
Não deixaria de jeito nenhum              18,8%       76          20,3%       82
Não deixaria                                        9,9%      40           10,9%       44
Total para recusa em deixar o carro     28,7%    116           31,2%     126
Indeciso                                             16,5%     67           14,6%       59
Deixaria                                             17,5%     71           20,1%       81
Deixaria com certeza                           37,3%   151           34,0%     137
Total para aceitação em deixar o carro 54,8%    222           54,1%     218

Percebe-se que existe tanto da parte das mulheres como nas respostas dos homens uma aceitação na proposta do Dia Mundial Sem Carro. Sendo que 54,8 [222] das mulheres e 54,1% dos homens estariam dispostos a abrir mão de seu veículo neste dia.
Ao serem questionados sobre o incentivo das empresas para um trânsito mais
saudável, 51,4% [219] das mulheres e 52,2% [225] dos homens disseram que suas empresas mantêm algum tipo de incentivo, discriminados no quadro 3 a seguir:
                                                                 Mulheres                   Homens
Alternativas                                           %      Total                %      Total
Incentiva o transporte 
compartilhado/caronas                     25,6%        109          31,6%       136
Incentiva o transporte alternativo
[bicicleta], oferecendo estrutura como
vestiário e bicicletário                      10,8%          46            9,3%         40
Oferece fretado para os funcionários 12,7%          54            9,0%         39
Outros                                             2,3%          10             2,3%        10
Total dos incentivos oferecidos         51,4%        219           52,2%      225
Empresa não oferece incentivos       48,6%         207           47,8%      206

Percebe-se uma semelhança muito próxima entre as respostas dos dois gêneros, não se extraindo nenhuma diferença significativa entre as diversas respostas, havendo apenas uma maior diferença quando os homens estão mais dispostos a pagarem o “pedágio urbano” 10,0% (55) e a fazerem trajetos a pé ou e bicicleta” 10,0% (55) do que as mulheres, 3,9% (23) e 6,7% (39) respectivamente.
                                                               Mulheres                    Homens
Alternativas                                        %       Total                %       Total
Utilizar transporte Público                 8,2%       456          69,2%         382
Fazer trajetos a pé ou de bicicleta     6,7%         39          10,0%           55
Pagar pedágio urbano                       3,9%        23          10,0%           55
Rodízio de carro duas vezes na semana 6,0%     35            5,3%           29
Rodízio integral [dia todo]                 5,1%        30            5,6%           31
Total de citações                           100,0%      583         100,0%        552

Foram consideradas mais de uma alternativa por entrevista.
Foi realizada pergunta aberta, com livre opção de resposta, sobre se os condutores tinham alguma sugestão relacionada ao “Dia Mundial Sem Carro”.
Os entrevistados deram sugestões e opinaram sobre o Dia e para melhor entendimento as opiniões foram divididas em cinco grupos a seguir descriminados:
TRANSPORTE PÚBLICO COMO FATOR RELEVANTE
28% dos entrevistados homens e 34% das mulheres que se propuseram a fazer
comentários citaram a “melhoria do transporte público” como fator considerável ao se pensar em um dia sem carro. Melhor condição do transporte público, entendendo-se por isso:

  • Ônibus e metrô menos lotados
  • Que não apresentem tantos atrasos
  • Mais opção de linhas e maior frota.

A qualidade do transporte público e, a dependência dos horários a que se fica
sujeito são fatores que impossibilitam o desapego ao carro.

COMENTÁRIOS POSITIVOS SOBRE O DIA MUNDIAL SEM CARRO
24% das mulheres e 18% dos homens fizeram comentários considerados
positivos e de reflexão a respeito do tema. São elas relacionadas à

  • Consciência e colaboração com o dia, sendo importante a participação da população;
  • Impressão positiva da proposta em comentários que citam o meio ambiente, a questão da sustentabilidade e a educação.

Já entre os homens os comentários positivos dizem respeito à:

  • Colaboração de todos e consciência em deixar o carro em casa ao menos um dia,a preocupação com o meio ambiente;
  • A não utilização do carro, quando não for necessário;
  • A ideia de caronas também foi mencionada e a multiplicação desse dia.
  • Além de expressões de aprovação.


SUGESTÕES
20% dos homens e 10% das mulheres deram sugestões sobre o dia e o
trânsito em São Paulo:

  • Ser obrigatório, implantar mais dias de rodizio e/ou rodízio integral;
  • Deixar o carro em casa;
  • Não ir trabalhar;
  •  Utilizar outros meios, como moto, taxi e disponibilizar os fretados para a
  • população;
  • Controle estatal da venda de carros e aplicação de multas;
  • Divulgação deste dia com antecedência e mais publicidade;
  • Transporte público gratuito.

Tanto entre os homens e mulheres 9% sugeriram que as pessoas utilizem o
transporte público para se locomover.

COMENTÁRIOS NEGATIVOS

  • 10% dos homens e 11% das mulheres deram opiniões negativas a respeito do Dia Mundial Sem Carro:
  • As dificuldades de se locomover de outra forma que não seja o carro.
  • Indiferença em relação à proposta do evento.
  • Reclamações a respeito de toda estrutura para veículos trafegarem.

USO DA BICICLETA
10% dos homens e 12% das mulheres citaram o uso da bicicleta como alternativa que deve ser incentivada pelo governo. Citaram também o investimento em ciclo-faixas e ciclovias. Muitos entrevistados falaram sobre caminhadas, como um benefício para saúde.
Nos dados acima apresentados 63,3% das mulheres e 61,0% dos homens
possuem outros veículos para ser utilizado em dias de rodízio ou mudam os horários para fugir do rodízio, revelando que os condutores priorizam o transporte individual. Apesar destes dados, 25,6% das mulheres e 31,6% revelam que suas empresas incentivam o transporte compartilhado e as caronas, além de 12,7% das mulheres e 9,0% dos homens citarem que as empresas oferecem transporte fretado.
As caronas e o transporte compartilhado tem sido incentivado como forma de
melhorias no trânsito, representar um diminuição nos gastos financeiros e promover maior relação social.

Cruzamento entre as variáveis pesquisadas:

  • Variável tempo de deslocamento X Variável utilização do veículo

Dentre aqueles que utilizam o carro todos os dias para se locomover 59, 9%
disseram gastar em média de 20 a 45 minutos de viagem. Ao comparar o tempo com o transporte público 34,4% disseram que a mesma viagem levaria aproximadamente de 45 min. a 1h30. Claro que dados como este recorrem à memória do entrevistado, e exigem atenção a algo que de tão rotineiro pode conter desvios de percepção por parte do condutor.

  • Variável utilização do veículo X Alternativa em dias de rodízio

Dentre os que utilizam o carro diariamente (somados todos os dias/segunda a
sábado/segunda a sexta) – homens e mulheres respectivamente - 51,5% e 48,3% alteram os horários para fugir do rodízio; 29,9% e 32,2% possuem outro carro ou utilizam de terceiros; 19,1% e 21,1% utilizam transporte público.

Dados1 recentes apontam o aumento do volume de veículos entre as 6h e 7h da
manhã, horário pré-pico, no período de um ano a lentidão em dias úteis passou de 28 km para 31 km; Este dado, muito importante, tem eco na declaração de 36% dos entrevistados – que utilizam diariamente o veículo e que dizem alterar os horários em diasde rodízio. Hoje o rodízio na cidade de São Paulo se estende das 7 às 10 horas e das 17 às 20 horas. Todos os dias da semana, dois finais de placa diferentes não podem circular dentro do mini-anel viário, região central de São Paulo. O aumento do congestionamento antes do primeiro horário e no período da tarde deve-se a seguinte combinação de fatores:
1http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2012/09/aumento-de-carros-novos-nas-ruas-traz-desafio-para-grandescidades.html
http://www.espacoacademico.com.br/062/62souza.htm

  • Aumento da frota de veículos na cidade de São Paulo. De acordo com a Agência Auto Informe, no mês de Agosto foram vendidas, no Estado de São Paulo, 114.422 (cento e catorze mil, quatrocentos e vinte e duas unidades).
  • O horário do rodízio, solução para evitar congestionamentos na cidade, não tem a mesma eficácia que tinha há praticamente dez anos.
  • A dependência do carro, representada pelos 29,9% e 32,2% que possuem outro veículo; Consequência da falta de investimentos na qualidade e inovação do transporte público e a dependência do carro.
  • Além de variáveis que dizem respeito à rotina do paulistano, a comodidade, facilidade e independência para se locomover sem depender do transporte público, também, fatores relacionados ao uso indiscriminado do veículo.
De acordo com o objetivo o estudo que era:
  • Explorar a rotina de motoristas da cidade de São Paulo, pra seu deslocamento diário – Percebe-se que a maior parte dos condutores utilizam seu veículo no mínimo cinco dias da semana; demoram em seus veículos de 20 a 45 minutos para fazer o trajeto até o serviço e esse tempo aumenta quando é feito em transporte público para 45min a 1h30’. A maior parte dos entrevistados muda o horário de circulação para fugir do rodízio, sendo que a segunda opção é a transporte público, seguido pela utilização de um segundo veículo.
  • Conhecer a sensibilização que a proposta do Dia Mundial Sem Carro causa no condutor – Sendo que mais de 70% dos entrevistados já ouviram falar do “Dia”, A maior parte estaria disposta a deixar o carro em casa, porém com mudanças no sistema de transporte público praticado atualmente. Mais da metade das empresas estão sensíveis a incentivos para a construção de um trânsito mais saudável, sugerindo caronas, disponibilizando fretados, bicicletários.
  • Se há diferença de opiniões sobre os diferentes gêneros – Percebe-se uma homogeneidade nas respostas de homens e mulheres, caminhando para um consenso em comum. O que chama a atenção - e possibilita o início de outro estudo mais aprofundado - foram diferenças apresentadas entre homens e mulheres, apresentadas no quadro número 4 que mostra uma maior vontade dos homens em relação a pagamento do pedágio urbano e realização de pequenos trajetos a pé ou de bicleta, diferentemente dos percentuais apresentados pelas mulheres. Fato que merece aprofundamento em nossos questionamentos.


Diretoria de Planejamento e Educação de Trânsito – DP
Irineu Gnecco Filho
Superintendência de Educação e Segurança – SES
Nancy Reis Schneider
Gerência de Educação de Trânsito – GED
Susana Nunes Penna
Departamento de Educação na Rua
Elizabeth Moreira Munhoz
Equipe Técnica:
Lilian Rose da Silva Carvalho Freire – Coordenação da Pesquisa
Francisco Alves - Coordenação de Campo
Jaqueline Sadala Mendonça – Redação e Análise de dados
Estagiários de Pesquisa
Henrique Euzébio
Rafaela Quintino da Silva
Gustavo de Oliveira Couto
Mayara Oliveira Rodrigues
Janaina Ferreira Siqueira
Carlos Wanderley C B Neves
Ariane dos Santos Bomfim
Raquel do Nascimento
Adriano de Almeida Muniz
Cibele Aparecida de Araújo

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Relatório de pesquisa de opinião com escolas da rede pública sobre o projeto piloto

OPERADOR NA ESCOLA

Bate-papo sobre o trânsito com alunos do quinto ano da rede pública de ensino.

MARÇO 2012





Diretoria de Planejamento e Educação no Trânsito DP Superintendência de Educação e Segurança SES Gerência de Educação de Trânsito - GED

Introdução

Educadoras do CETET – Centro de Treinamento e Educação de Trânsito - em
parceria com agentes de trânsito da GET 2 iniciaram a atividade “Operador na
Escola” nas escolas da rede pública. Os agentes foram às escolas para um “batepapo” com os alunos do quinto ano que puderam esclarecer dúvidas sobre como se portar como novos integrantes da dinâmica do trânsito. A ideia é que os alunos compreendam os cuidados que devem ter ao circular pelas ruas da cidade. Além, de serem orientados de como devem ser feitas as travessias, o funcionamento dos semáforos e situações diversas em diferentes vias. O projeto é uma expansão do Programa de Proteção ao Pedestre para quem já está adquirindo autonomia e conhecendo melhor a cidade onde reside.
O trabalho é desenvolvido com alunos do quinto ano do ensino fundamental
[entre 10 e 11 anos], tendo como base que este público-alvo, nesta idade,
desenvolve características físicas como a coordenação motora e visual que
permitem autonomia para locomoverem-se sozinhos pelas ruas. O projeto piloto
contou com a participação de quatro escolas da região oeste:
Escola Estadual Edmundo de Carvalho
Escola Estadual Professora Marina Cerqueira César
Escola Estadual Alfredo Paulino
Escola Municipal de Educação Fundamental Olavo Pezzotti

Objetivo e Metodologia

O objetivo desta pesquisa é verificar junto aos dirigentes escolares o projeto
piloto “Operador na Escola”, os seguintes aspectos: conhecer a relevância da
atividade junto às escolas, o impacto causado nas crianças pelo encontro com os agentes de trânsito - “marronzinhos” e se a atividade tem reflexo em suas famílias.
Como instrumento de pesquisa utilizou-se questionário [anexo], que foi
encaminhado às quatro escolas, sendo que os respondentes foram coordenadores pedagógicos e diretores das escolas participantes, respectivamente, Flavia Biani -professora-coordenadora pedagógica da E.E Alfredo Paulino, Denise Teresinha Abibe - vice-diretora da E.E Edmundo de Carvalho, Maria de Fátima B. Oliveira -diretora da EMEF Prof. Olavo Pezzotti e Marineila Marques - diretora da E.E Prof.ª Marina Cerqueira César.

Principais Resultados
Ao serem questionados sobre qual seria a avaliação final do projeto “Operador na escola”, entre as alternativas: insuficiente, bom e ótimo, as quatro escolas - ou seja, 100% - responderam que a atividade foi “ótima”.

A RELEVÂNCIA DA ATIVIDADE
Os dirigentes escolares ao serem questionados sobre a relevância da atividade e
possível impacto gerado nos alunos, salientaram que a atividade teve como
resultado:
  • Conscientizar o aluno em relação aos cuidados com sua segurança – ser sujeito de sua própria segurança;
  • Fornecer informações para que o aluno tenha autonomia responsávelenquanto pedestre e futuro motorista;
  • Respeitar a sinalização e os mecanismos disponíveis na cidade para transitar (conhecer regras básicas de trânsito);
  • Transferir as informações recebidas para pessoas próximas;
  • Prevenir, tendo em vista a faixa etária dos alunos.
O IMPACTO GERADO NOS ALUNOS
  • Os alunos se sentiram valorizados, tendo na figura do agente alguém de autoridade e que os alunos “pensavam que nunca falavam com crianças”. 
  • A visita provocou grande alvoroço e gerou empolgação nos comentários da atividade. Os dirigentes escolares afirmam ter sido uma experiência inesquecível para os alunos.
  • A visita do Homem-Faixa alegrou os alunos que “amaram a distribuição do material escrito e guardaram uma lembrança positiva.
O “FORMATO” DA ATIVIDADE
A forma como a atividade foi desenvolvida pelos agentes de trânsito da CET
foi justificada como interessante e pertinente pelos dirigentes escolares,
principalmente pelas características a seguir:
  • A organização, o lúdico da atividade e os diferentes momentos atraíram o interesse dos alunos pelas informações que mesmo após o término da atividade gerou a continuidade da discussão.
  • O tempo da atividade e a didática foram considerados adequados pelas escolas, mantendo a atenção e concentração das crianças e deixando um “gostinho de quero mais”.
CONTINUIDADE DO PROJETO PELAS ESCOLAS
Os dirigentes escolares julgam importante que os professores deem 
continuidade ao trabalho iniciado pelos agentes, a saber:

O assunto abordado na atividade é multidisciplinar e cria possibilidade de outros enfoques;A escola Edmundo de Carvalho pontuou a importância da ampliação da atividade e indicou que possui dois projetos na escola, “Carta do Leitor” e “Leitura de Jornal” que criam essa possibilidade;
A educação, por ser um processo que leva tempo objetivando formarmentalidades, mudar velhos hábitos e criar novos só é possível se conceitos chave forem praticados constantemente. A atividade traz essa possibilidade, porém, faz-se necessário praticar e adotar.


REFLEXO DA ATIVIDADE NOS FAMILIARES DOS ALUNOS
  • O “bate-papo” cria o diálogo com outras pessoas e entre as crianças. A diretora Maria de Fátima lembrou que as informações que as criançasrecebem são repassadas, comentadas para, ao menos, quatro familiares ou pessoas próximas à criança;
  • No período da manhã, os pais observaram as crianças saindo com o material distribuído nas mãos e a presença do Homem- Faixa; quando encontravam os pais já começavam a conversar sobre a atividade. (Escola Prof.ª Marina César);
  • Pelo hábito das crianças em comentar atividades desenvolvidas na escola e atrair a atenção dos adultos para as orientações recebidas; assimdemonstram com atitudes e explicações as orientações aos familiares.
  • Os alunos demonstram com atitudes e com explicações aos seus familiaresas orientações recebidas.

CONSIDERAÇÕES FINAIS
As escolas consideraram a atividade de grande importância e utilidade para os
alunos, bem como sua ampliação para os alunos dos demais anos do Ensino
Fundamental. Consideraram importante a continuidade em outras escolas criando outros enfoques e atingindo outras crianças.
Três das escolas já tinham conhecimento da área de educação e dos trabalhos
promovidos pelo CETET: “São muito importantes os trabalhos desenvolvidos na
área da educação e carecem de divulgação e prestígio. Parabéns pela competência, pela bondade e pela alegria com que o realizaram o trabalho junto a nós!” (Escola Olavo Pezzotti).

ANEXO 1 – questionário encaminhado aos dirigentes escolares

Agentes da CET em um “bate-papo” com os alunos do quinto ano discutiram sobre noções básicas de educação de trânsito. Queremos saber sua opinião sobre o desenvolvimento da atividade em sua escola. Para isto pedimos que responda cuidadosamente o questionário a seguir, pois, a partir dele
pretendemos aperfeiçoar cada vez mais nosso programa.

1. Nome da Escola:
2. Nome do respondente:
3. Função que exerce na escola:
4. Qual a relevância desta atividade para as crianças?
5. O formato da atividade realizada foi interessante e pertinente? Por favor, justificar a resposta.
6. Considera importante os professores darem continuidade à atividade? Por favor, justificar a resposta.
7. Qual foi o impacto que a atividade gerou nos alunos?
8. Em sua opinião esse tipo de atividade reverbera nas famílias? Como?
9. A CET possui, além das áreas de engenharia e fiscalização, uma área de educação, responsável por essa atividade em parceria com a operação e outras intervenções educativas. Você conhecia essa outra vertente dentro da CET?
10. A partir dos resultados observados da atividade em sua escola, qual sua avaliação final?
( ) Insuficiente ( ) Bom ( ) Ótimo

Diretoria de Planejamento e Educação no Trânsito – DP
Irineu Gnecco Filho
Superintendência de Educação e Segurança – SES
Nancy Reis Schneider
Gerência de Educação de Trânsito – GED
Susana Nunes Penna
Departamento de Educação na Rua - DRU
Elizabeth Moreira Munhoz
Equipe Técnica:
Lilian Rose da Silva Carvalho Freire - DRU
Jaqueline Sadala Mendonça - DRU
Arlete Cipolini - DEE

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RELATÓRIO DE PESQUISA – BICICLETA NO PARQUE






Diretoria de Educação e Planejamento - DP
Superintendência de Educação e Segurança - SES
Gerência de Educação de Trânsito - GET

Janeiro 2012

Pesquisa realizada com ciclistas em parques da cidade de são Paulo
O objetivo da pesquisa foi o de levantar dados que subsidiem o trabalho de formulação de um evento em parques, onde o ciclista será o centro. Tem por meta conhecer a necessidades que o ciclista tem em relação ao uso de sua bicicleta e quais atividades lhe despertariam o desejo de participação com um enfoque educativo.
Metodologia: como instrumento de pesquisa foi utilizado um questionário para entrevistas de opinião. O questionário foi dividido em dois devido ao grande volume de perguntas.
A escolha dos parques ficou a critério do GPL, que sugeriu parques que estavam na rota da ciclofaixa de lazer. O Parque do Ibirapuera foi utilizado no pré-teste, pois como este foi realizado em dia útil, o Ibirapuera é o parque que possui mais frequentadores em meio de semana. As entrevistas foram feitas em dois domingos consecutivos, por ser este o dia da semana com mais frequentadores nos parques e pelo funcionamento da ciclofaixa de lazer.
Foram entrevistados ciclistas adultos frequentadores do parque.

Cronograma das entrevistas
Parque do Ibirapuera                                 pré-teste           07/12
Parque Villa Lobos                      Pesquisa de opinião           11/12
Parque das Bicicletas                  Pesquisa de opinião           18/12

Amostra questionário 1

Parque Villa Lobos                                  137
Parque das Bicicletas                              135                  total 272

Amostra questionário 2

Parque Villa Lobos                                  140
Parque das Bicicletas                              138                  total 278

Questionário 1

Composto por 11 questões e questionário 2 composto por 13 questões. Sendo que apenas uma das questões foi semelhante nos dois questionários utilizados.

1) Além de lazer, você utiliza a bicicleta para qual outra atividade? [pergunta permitia mais de uma resposta]

Parque Villa Lobos + Parque das Bicicletas – amostra de respondentes desta questão: 137+140+ 134+138
                               Parque Villa Lobos    Parque das Bicicletas    Total
Meio de transporte    51 ou 18,8%            62 ou 22,9%              113 ou 20,8%
Esporte                    61 ou 22,5%            47 ou 17,3%              108 ou 19,9%
Só uso para lazer    182 ou 67,2%          183 ou 67,5%               365 ou 67,3%
Amostra Villa Lobos: 271 – Parque das Bicicletas: 271 – Amostra Total: 542

Além de lazer você 

usa a bicicleta para 
outro fim?             Parque Villa Lobos     %     Parque das Bicicletas    %    Total      %
Trabalho                             2                50%            4                   100%     6      75%
Compras                             1                25%            0                      0%     1      13%
Fisioterapia                         1                25%            0                      0%     1      13%
Total                                  4               100%           4                   100%      8    100%

2) Tem experiência 
de pedalar na rua? Parques                  Sim                                   Não
Villa Lobos                                      105 ou 76,6%                          32 ou 23,4%
Das Bicicletas                                  103 ou 76,3%                          32 ou 23,7%
Total                                              208 ou 76,5%                          64 ou 23,5%
Amostra Villa Lobos: 137 – Parque das Bicicletas: 135 – Amostra Total: 272

3) Para o ciclista qual a situação você julga mais arriscada? (Questão aberta)
Para o ciclista, 
qual a situação
 você julga mais
 arriscada?
                         Parque das Bicicletas      %     Parque das Bicicletas      %     Total     %
Veículos: moto, 
carros, táxi, ônibus 
e caminhão                        50                 35,0%           44                 29,1%       94  32,0%
Trânsito e avenidas 
movimentadas                    35                 24,5%           49                 32,5%       84   28,6%
Desrespeito, educação 
e imprudência por parte 
de motoristas                     24                 16,8%            9                   6,0%       33   11,2%
Ausência de locais 
seguros para o ciclista
(ciclovias-faixas)                10                   7,0%            5                   3,3%       15    5,1%
Conversões, cruzamentos 
e curvas                             5                    3,5%           7                   4,6%       12    4,1%
Corredor de ônibus               1                    0,7%           0                   0,0%         1    0,3%
Pontes                                1                    0,7%           1                   0,7%         2    0,7%
Marginal                             1                    0,7%           1                   0,7%         2    0,7%
Velocidade                          2                    1,4%           0                   0,0%         2    0,7%
Ausência de sinalização         1                    0,7%           1                   0,7%         2    0,7%
Horário de pico                    1                    0,7%           1                   0,7%         2    0,7%
Falta de iluminação               1                    0,7%           0                   0,0%        1    0,3%
Andar do lado direito             0                    0,0%           2                   1,3%        2    0,7%
Sinalização                          0                    0,0%           1                   0,7%        1    0,3%
Tudo                                  1                    0,7%           0                   0,0%         1    0,3% 
Desconhecer as leis 
(distância de 1,5m da bicicleta)1                   0,7%          2                    1,3%        3    1,0%
Motorista atravessar semáforo 
vermelho                            0                    0,0%           1                   0,7%        1    0,3%
Sinalizar para motorista        0                    0,0%           1                   0,7%        1    0,3%
Dividir mesmo espaço           0                    0,0%           5                   3,3%        5    1,7%
Acidentes                            0                    0,0%           1                   0,7%        1    0,3%
Falta de infra-estrutura         1                    0,7%           0                   0,0%         1    0,3%
Velocidade do ciclista 
na ciclovia                          1                    0,7%           0                   0,0%         1    0,3%
Andar no meio-fio                1                    0,7%           0                   0,0%         1    0,3%
Andar sem itens de segurança 2                   1,4%           1                   0,7%        3     1,0%
Mudar de faixa                    1                    0,7%           0                   0,0%         1    0,3%
Atropelamento                    1                    0,7%           0                   0,0%         1    0,3%
Noite/bêbados                     1                    0,7%           0                   0,0%         1    0,3% 
Atravessar a faixa de pedestre 1                  0,7%           1                   0,7%         2    0,7%
Insegurança                        0                    0,0%           2                   1,3%         2    0,7%
Abertura porta de carro        0                    0,0%           1                   0,7%         1    0,3%
Qualidade do percurso(asfalto) 0                  0,0%          6                    2,0%        6    2,0%  
/ trajeto, buracos
Estrada à noite                     0                   0,0%           1                   0,7%        1    0,3%
Andar durante a semana        0                   0,0%           2                   1,3%        2    0,7%
Uso de aparelhos de som       0                   0,0%           1                   0,7%        1    0,3%
O ciclista                             0                   0,0%           1                   0,7%        1    0,3%
Atravessar semáforo vermelho 0                  0,0%           1                   0,7%        1    0,3%
Andar na contramão              0                   0,0%           1                   0,7%        1    0,3%  
Total                                143               100,0%        151                100,0%    294  100,0%

4) Você acha seguro permitir que crianças circulem de bicicleta nas ruas?

Parques                                               Sim                                     Não
Villa Lobos                                        29 ou 22,3%                       101 ou 77,7% 
Das Bicicletas                                    36 ou 27,3%                        96 ou 72,7%
Total                                                65 ou 24,8%                       197 ou 75,2%
Amostra Villa Lobos: 130 – Parque das Bicicletas: 132 – Amostra Total: 262

Comentários:
Você acha seguro que
 crianças circulem 
de bicicleta nas ruas?      Parque Villa Lobos     %    Parque das Bicicletas    %    Total     %
Não há segurança, 
criança não tem 
experiência                            5              27,8%           1                      4,5%   6    15,0%
Falta respeito                         1               5,6%            2                      9,1%   3     7,5%
Só na ciclofaixa-via                 5             27,8%            6                     27,3% 11    27,5%
Acompanhada                         6             33,3%            7                     31,8% 13    32,5%
Com equipamento de segurança 1              5,6%                                     0,0%  1     2,5%
Ruas pouco movimentadas        0              0,0%            4                      18,2%  4    10,0%
Se for bem sinalizado               0              0,0%           1                        4,5%  1      2,5%
Depende da idade                    0              0,0%           1                        4,5%  1      2,5%
Total                                    18           100,0%         22                     100,0% 40   100,0%

5) E nas calçadas? 
Parques                                                  Sim                                      Não
Villa Lobos                                           51 ou 39,5%                           78 ou 60,5%
Das Bicicletas                                       43 ou 32,8%                           88 ou 67,2%
Total                                                   94 ou 36,2%                          166 ou 63,8%
Amostra Villa Lobos: 129 – Parque das Bicicletas: 131 – Amostra Total: 260
Comentários [17]:

E nas calçadas?             Parque Villa Lobos     %     Parque das Bicicletas    %     Total      %
Insegurança                          1                14,3%                 0             0,0%       1     6,3%
Até ter um treino adequado     1                14,3%                 0             0,0%       1     6,3%
Depende do local                   1                14,3%                 1            11,1%       2    12,5%
Acompanhado                        2               28,6%                  2           22,2%       4     25,0%
Calçada é para pedestre         1                14,3%                  1           11,1%       2     12,5%
se não tiver outro espaço, sim 1                14,3%                 0             0,0%       1      6,3%
Não, é melhor lugar fechado,
parques.                              0                 0,0%                  2            22,2%      2     12,5%
Calçadas são malfeitas, 
tem buracos                         0                 0,0%                  3            33,3%      3     18,8%
Total                                   7               100,0%                 9          100,0%     16    100,0%

6) Em algumas cidades brasileiras as bicicletas para circularem nas ruas precisam estar emplacadas. Você concorda com isso?
Parques                                          Sim                                   Não
Villa Lobos                                 44 ou 32,8%                       90 ou 67,2%
Das Bicicletas                             31 ou 23,5%                     101 ou 76,5%
Total                                         75 ou 28,2%                     191 ou 71,8%
Amostra Villa Lobos: 134 – Parque das Bicicletas: 132 – Amostra Total: 266

7) Ao circular nas ruas, você julga mais seguro pedalar:
Parques                 No sentido da via    No sentido e        Só na contra-mão     Não pedalo
                                                       na contra-mão                                  nas ruas
Villa Lobos             96 ou 70,6%           7 ou 5,1%          22 ou 16,2%            12 ou 8,8%
Das Bicicletas         90 ou 67,2%           7 ou 5,2%          26 ou 19,4%            12 ou 9,0%
Total                    186 ou 68,5%         14 ou 5,1%         48 ou 17,6%             24 ou 8,8%
Amostra Villa Lobos: 137 – Parque das Bicicletas: 135 – Amostra Total: 272

8) O que você sabe resolver na sua bicicleta?
Problema                           Parque Villa Lobos       Parque das Bicicletas        Total
Freio desregulado                   75 ou 65,8%                76 ou 69,7%          151 ou 67,7%
Pneu Furado                          74 ou 64,9%                74 ou 67,9%          148 ou 66,4%
Corrente Solta                       90 ou 78,9%                91 ou 83,5%          181 ou 81,2%
Guidão desalinhado                74 ou 64,9%                 76 ou 69,7%          150 ou 67,3%
Selim desregulado                  93 ou 81,6%                89 ou 81,7%          182 ou 81,6%
Trocar marcha                       93 ou 81,6%                88 ou 80,7%          181 ou 81,2%
Amostra Villa Lobos: 114 – Parque das Bicicletas: 109 – Amostra Total: 223

Outras sugestões apresentadas:
O que você sabe
 resolver na sua 
bicicleta?                      Parque Villa Lobos    %    Parque das Bicicletas    %    Total    %
Calibrar freio                             1             9%                0                  0%     1      5%
Encher o pneu                            0             0%                2                 25%    2     11%
Nada                                       10           91%                6                 75%   16     84%
Total                                       11         100%                 8                  0%   19    100%

9) O que gostaria de aprender?
Problema                          Parque Villa Lobos        Parque das Bicicletas          Total
Regular o freio                      39 ou 60,0%               38 ou 65,5%               77 ou 62,6%
Trocar o pneu                        42 ou 64,6%              39 ou 67,2%                81 ou 65,9%
Arrumar a corrente                 25 ou 38,5%              28 ou 48,3%                53 ou 43,1%
Alinhar o guidão                     31 ou 47,7%              29 ou 50,0%               60 ou 48,8%
Regular o selim                      25 ou 38,5%              29 ou 50,0%               54 ou 43,9%
Trocar a marcha                     23 ou 35,4%              24 ou 41,4%               47 ou 38,2%
Amostra Villa Lobos: 65 – Parque das Bicicletas: 58 – Amostra Total: 123

Nesta questão deixamos espaço para outras sugestões, que foram:
O que gostaria 
de aprender?        Parque Villa Lobos      %     Parque das Bicicletas    %     Total        %
Regular o câmbio             2              6,9%                 0                 0%        2       5,1%
Trocar o pé de vela          1              3,4%                 0                 0%         1      2,6%
Alinhar a roda                 1              3,4%                 0                 0%         1      2,6%
Nada                            22            75,9%                10             100%        32    82,1%
Desmontar cubo, 
caixa central e direção     1              3,4%                 0                 0%         1      2,6%
Mecânica                        1              3,4%                 0                 0%         1      2,6%
Montar bike                    1              3,4%                 0                 0%         1      2,6%
Total                           29            100,0%                10             100%        39   100,0%

10) Qual atividade relacionada com bicicleta você gostaria de participar no parque?
Atividade                   Parque Villa Lobos        Parque das Bicicletas             Total
Lições sobre pequenas 
manutenções                 61 ou 50,0%                 57 ou 47,1%                118 ou 48,6%
Aprender a trocar 
a marcha                      16 ou 13,1%                 16 ou 13,2%                 32 ou 26,3%
Conversar com instrutor 
sobre dúvidas e dicas de 
segurança                    37 ou 30,3%                  37 ou 30,6%                74 ou 30,5%
Assistir a um filme 
educativo de 5 minutos
para adultos                 30 ou 24,6%                  23 ou 19,0%                53 ou 21,8%
Circuito com monitor     34 ou 27,9%                  38 ou 31,4%                72 ou 29,6%
Atividades lúdicas para
crianças                      27 ou 22,1%                  35 ou 28,9%                 62 ou 25,5%
Amostra Villa Lobos: 122 – Parque das Bicicletas: 121 – Amostra Total: 243

Outras sugestões:
Qual tipo de atividade 
relacionada com bicicleta 
você gostaria de aprender 
no parque?               Parque Villa Lobos      %     Parque das Bicicletas      %      Total     %
Dialogar com outros
motoristas                             1            16,7%                  3             30,0%     4     25,0%
Passeio monitorado ou 
caravana                               2            33,3%                  0              0,0%      2    12,5%
Nenhum                                2            33,3%                  6             60,0%      8    50,0%
Internet, videos                      1            16,7%                  0               0,0%     1      6,3%
Todas são importantes             0             0,0%                  1             10,0%      1      6,3%
Total                                     6          100,0%                10            100,0%    16   100,0%

11) Agora como pedestre. Quando você está caminhando na via, qual situação envolvendo pedestre e ciclista você julga mais arriscada? [pergunta aberta]
Agora como pedestre, 
qual a situação você 
julga mais arriscada?  Parque Villa Lobos      %     Parque das Bicicletas      %     Total       %
Ciclista na calçada                20           15,6%                 34              26,6%      54    20,4%
Encontro com ciclista na 
travessia de faixa                20           15,6%                   7                5,5%      27     10,2%
Pedestre na ciclovia               6            4,7%                  18              14,1%      24       9,1%
Compartilhar a mesma via      7            5,5%                  13              10,2%      20       7,5%
Falta respeito de ambas
as partes                             7            5,5%                  11               8,6%       18       6,8%
Atenção do Pedestre              7            5,5%                   9                7,0%      16       6,0%
Velocidade                           5            3,9%                  11               8,6%      16        6,0%
Atropelamento                      7            5,5%                   7                5,5%      14       5,3%
Manobras, malabarismos 
e costura no trânsito            11            8,6%                   0                0,0%      11       4,2%
Pedestre fora da faixa           5             3,9%                   6                4,7%      11      4,2%
Não fazer uso de sinalização 
(campainha)                        4            3,1%                    7                5,5%     11       4,2%
Contramão                          5             3,9%                   2                1,6%       7       2,6%
Desrespeito ao semáforo       5             3,9%                   2                1,6%       7       2,6%
Falta de semáforo na ciclovia 1             0,8%                   0                0,0%       1       0,4%
Falta orientação                   1             0,8%                   0                0,0%       1       0,4%
Calçada estreita                   1             0,8%                   0                0,0%       1       0,4%
Passar pela direita                1             0,8%                   0                0,0%       1       0,4%
Não há                               1             0,8%                   3                2,3%       4       1,5%
Cruzamento                        2             1,6%                   2                1,6%        4       1,5% 
Falta de atenção do ciclista    2             1,6%                   0                0,0%       2       0,8%
Tráfego intenso                    1             0,8%                   0                0,0%       1       0,4%
Ciclista que não respeita        3             2,3%                   0                0,0%       3       1,1%
Desrespeito as regras de
trânsito                              1             0,8%                    1                0,8%       2       1,6% 
Todos tem que dividir           5             3,9%                    0                0,0%       5       1,9%
o mesmo espaço                  
Mudar da rua para calçada    0             0,0%                    1                0,8%       1       0,4%
Ultrapassar pedestre            0             0,0%                    2                1,6%       2       0,8%
Há sempre risco para
o pedestre                          0             0,0%                    1                0,8%       1       0,4%
Total                              128          100,0%                 137             107,0%    265    100,0%

Questionário número 2
1) Quantas vezes você vem ao parque andar de bicicleta?
Frequência                      Parque Villa Lobos             Parque das Bicicletas         Total
Todo dia                               2 ou 1,5%                        7 ou 5,1%                9 ou 3,3%
De vez em quando              40 ou 29,2%                     45 ou 32,6%             85 ou 30,8%
Frequentemente                 70 ou 51,1%                     66 ou 47,8%            136 ou 49,5%
Raramente                        25 ou 18,2%                     20 ou 14,5%             45 ou 16,4%
Amostra Villa Lobos: 137 – Parque das Bicicletas: 138 – Amostra Total: 275

2) O que falta para você usar mais a bicicleta nas ruas da cidade? [questão aberta]
Amostra Villa Lobos: 137 – Parque das Bicicletas: 136 – Amostra Total: 273
O que falta para você 
usar mais a bicicleta
 nas ruas da cidade?   Parque das Bicicletas     %     Parque Villa Lobos     %      Total      %
Lugar adequado, 
mais espaço
(ciclovia, ciclofaixa)                    60           41%              55            33,3%      115   36,9%
Segurança                                 44           30%              38            23,0%        82   26,3%
Tempo                                      11            7%                8             4,8%         19    6,1%
Respeito, cidadania                     10            7%              23            13,9%         33   10,6%
Trânsito melhor                           1            1%                3             1,8%           4    1,3%
Nada                                         2             1%               3              1,8%          5    1,6%
Cultura                                      1             1%               1              0,6%          2    0,6%
Atenção                                     1             1%               0              0,0%          1    0,3%
Piso melhor                                1             1%               0              0,0%          1    0,3%
Opções/condições                        1             1%               2              1,2%          3    1,0%
Educação                                   2             1%                4              2,4%         9     1,9%
Fiscalização                                1             1%               0              0,0%          1    0,3%
Infra-Estrutura                            1             1%               2              1,2%          3    1,0%
Campanha de educação, 
política que viabilize o transporte   1             1%               0              0,0%          1    0,3%
Organização                               1             1%               0              0,0%          1    0,3%
Incentivo (do governo)                 1             1%               1              0,6%          2    0,6%
Bicicleta                                    1             1%               1              0,6%          2    0,6%
Disposição                                 1             1%               0              0,0%          1    0,3%
Vergonha na cara                        1             1%               0              0,0%          1    0,3%
Estrutura do fim de 
semana em dia útil                      5             3%              4              2,4%          9     2,9%
Local para locar                          0              0%              2              1,2%         2      0,6%
Pouco espaço no centro                0              0%             1               0,6%         1      0,3%
Calçada estreita
("pentelhar pedestre")                 0              0%             1               0,6%         1      0,3%
Consciência                               0              0%              2              1,2%         2      0,6%
Medo de ônibus                          0              0%              2              1,2%         2      0,6%
Tirar os carros                           0              0%              1               0,6%        1      0,3%
Distância                                   0             0%               2              1,2%         2      0,6%
Subidas                                    0              0%              1               0,6%         1      0,3%
Sinalização adequada                  0              0%             3                1,8%         3      1,0%
Não ter onde deixar                    0              0%             3                1,8%         3      1,0%
Nunca pensei                             0              0%              1               0,6%         1      0,3%  
Arrumar as ruas                         0              0%              1               0,6%         1      0,3%
TOTAL                                    147           100%          165             100,0%    312   100,0%

3) Quando vem ao parque você circula somente na ciclovia? [lugar reservado para bicicletas?]
Parques                                       Sim                                     Não
Villa Lobos                               111 ou 79,9%                     28 ou 20,1%
Das Bicicletas                            92 ou 67,6%                     44 ou 32,4%
Total
Amostra Villa Lobos: 139 – Parque das Bicicletas: 136 – Amostra Total: 275

Quando vem ao 
parque você circula
 somente na ciclovia?    Parque Villa Lobos     %     Parque das Bicicletas     %     Total      %
Na rua, 
na ciclofaixa de lazer.                 9           100%                 0                0%         9      100%

4) Ao circular na via de bicicleta, 
o que é mais correto e seguro?        Parque Villa Lobos     Parque das Bicicletas       Total
Andar na calçada                                 12 ou 9,2%               10 ou 7,2%           22 ou 8,2%
Lado esquerdo da vida                        23 ou 17,7%              39 ou 28,3%         62 ou 23,1%
Entre os carros(corredor)                            0                         1 ou 0,7%          1 ou 0,03%
Lado direito da via                             89 ou 68,5%               80 ou 58,0%       169 ou 63,1%
Ocupando a faixa                                10 ou 7,7%                 11 ou 8,0%          21 ou 7,8%
Amostra Villa Lobos: 130 – Parque das Bicicletas: 138 – Amostra Total: 268

5) Em algumas cidades brasileiras o ciclista adulto que circula na rua deve ter carteira de habilitação específica para bicicleta. Você concorda com isto?
Parques                                    Sim                                    Não
Villa Lobos                            57 ou 41,6%                        80 ou 58,4%
Das Bicicletas                        42 ou 31,3%                        92 ou 68,7%
Total
Amostra Villa Lobos: 137 – Parque das Bicicletas: 134 – Amostra Total: 271

6) Em um cruzamento, você respeita o semáforo?
                                  Parque Villa Lobos           Parque das Bicicletas             Total
Sempre                           105 ou 80,8%                       114 ou 84,4%         219 ou 82,6%
Às vezes                           24 ou 18,5%                         20 ou 14,8%          44 ou 16,6%
Nunca                                  1 ou 0,8%                            1 ou 0,7%            2 ou 0,07%
Amostra Villa Lobos: 130 – Parque das Bicicletas: 135 – Amostra Total: 265

7) Qual item de segurança é obrigatório?
Item de segurança          Parque Villa Lobos          Parque das Bicicletas               Total
Campainha                         61 ou 45,2%                      77 ou 56,6%          138 ou 50,9%
Sinalizador [refletivos]         85 ou 63,0%                       91 ou 66,9%          176 ou 64,9%
Espelho retrovisor               63 ou 46,7%                       58 ou 42,6%          121 ou 44,6%
Capacete                          122 ou 90,4%                      118 ou 86,8%         240 ou 88,6%
Óculos de proteção             38 ou 28,1%                         39 ou 28,7%          77 ou 28,4%
Roupa adequada                 34 ou 25,2%                        39 ou 28,7%           73 ou 26,9%
Luvas                                41 ou 30,4%                        44 ou 32,4%          85 ou 31,4%
Amostra Villa Lobos: 135 – Parque das Bicicletas: 136 – Amostra Total: 271

Outros comentários:
Qual item de
segurança você
acha obrigatório?     Parque Villa Lobos     %     Parque das Bicicletas      %     Total         %
Ferramentas básicas             0               0%                 1                 50%       1         10%
Bom freio                           1              13%                 1                 50%       2         20%
Tornozeleira, cotoveleira
, joelheira                          7              88%                 0                  0%        7          70%
Total                                 8            100%                  2              100%       10        100%

8) Qual você realmente acha necessário?
Item de segurança           Parque Villa Lobos         Parque das Bicicletas         Total
Campainha                        53 ou 39,3%                    63 ou 47,4%             116 ou 43,3%
Sinalizador [refletivos]        72 ou 53,3%                    75 ou 56,4%             147 ou 54,9%
Espelho retrovisor              39 ou 28,9%                     38 ou 28,6%              77 ou 28,7%
Capacete                        119 ou 88,1%                      94 ou 70,7%             213 ou 79,5%
Óculos de proteção            38 ou 28,1%                      44 ou 33,1%              82 ou 30,6%
Roupa adequada                30 ou 22,2%                      40 ou 30,1%              70 ou 26,1%
Luvas                              39 ou 28,9%                      41 ou 30,8%               80 ou 29,9%
Amostra Villa Lobos: 135 – Parque das Bicicletas: 133 – Amostra Total: 268

Outros comentários:
Qual você acha 
necessário?              Parque Villa Lobos     %     Parque das Bicicletas    %     Total     %      
Odômetro                             0              0%                   1                33%      1      8% 
Freios bons                           1            10%                    1               33%      2    15%
Agua                                    1            10%                   1               33%       2    15%
Tornozeleira, 
cotoveleira, joelheira              5             50%                  0                0%       5     38%
calçado adequado                  1             10%                  0                 0%       1       8%
Nada                                   2             20%                  0                 0%       2      15%
Total                                  10           100%                  3              100%     13     100%

9) Você dirige: [pergunta permitia mais de uma resposta]
Transporte        Parque Villa Lobos                    Parque das Bicicletas                    Total
Automóvel            116 ou 82,9%                          110 ou 80,0%                    226 ou 81,3%
Motocicleta            18 ou 12,9%                            14 ou 10,1%                      32 ou 11,5%
Ônibus                     3 ou 2,1%                                   0                                  3 ou 1,1%
Só Bicicleta                7 ou 5%                              10 ou 7,2%                        17 ou 6,1%
Caminhão                   4 ou                                   1 ou 0,04%                          5 ou 1,8%
Outros                        3 ou                                         0                                 3 ou 1,1%
Amostra Villa Lobos: 140 – Parque das Bicicletas: 138 – Amostra Total: 278

10) Como condutor, que posição o ciclista deve manter para evitar acidentes?
Posição na via     Parque Villa Lobos              Parque das bicicletas                          Total
Entre os carros 
(corredor)                  5 ou 4,2%                          1 ou 0,9%                             6 ou 2,6%
Lado esquerdo da via  14 ou 11,9%                      24 ou 21,8%                          38 ou 16,7%
Lado direito da via      97 ou 82,2%                     76 ou 69,1%                         173 ou 75,9%
No meio da faixa 
(ocupando a faixa)         6 ou 5,1%                        9 ou 8,2%                             15 ou 6,6%
Amostra Villa Lobos: 118 – Parque das Bicicletas: 110 – Amostra Total: 228

11) Você como condutor acredita ser possível que, ciclistas e motoristas compartilhem a via de forma pacífica?
Parques                                       Sim                                        Não
Villa Lobos                                 96 ou 80,0%                        24 ou 20,0%
Das Bicicletas                             89 ou 79,5%                        23 ou 20,5%
Total                                        185 ou 79,7%                        47 ou 20,3%
Amostra Villa Lobos: 120 – Parque das Bicicletas: 112 – Amostra Total: 232

Esta questão permitiu que os entrevistados fizessem comentários,

Você como condutor acredita ser possível que, ciclistas e motoristas compartilhem a via de
 forma pacífica?               Parque Villa Lobos     %     Parque das Bicicletas     %      Total    %
Mantendo ordem, 
cada um com espaço, sim.              2              7%                2                  13%     4   9,1%
No futuro sim                               1              4%                1                   6%      2   4,5%
Sim, com motoristas educados 
e respeito de todos.                      13           46%                4                    25%    17 38,6%
Com mais empenho dos gestores 
em prol dos ciclistas, 
mais sinalização.                           2            7%                0                     0%      2   4,5%
É uma questão de adquirir 
cultura e ter bom senso.                 1            4%                1                     6%      2   4,5%
Em alguns lugares sim                   1             4%                1                    6%      2   4,5%
Impossível em São Paulo(estrutura) 2             7%                0                    0%      2   4,5%
Parabéns pela ciclofaixa                 2             7%                0                    0%      2   4,5%
As ciclofaixas poderiam ser 
expandidas(durante a semana,
 mais locais).                               1            4%                 6                    38%     7  15,9%
Não, pois não há respeito.              2             7%                0                     0%      2   4,5%
Se os ciclistas não forem
folgados e respeitarem.                  2             7%                0                     0%      2   4,5%
Total                                         28          100%              16                   100%    44 100,0%

Diretoria de Planejamento e Educação – DP Irineu Gnecco Filho Superintendência de Educação e Segurança – SES Nancy Schneider Gerência de Educação de Trânsito – GED Luiz Carlos Mantovani Néspoli Departamento de Educação na Rua Elizabeth Moreira Munhoz
Equipe Técnica: Lilian Rose da Silva Carvalho Freire – Coordenação da Pesquisa Francisco Alves - Coordenação de Campo

Estagiários de Pesquisa Cleici Kelli Pinheiro Gustavo de Oliveria Couto Henrique Euzébio Isaias Alves dos Santos Jaqueline Sadala Mendonça José Daniel Bebiano de Castro Mariane Fonseca da Paz Michele Conceição de Carvalho Rafaela Quintino da Silva Rodolfo Morage da Silva

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Out 2012

Compartilhamento do espaço como solução para um trânsito saudável

      A Semana da Mobilidade neste ano de 2012 teve início no dia 16 de Setembro e se estendeu até o dia 22 de Setembro. A semana teve como objetivo principal propor que governos e cidadãos refletissem sobre a questão da mobilidade nas cidades e pensassem em novas formas de se locomover.   Porém, a questão e os problemas com a mobilidade continuam durante todos os dias do ano e não ficaram limitadas apenas àquela semana de setembro.
Pensar novas formas de se locomover, pensar em transitar em ruas e avenidas mais agradáveis e melhorar a qualidade de vida são objetivos que devem ser perseguidos por todos.
      Dentro deste contexto a bicicleta tem se apresentado como o principal meio de transporte alternativo. Com o objetivo de investigar a familiaridade com a bicicleta, quais necessidades daqueles que fazem uso diário ou, gostariam de fazer e de que forma as discussões sobre este veículo como meio de transporte alternativo tem tido repercussão nos cidadãos, em Janeiro deste ano o Departamento de Educação na Rua – DRU, da Gerência de Educação de Trânsito – GED realizou em parques da cidade uma pesquisa junto aos usuários que estavam com bicicletas.
      As pesquisas foram realizadas em dois domingos consecutivos, dia em que há número elevado de visitantes no Parque Villa Lobos e no Parque das Bicicletas.
      Dos entrevistados, 49,5% dos entrevistados disseram que visitavam o parque “frequentemente” para andar de bicicleta e 30,8% “de vez em quando”.
A bicicleta tem sido assunto em diversos ambientes da vida social, o aumento do seu uso como transporte – muito significativo na periferia de São Paulo – a ideia de um transporte alternativo, democrático e símbolo de responsabilidade social defendido pelos “cicloativistas” trouxe novas palavras para o nosso vocabulário, como “ciclofaixa”, “ciclovia”, ciclorota entre outros termos relacionados a bicicleta.
      Por isso, ao serem indagados sobre incentivos que necessitam para utilizar mais a bicicleta na cidade 36,9% responderam “lugar adequado, ciclovias, ciclofaixas”. A novidade do uso da bicicleta no trânsito está ligada a conceitos como benefícios à saúde, à sociabilidade e bem estar.
      Porém, imaginar-se pedalando em uma via cheia de carros, motos, caminhões e, principalmente ônibus remete à questão da segurança, que foi citada por 26,3% das pessoas. Além disso, “respeito, cidadania, cultura, consciência e educação” foram palavras citadas em 13,7% das respostas.
Interessante frisar o contraste entre as citações, primeiramente quando falam em pistas e “faixas segregadas” e segundo quando comentam “atitudes de cidadania”, pois uma coisa é instituir espaços reservados para o ciclista, e outra coisa é citar o respeito e termos relacionados à relação de indivíduo para com outro indivíduo que está muito mais relacionado ao compartilhamento do que a “espaços reservados”. Mais que isso, pode-se induzir, também, que ao citar “lugares adequados”, os entrevistados não idealizam a possibilidade deste compartilhamento, o que remete ao fato de que, para eles a bicicleta não seja uma opção de transporte, ou vista como veículo com direito a via.
      Este impasse entre “espaços segregados” e compartilhamento da via induziu a uma questão direcionada a ciclistas que também são condutores de veículos – se acreditam ser possível que, ciclistas e motoristas compartilhem a via de forma pacífica – sendo que 79,7% acredita ser possível caso haja maior empenho dos gestores e se todos forem educados para o compartilhamento. Consideram que a ciclofaixa de lazer que une os parques trouxe visibilidade à bicicleta e incentivo a este tipo de veículo.
      Em outro estudo realizado pela DRU, um grupo de ciclistas que se utiliza da bicicleta diariamente diz que já existem fatores positivos no compartilhamento do espaço no trânsito:
•    Alguns motoristas respeitam e tratam com admiração os ciclistas. Existem vários motoristas educados que dão passagem.
•    Julgam que a educação se deve à consciência, talvez estes motoristas sejam ciclistas. Acham que para esse tipo de consciência e atitude as ciclofaixas estão sendo importantes pois ainda que sejam poucas influenciam as pessoas a andares de bicicleta, logo a “ter outro olhar”.
•    O grupo de ciclista julga que não sofrerão a mesma discriminação sofrida pelos “motociclistas”, pois os ciclistas são vistos como “politicamente corretos” por usarem transporte alternativo que contribui para diminuição do trânsito e poluição.

      Por outro lado citam que para alguns condutores, o ciclista não faz parte do “ambiente” motorizado e por este motivo não teriam direito a transitarem nas ruas. A fala de todos os ciclistas direcionam à educação e a falta de uma cultura da bicicleta “O motorista não vê o ciclista” porque o ciclista não faz parte o mundo dele. O que novamente remete ao lugar de importância que a ciclofaixa de lazer assumiu na cidade de São Paulo: fazer com que todos percebam o lugar da bicicleta e a reconheça como uma “amiga” na conquista de uma vida e de um trânsito mais saudável.
      Precisamos, no entanto, lembrar que quando se discute a mobilidade sustentável não estamos falando apenas de transportes alternativos, mas de formas de se locomover e interagir com o espaço que se ocupa que possam beneficiar a todos, sem grandes prejuízos ao meio ambiente e a vida social.
      A semana destinada à reflexão sobre a mobilidade já passou, mas agora é hora de governantes e cidadãos assimilarem o que foi discutido e pensar novas formas de ação. Será que estamos fazendo nossa parte? Qual nossa responsabilidade nessa guerra gerada diariamente em nosso trânsito?

Jaqueline Sadala Mendonça – Graduanda de Ciências Socias – FFLCH-USP e estagiária de pesquisa de comportamento no Departamento de Educação na Rua – DRU – CET-SP
Lilian Rose Freire – Mestre em Educação pela FE-USP e gestora de educação de trânsito da CET-SP.



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Junho/2012 

Resumo da pesquisa do gesto do pedestre

Dados de elaboração da pesquisa
 
      Foram realizadas entrevistas de opinião com pedestres e condutores. As entrevistas foram realizadas no período de 18 a 29/06/2012, no período da manhã.
      As entrevistas foram realizadas em sete cruzamentos da cidade de São Paulo, onde houve ação educativa com a presença do “Homem Faixa” e dos Orientadores de Travessia:
•    Rua Augusta x Rua Antonio Carlos
•    Viaduto Nove de Julho x Rua Major Quedinho
•    Rua Conselheiro Carrão x Rua 13 de Maio
•    Rua Benjamin Constant x Rua Quintino Bocaiúva
•    Rua Riachuelo x Rua Quintino Bocaiúva
•    Rua Braulio Gomes x Rua 7 de Abril
•    Largo Paissandu x Rua Capitão Salomão
      Foram entrevistados 429 pedestres e 423 condutores.
 

Principais Resultados de Pesquisa recente sobre o gesto (18 a 29/06/12)

•    Pedestres e condutores tem o maior percentual de conhecimento da utilização do gesto, desde a implantação da Portaria, 87,1% e 90,0% respectivamente.
•    Apesar de mais da metade dos pedestres alegarem nunca ter feito o gesto, a grande maioria de pedestres e condutores julgam o gesto importante, 91,1% e 94,5% respectivamente.
•    Pedestres que não fazem o gesto dizem que não o fazem por não sentir segurança na atitude do condutor (36,7%), por falta de hábito (26,4%) e por timidez ou vergonha (16,0%), respectivamente.
•    O condutor julga que o pedestre não faz o gesto por falta de hábito (38,7%), falta de segurança na atitude do condutor (22,9%) e por timidez ou vergonha (19,0%), respectivamente.
•    A utilização do gesto está sendo assimilada gradualmente pelo pedestre, 17% dos pedestres que “nunca” fizeram o gesto em pesquisa de Nov/11 passaram a fazer.
•    Ainda são necessárias mais ações educativas e campanhas que expliquem a condutor e pedestres o local correto de fazer o gesto e dar preferência de passagem ao pedestre. 38% dos pedestres e 28% dos condutores desconhecem o local correto.
 

      A maior parte dos pedestres e condutores tem conhecimento que o pedestre pode realizar o “gesto do pedestre” para sinalizar seu desejo de realizar a travessia.
      O quadro a seguir mostra uma escala crescente do conhecimento que pedestre e condutor vem adquirindo da possibilidade de utilização do “gesto do pedestre”.





PERÍODO DA PESQUISA
% DE PEDESTRES QUE TIVERAM CONHECIMENTO QUE PODEM UTILIZAR O GESTO
% DE CONDUTORES QUE TIVERAM CONHECIMENTO QUE O PEDESTRE PODE REALIZAR O GESTO



20 a 24/05/2011
48,1%
57,3%

11 a 15/07/2011
61,2%
77,6%

17 a 25/08/2011
76,8%
90,5%

09/10 a 04/11/2011
77,1%
83,6%

30/03 a 30/04/2012
66,9%
84,4%

18 a 29/06/2012
87,1%
90,0%


      Observa-se nesta última entrevista de opinião que o pedestre apresenta o maior percentual de conhecimento desde o início do Programa de Proteção ao Pedestre. E o condutor se equipara ao maior percentual que teve em agosto de 2011, momento em que a fiscalização foi intensificada.
      Mais da metade dos pedestres nunca fez o gesto apesar de pedestres e condutores julgarem importante.
      Você tem feito o gesto do pedestre?


Sempre e frequentemente
Raramente
Nunca
22,6%
25,4%
52,4%

      91,1% dos pedestres e 94,5% dos condutores julgam importante o gesto do pedestre como recurso para sinalização de travessia.
      Qual o motivo de mais da metade dos pedestres não fazerem o gesto se 91,1% deles julga importante?

      Em novembro/11 foi feita consulta a pedestres sobre o motivo de não estarem utilizando o gesto do pedestre, e agora nesta pesquisa recente em junho/12.

       Motivos alegados pelos pedestres para não fazerem o gesto  
                                                               Relatos     %      Relatos     %
                                                               Nov/2011           Jul/2012   


Sentem-se inseguros em relação à atitude do condutor
135
55,6%
147
36,7%
Desconhecem a campanha do “gesto de mão”
79
32,5%
31
7,7%
Falta de hábito
11
4,5%
106
26,4%
Fez, mas não deu certo
9
3,7%
35
8,7%
Não vê importância
6
2,5%
32
8,0%
Timidez ou vergonha
3
1,2%
64
16,0%

      Observa-se que há um deslocamento do percentual das respostas em relação à primeira consulta. Na primeira pesquisa, 32,5% dos pedestres diziam desconhecer a campanha do “gesto do pedestre”, nesta última pesquisa apenas 7,7% desconhecem o gesto. Anteriormente, 55,6% diziam sentir insegurança em relação à atitude do condutor, este percentual diminui para 36,7% enquanto alternativas como falta de hábito e timidez ou vergonha subiram para 26,4% e 16% respectivamente.
      Esse é um comportamento que caracteriza uma evolução na assimilação do uso do “gesto do pedestre”. Em um primeiro momento houve o desconhecimento, a desconfiança e agora, paulatinamente, o pedestre começa a tomar conhecimento e avaliar o uso do gesto, passa a avaliar sua própria atitude em relação a fazer ou não o gesto, isto justificado pelo aumento no percentual de respostas como: ”falta de hábito”, “timidez ou vergonha”, “fez, mas não deu certo”.
      A utilização do gesto está sendo assimilada gradualmente.
      Ao compararmos a freqüência de utilização do gesto pelo pedestre verificamos que seu uso está se verificando de forma gradual. De acordo com dados comparativos, de novembro de 2011 e junho de 2012, observa-se um deslocamento de 17% de pedestres que nunca utilizavam o gesto para outro comportamento
 


      38% dos pedestres e 28% dos condutores ainda não sabem o local correto de utilizar o gesto ou de  dar preferência de travessia do pedestre.
      Após observação em faixas de pedestres semaforizadas e não semaforizadas percebeu-se que alguns condutores param para dar preferência de travessia aos pedestres apesar do semáforo estar a favor do condutor, e alguns pedestres fazem o gesto em faixas semaforizadas com o semáforo não dando condições de travessia para eles. A partir destas observações optou-se por verificar através de entrevista se condutores e pedestres sabem o local correto de utilizar o gesto ou dar preferência de travessia ao pedestre.
62,0% [255] dos pedestres responderam que podem fazer o gesto em faixa de pedestre não semaforizada, 34,1% [140] respondeu que pode fazer o gesto “em qualquer faixa de pedestre, mesmo que tenha semáforo” e 3,9% [16] responderam não saber a resposta.
72,0% [290] dos condutores dizem saber o local correto do pedestre fazer o gesto e dar preferência de passagem, em faixa de pedestres não semaforizada, porém 26,3% [106] deles diz que a preferência do pedestre é em qualquer faixa de pedestre mesmo que semaforizada e 1,7% [7] dizem não saber a resposta.
      Através das respostas de condutores e pedestres obtem-se que 38% dos pedestres desconhecem o local correto de fazer o gesto do pedestre e o mesmo ocorre com 28% dos condutores.

Lilian Rose Freire, mestre em Educação pela Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo – USP, e gestora de Educação de Trânsito da CET-SP.
 
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maio 2012

Pesquisa da Educação de Trânsito da CET mostra como a postura do pedestre se reflete no respeito do condutor

      Pesquisa recente, elaborada pela Educação de Trânsito da CET e que teve como objetivo levantar dados para subsidiar o trabalho da equipe de educação, tem como estudo o comportamento do pedestre enquanto aguarda a travessia em faixa não semaforizada e como este comportamento reflete na atitude do condutor, em respeitar ou não a travessia do pedestre.
      A pesquisa foi realizada entre os dias 30 de março e 03 de abril de 2013, sendo entrevistados 432 pedestres e 404 motoristas na região central da Cidade.
Como principais resultados traz que:


• 55,6% dos pedestres não “demonstram” ao condutor que desejam realizar a travessia, ele “Não faz nada, aguarda um brecha para atravessar”. Foram permitidas até duas respostas por pedestre.



• 51,1% (191) dos condutores responderam que seria aconselhável os pedestres “fazerem o gesto do pedestre” para demonstrar que desejam realizar a travessia.

• O condutor ao ser questionado se alguma atitude do pedestre faz com que deixe de dar preferência à travessia, 53,2% ou 206 dos condutores citam que o “pedestre distraído, que fica olhando para os lados”; 46,3% (179) respondeu que o “pedestre na calçada falando ao celular”; 29,2% (113) “pedestre na calçada, mas conversando com outras pessoas” e 18,3% (71) “pedestre fumando e não observando a movimentação dos veículos”. Foram permitidas respostas com até duas alternativas por condutor.


Respeito do condutor à travessia do pedestre      O pedestre foi questionado se o condutor tem respeitado mais sua travessia, 59,3% (252) responderam sentir-se mais respeitado. Do mesmo modo, o condutor foi questionado se tem respeitado mais a travessia do pedestre: 97,5% (390) condutores responderam que sim, tem respeito mais a travessia do pedestre. Estes dados expressam o sentimento de condutores e pedestres em relação ao início da campanha.


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CondutorPedestre
Tem respeitado mais a travessia do pedestre na faixa?O condutor tem respeitado mais sua travessia na faixa?
SIM97,50%SIM59,30%
NÃO2,50%NÃO40,70%


Considerações      A Cultura da supremacia dos veículos em nosso país não é fácil de ser mudada, porém, o respeito à vida e a prevalência a uma convivência harmoniosa tem que estar acima de qualquer interesse individual.
Observa-se que o maior conflito existente é a dificuldade de compartilhamento da via, neste caso, da faixa de pedestres. Toda sociedade é formatada por regras de convivência, as nossas são elaboradas e fiscalizadas por nossos representantes do legislativo, executivo e judiciário. Uma dessas regras diz que:
      Artigo 70: os pedestres que estiverem atravessando a via sobre as faixas delimitadas para esse fim terão prioridade de passagem, exceto onde houver sinalização semafórica própria para pedestre.      Percebe-se que muitas vezes as leis são criadas e apesar de terem um papel significativo e importante não são legitimadas por muitos. Porém, esta é uma lei que tem como significado maior o respeito à vida.
      Da presente pesquisa extrai-se que o pedestre que está posicionado na faixa de pedestres como se desejasse realizar a travessia, mas que se mantém em atitude dispersa acaba por gerar dúvidas no condutor “que tem a intenção de parar”, mas não o faz por não conseguir constatar no pedestre sua real intenção.
      Quando mais da metade dos pedestres diz não fazer nada para demonstrar seu desejo de travessia e aguarda uma brecha para atravessar. O pedestre não está exigindo seu direito de preferência e ao manter esta atitude acaba ele por dar brecha ao condutor para desrespeita-lo. Porém, também, observa-se que grande percentual dos pedestres não confia no condutor, motivo pelo qual não fazerem o gesto, e isto já foi verificado em pesquisa anterior, realizada em junho/2011:
      Dos 243 pedestres entrevistados que alegaram motivos para não fazer o gesto, observou-se que 135 deles (55,6%) disseram se sentir inseguros com relação à atitude a ser tomada pelos motoristas, ou seja, julgam que os motoristas não irão respeitar o gesto, ou não sentem confiança que os motoristas vão parar.

      Logicamente, não se pode destinar a “culpa” pelo não cumprimento da lei somente aos pedestres. Existe um paradigma que precisa ser execrado e que se disseminou em nossa sociedade: de que a rua pertence aos veículos. Na verdade a rua é um espaço a ser compartilhado entre todos os usuários do trânsito, e o pedestre é um destes usuários.
      Pelo estudo nota-se uma percepção crescente de que pedestres e condutores iniciam um movimento neste sentido, convivência e respeito. Ainda é incipiente, mas é um início. Para legitimar-se de fato é necessário que todos nós cidadãos estejamos cônscios de nossos direitos e deveres. Tanto pedestre quanto condutor buscarem a harmonia do compartilhamento.


Lilian Rose Freire, mestre em educação pela Feusp, gestora de educação de trânsito da CETSP

Dados do Ministério da Saúde.
Número total de óbitos por acidentes de transporte terrestre – 2002 a 2010*

200220032004200520062007200820092010*
BRASIL327533313935105359943636737407382733759440610
NORTE218421802274237625332572271827303340
NORDESTE7611732578308517863291369282961211233
SUL 129901367114179144331484915004151891417714214
SUDESTE645565917138702569387089715770457548
C-0ESTE351333723684364334153606392740304275
* dados preliminares sujeitos a revisão
















Número total de óbitos por acidentes com motociclista – 2002 a 2010

200220032004200520062007200820092010*
BRASIL3744427150425974716280788898926810134
NORTE347378440483512578649707855
NORDESTE128114441598194021252374251729173394
SUL 94011361402165224002693317129942948
SUDESTE6928261019116113351499151915461692
C-0ESTE484487583738790934104211041245
* dados preliminares sujeitos a revisão
















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AVALIAÇÃO DE COMPORTAMENTO
Prioridade do Pedestre na Travessia

Agosto/2011

Resumo Executivo
      A partir do lançamento do Programa de Proteção do Pedestre pela Prefeitura do Município de São Paulo - PMSP, em 11 de maio de 2011, vem-se realizando pesquisas com o objetivo de acompanhar a evolução do respeito do condutor ao direito de travessia do pedestre. O primeiro ciclo de coletas, antes da implantação do Programa, ocorreu no período de 14 de fevereiro a 15 de abril de 2011; o segundo ciclo de coletas entre os dias 20 e 24 de maio/2011 e o terceiro ciclo entre os dias 11 a 27 de julho. A coleta do quarto ciclo, a ser apresentado neste relatório, ocorreu duas semanas após a intensificação da fiscalização e aplicação de multas a condutores que não respeitassem a preferência de travessia do pedestre na faixa ou não sinalizassem com a luz indicadora de direção sua intenção de fazer uma conversão, no período de 22 a 26 de agosto de 2011.
      Os locais pesquisados e que estão sendo acompanhados são: 
  • Rua Haddock Lobo x Rua Luís Coelho;
  • Rua Álvaro de Carvalho x Rua João Adolfo x Rua Alfredo Gagliotti;
  • Rua Quintino Bocaiúva x Rua Riachuelo;
  • Rua Dona Maria Paula X Rua Francisca Miquelina.
       Esta pesquisa teve por objetivo identificar, por meio de contagem objetiva, o comportamento dos condutores em relação ao respeito à prioridade dos pedestres e quanto ao uso da seta ao fazerem a conversão, e por meio de entrevistas mediadas por questionário a percepção dos pedestres e dos condutores a esse mesmo respeito.

Contagens
      A contagem realizada na pesquisa recente, em 902 veículos amostrados, de 22 a 26 de agosto/11, após a intensificação da fiscalização, demonstrou um maior respeito do condutor em relação ao direito do pedestre, embora ainda observa-se um comportamento predominante de desrespeito. Enquanto nas três pesquisas anteriores à fiscalização, o desrespeito foi de 89,6%, 86,1% e 90,3%, respectivamente, nesta última, o percentual de desrespeito baixou para o valor médio de 74,9%. Em outras palavras, se antes cerca de 10% dos condutores davam prioridade de travessia aos pedestres, nesta última contagem já se observou que mais de 25% deles já adotaram esta nova conduta. O importante é constatar, também, que o desrespeito diminuiu em todos os quatro cruzamentos pesquisados, conforme demonstra o quadro a seguir.



CruzamentoDesrespeito à preferência do pedestre
Pesquisa de 14/2 a 15/4Pesquisa de 20/5 a 24/5Pesquisa de 18/7 a 22/7 Pesquisa de 22/8 a 26/8
Riachuelo87,00%86,30%90,10%71,50%
Dona Maria Paula95,90%90,40%83,80%73,20%
Álvaro de Carvalho90,20%70,70%92,90%85,20%
Haddock Lobo91,20%93,70%92,60%79,10%
Média 89,60%86,10%90,30%74,90%

      Com relação ao acionamento da seta indicativa de mudança de direção para se fazer uma conversão, observou-se nas contagens realizadas após a intensificação da fiscalização, por sua vez, um pequeno aumento da sua não utilização. Na amostra de 2.905 veículos pesquisados realizada de 22 a 26 de agosto/11, a não utilização da seta foi registrada em 44,2% dos casos mantendo-se com poucas oscilações durante o intervalo das pesquisas. Três dos quatro cruzamentos tiveram queda nos dados coletadas nas pesquisas anteriores, porém nesta última coleta voltaram a crescer. O mais instável é o cruzamento da Rua Haddock Lobo com Rua Luís Coelho, que nesta pesquisa apresentou seu menor índice de não utilização da seta (11,6%), conforme ilustra o quadro a seguir.


CruzamentoDesrespeito à preferência do pedestre
Pesquisa de 14/2 a 15/4Pesquisa de 20/5 a 24/5Pesquisa de 18/7 a 22/7 Pesquisa de 22/8 a 26/8
Riachuelo71,60%67,50%6,70%10,50%
Dona Maria Paula11,90%6,60%83,80%73,20%
Álvaro de Carvalho49,40%42,90%40,90%46,40%
Haddock Lobo16,90%12,60%16,20%11,60%
Média 47,20%42,10%42,20%44,20%

Percepções
      Já com relação à percepção dos condutores sobre o respeito à prioridade de travessia do pedestre, a pesquisa recente, sendo entrevistados 421 condutores, 95,5% deles alegaram que dão preferência de passagem ao pedestre que atravessa na faixa. O quadro, a seguir, ilustra os resultados das pesquisas anteriores e, observa-se que a percepção foi crescente, desde a primeira pesquisa.

Percepção em relação ao respeito à prioridade de travessia do pedestrePesquisa de 14/2 a 15/4Pesquisa de 20/5 a 24/5Pesquisa de 18/7 a 22/7 Pesquisa de 22/8 a 26/8
Condutores dizem respeitar o direito de travessia do pedestre76,80%85,20%92,80%95,50%

      Entrevistados 419 pedestres, de 22/8 a 26/8, 71,1% deles alegaram que não se sentem respeitados pelo motorista no seu direito de travessia. Este índice que vinha apresentando uma trajetória decrescente, nesta nova pesquisa apresentou percentual de 71,1% ou 5% maior que o resultado da pesquisa anterior. Uma hipótese para este aumento talvez seja o fato do pedestre, devido à campanha do PPP, estar mais atento a seus direitos na hora da travessia.


Percepção do pedestre em relação ao respeito do motorista ao seu direito de travessiaPesquisa de 14/2 a 15/4Pesquisa de 20/5 a 24/5Pesquisa de 18/7 a 22/7 Pesquisa de 22/8 a 26/8
Pedestres não se sentem respeitados pelos condutores69,50%68,60%66,10%71,10%


      Na mesma entrevista dos condutores (421 entrevistados), buscou-se obter, ainda, com que freqüência eles acionavam a seta ao fazerem uma conversão. Na pesquisa recente, 22/8 a 26/8, 97,2% relataram que sinalizam com freqüência, enquanto que nas pesquisas anteriores este índice foi de 83,2% (pesquisa de 11/2 a 15/4), 85% (pesquisa de 20/5 a 24/5) e 93,8% (pesquisa de 18/7 a 22/7). A percepção que os condutores tem da utilização da seta se mantêm crescente desde o início das pesquisas.


Percepção dos condutores em relação ao uso da seta para indicar conversãoPesquisa de 14/2 a 15/4Pesquisa de 20/5 a 24/5Pesquisa de 18/7 a 22/7 Pesquisa de 22/8 a 26/8
Condutores dizem utilizar a seta83,20%85,00%93,80%97,20%

      Aos pedestres entrevistados (419 pedestres), foi-lhes perguntado se eles observavam que os motoristas acionavam a seta do veículo ao fazerem a conversão. Na pesquisa de22/8 a 26/8, 47,1% dos pedestres entrevistados perceberam a utilização de forma freqüente. Nota-se que a percepção se mantém elevada em comparação com as duas primeiras pesquisas e teve uma leve queda em relação a terceira, mas ainda dentro da margem de erro da pesquisa de 5%.


Percepção dos pedestres em relação ao uso da seta pelo condutorPesquisa de 14/2 a 15/4Pesquisa de 20/5 a 24/5Pesquisa de 18/7 a 22/7 Pesquisa de 22/8 a 26/8
Pedestres dizem que os condutores sinalizam28,80%32,70%50,80%47,10%

      Aos pedestres entrevistados (402 pedestres), foi-lhes perguntado se eles observavam que os motoristas acionavam a seta do veículo ao fazerem a conversão. Na pesquisa de 18/7 a 22/7, 50,8% dos pedestres entrevistados perceberam a utilização de forma freqüente. Nota-se neste tipo de pesquisa que houve um aumento considerável nesta percepção em relação às anteriores.


Diretoria de Planejamento e Educação – DP - Irineu Gnecco Filho
Superintendência de Educação e Segurança – SES - Nancy Schneider
Gerência de Educação de Trânsito – GED - Luiz Carlos Mantovani Néspoli
Departamento de Educação na Rua - Ana Beatriz Bussolini
Equipe Técnica:
Lilian Rose da Silva Carvalho Freire – Coordenação da Pesquisa
Francisco Alves - Coordenação de Campo

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Avaliação de Comportamento 
Prioridade do Pedestre na Travessia
4º Ciclo de Palestras


Pesquisa realizada de 18/7 a 22/7/2011
Foto: Antonio Nascimento
Diretoria de Educação e Planejamento – DP
Superintendência de Educação e Segurança – SES
Gerência de Educação de Trânsito – GED
Julho/2011
 
Resumo Executivo
      A partir do lançamento do Programa de Proteção do Pedestre pela Prefeitura do Município de São Paulo - PMSP, em 11 de maio de 2011, vem-se realizando pesquisas com o objetivo de acompanhar a evolução do respeito do condutor ao direito de travessia do pedestre. O primeiro ciclo de coletas, antes da implantação do Programa, ocorreu no período de 14 de fevereiro a 15 de abril de 2011; o segundo ciclo de coletas entre os dias 20 e 24 de maio/2011 e o terceiro ciclo, a ser apresentado neste relatório, no período de 11 a 27 de julho de 2011.

      Os locais pesquisados e que estão sendo acompanhados são:
  • Rua Haddock Lobo x Rua Luís Coelho;
  • Rua Álvaro de Carvalho x Rua João Adolfo x Rua Alfredo Gagliotti;
  • Rua Quintino Bocaiúva x Rua Riachuelo;
  • Rua Dona Maria Paula X Rua Francisca Miquelina.
       Esta pesquisa teve por objetivo identificar, por meio de contagem objetiva, o comportamento dos condutores em relação ao respeito à prioridade dos pedestres e quanto ao uso da seta ao fazerem a conversão, e por meio de entrevistas mediadas por questionário a percepção dos pedestres e dos condutores a esse mesmo respeito.
      A contagem realizada na pesquisa recente, em 971 veículos amostrados, de 18 a 22 de julho, demonstrou que o comportamento dos condutores ainda é predominantemente de desrespeito ao pedestre. Oscilou nas três pesquisas realizadas, de 89,6%, 86,1% e 90,3%. O quadro, a seguir, ilustra, cruzamento por cruzamento, os resultados obtidos nas três pesquisas e média de todos eles.

CruzamentoDesrespeito à preferência do pedestre
Pesquisa de 14/2 a 15/4Pesquisa de 20/5 a 24/5Pesquisa de 18/7 a 22/7 
Riachuelo87,00%86,30%90,10%
Dona Maria Paula95,90%90,40%83,80%
Álvaro de Carvalho90,20%70,70%92,90%
Haddock Lobo91,20%93,70%92,60%
Média89,60%86,10%90,30%


      Com relação ao acionamento da seta indicativa de mudança de direção para se fazer uma conversão, a contagem recente, em 2.604 veículos amostrados, de 18 a 22 de julho, manteve os mesmos índices obtidos na segunda pesquisa, de 20 a 24 de maio, ou seja, 42,2% dos veículos observados não sinalizaram para fazer a conversão, conforme ilustra o quadro a seguir.

CruzamentoDesrespeito à preferência do pedestre
Pesquisa de 14/2 a 15/4Pesquisa de 20/5 a 24/5Pesquisa de 18/7 a 22/7 
Riachuelo71,60%67,50%66,70%
Dona Maria Paula11,90%6,60%83,80%
Álvaro de Carvalho49,40%42,90%40,90%
Haddock Lobo16,90%12,60%16,20%
Média 47,20%42,10%42,20%

      Já com relação à percepção dos condutores em relação ao respeito à prioridade de travessia do pedestre, a pesquisa recente, sendo entrevistados 403 condutores, 92,8% deles alegaram que dão preferência de passagem ao pedestre que atravessa na faixa. O quadro, a seguir, ilustra os resultados das pesquisas anteriores e, observa-se que a percepção foi crescente, desde a primeira pesquisa, mesmo considerada a margem de erro de 5% da pesquisa.


Percepção em relação ao respeito à prioridade de travessia do pedestre Pesquisa de 14/2 a 15/4 Pesquisa de 20/5 a 24/5 Pesquisa de 18/7 a 22/7
Condutores dizem respeitar o direito de travessia do pedestre 76,80%85,20%92,80%
      
      Entrevistados 402 pedestres, de 18/7 a 22/7, 66,1% deles alegaram que não se sentem respeitados pelo motorista no seu direito de travessia. Este índice foi maior nas pesquisas anteriores. Considerando a margem de erro da pesquisa (5%), observa-se a manutenção da percepção ao longo do tempo.

Percepção do pedestre em relação ao respeito do motorista ao seu direito de travessia Pesquisa de 14/2 a 15/4 Pesquisa de 20/5 a 24/5 Pesquisa de 18/7 a 22/7
Pedestres não se sentem respeitados pelos condutores 69,50%68,60%66,10%

Na mesma entrevista dos condutores (403 entrevistados), buscou-se obter, ainda, com que freqüência eles acionavam a seta ao fazerem uma conversão. Na pesquisa recente, 18/7 a 22/7, 93,8% relataram que sinalizam com freqüência, enquanto que nas pesquisas anteriores este índice foi de 83,2% (pesquisa de 11/2 a 15/4) e 85% (pesquisa de 20/5 a 24/5).

 
Percepção dos condutores em relação ao uso da seta para indicar conversão Pesquisa de 14/2 a 15/4 Pesquisa de 20/5 a 24/5 Pesquisa de 18/7 a 22/7
Condutores dizem utilizar a seta 83,20%85,00%93,80%

      Aos pedestres entrevistados (402 pedestres), foi-lhes perguntado se eles observavam que os motoristas acionavam a seta do veículo ao fazerem a conversão. Na pesquisa de 18/7 a 22/7, 50,8% dos pedestres entrevistados perceberam a utilização de forma freqüente. Nota-se neste tipo de pesquisa que houve um aumento considerável nesta percepção em relação às anteriores.
Percepção dos pedestres em relação ao uso da seta pelo condutor Pesquisa de 14/2 a 15/4 Pesquisa de 20/5 a 24/5 Pesquisa de 18/7 a 22/7
Pedestres dizem que os condutores sinalizam 28,80%32,70%50,80%

      Nesta terceira pesquisa, observou-se que a opinião dos condutores sobre seu respeito à travessia dos pedestres e quanto à utilização da seta apresentou uma elevação. O mesmo ocorreu com a percepção dos pedestres, os quais observam maior respeito por parte dos condutores em seu direito à travessia, além de perceberem, também, que os condutores estão sinalizando mais a conversão. Em contrapartida nas contagens objetivas reais observou-se que o respeito ao pedestre e a utilização da seta mantiveram-se praticamente inalterados.
      Com a melhora da percepção dos condutores e pedestres e a não alteração dos dados de contagens, optou-se por efetuar nova contagem referente ao respeito à travessia de pedestres e a utilização da seta na conversão.
      A justificativa para a nova contagem foi a de afastar possíveis vieses não percebidos e que pudessem ter alterado os resultados. Nesta nova contagem, realizada entre os dias 28/7 e 2/8, no horário das 7h30 às 9h30, nos mesmos cruzamentos e com os mesmos critérios da terceira pesquisa, observou-se dados semelhantes, ou seja, em média 41,3% não utilizaram a seta para indicar a conversão (na terceira pesquisa obteve-se 42,2%) e 90,2% não respeitaram a preferência do pedestre (na terceira pesquisa obteve-se 90,3%).

Diretoria de Planejamento e Educação – DP - Irineu Gnecco Filho
Superintendência de Educação e Segurança – SES - Nancy Schneider
Gerência de Educação de Trânsito – GED - Luiz Carlos Mantovani Néspoli
Departamento de Educação na Rua - Ana Beatriz Bussolini
Equipe Técnica:
Lilian Rose da Silva Carvalho Freire – Coordenação da Pesquisa
Francisco Alves - Coordenação de Campo

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Programa de Proteção do Pedestre - PPP 

Levantamento do Grau de Conhecimento do Pedesttre e Condutor sobre a Campanha pepercutida nos Meios de Comunicação

Diretoria de Planejamento e Educação – DP
Superintendência de Educação e Segurança – SES
Gerência de Educação de Trânsito – GED
Julho/2011
1. Objetivo

Período de Pesquisa
% de pedestres que tiveram conhecimento da Campanha pela mídia.
% de condutores que tiveram conhecimento da campanha pela mídia.
20 a 24/5/11
48,1%
57,3%
11 a 15/7/11
61,2%
77,6%

      A nova pesquisa demonstrou que, de maio para julho, houve um aumento em 13,1% no conhecimento da campanha pelo pedestre e de 20,3% pelo motorista.
      1.2. Tipos de meio de comunicação citados pelos entrevistados
Foram consideradas respostas múltiplas.

Pesquisa atual, período de 11 a 15 de julho/2011


Meios de comunicação
% citado por pedestres % citado por condutores
Televisão 66,4% 53,0%
Faixas de Pano 24,1% 39,3%
Jornais 15,9% 13,3%
Rádio 6,0% 14,0%
Amigos, Internet 10,7% 13,0%
Outros 4,3% 5,7%


Pesquisa anterior, período de 20 a 24 de maio/2011


Meios de comunicação
% citado por pedestres % citado por condutores
Televisão 70,1% 72,9%
Jornal 19,0% 28,1%
Amigos, rádio e Internet 17,9% 19,5%



Entrevistados
% que teve conhecimento do "gesto de mão"
Pedestres 51,4%
Condutores 72,7%


      1.4. Tipos de meios de comunicação citado pelos pedestres e pelos condutores acerca do conhecimento do "gesto do pedestre".
      Foram consideradas respostas múltiplas.


Meio de comunicação
% citado por pedestres % citado por condutores
Televisão 66,6% 54,7%
Amigos 14,7% 18,9%
Jornal 13,1% 13,3%
Rádio 3,8% 12,6%
Internet 1,6% 3,6%
Outros 8,2% 4,6%

      É interessante verificar que a opção "Amigos" foi o segundo meio mais citado, o que pode demonstrar que o assunto "gesto de mão" está sendo discutido pela sociedade.
      1.5. Sugestões e opiniões sobre o PPP de pedestres e condutores
      Na pesquisa, procurou-se deixar um campo para respostas livres, colhendo-se sugestões e opiniões dos entrevistados. A seguir, as manifestações mais freqüentes:


Sugestões e opiniões
% citado por condutores % citado por pedestres
Campanha Excelente, ótima ou boa 54,0% 36,3%
Divulgar mais / melhorar a campanha 5,6% 16,1%
Educar o motorista - 7,6%
Educar o pedestre 6,3% -
Educar o motorista e o pedestre 1,9% -
Melhorar o tempo de travessia para o pedestre 4,4% 5,6%
Mais rigor e maior fiscalização 2,5% 4,8%
Ensinar o gesto para o pedestre - 7,6%
Tem que continuar / ser mais duradoura 1,3% 4,0%
São Paulo é muito hostil - 4,8%
Será difícil e complicado - 3,2%
Pedestre precisa respeitar mais 8,8% -
Pedestres e motoristas precisam respeitar mais 2,5% 1,6%
Fiz o gesto e o carro não parou - 3,2%
Maior cuidado entre as partes [condutores e pedestres] 2,5% -
Focar na educação das crianças e nas escolas 1,3% -
Agentes da CET têm que ser compreensivos 1,3% -
Divulgar nas auto-escolas 0,6% -
Não vai dar certo / campanha fraca, ruim, não funciona 6,9% 5,6%

Diretoria de Planejamento e Educação         – DP  - Irineu Gnecco Filho
Superintendência de Educação e Segurança – SES - Nancy Schneider
Gerência de Educação de Trânsito              – GED -Luiz Carlos M. Néspoli
Departamento de Educação na Rua             - DRU - Ana Beatriz Bussolini
Equipe Técnica:
Lilian Rose da Silva Carvalho Freire – Coordenação da Pesquisa
Francisco Alves – Coordenação de Campo
Julho/2011    

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Resultados pesquisa de comportamento no trânsito – Parte I

89,6% dos condutores não respeitam a prioridade de travessia do pedestre

      Na primeira parte da pesquisa, buscou-se identificar, por contagens objetivas, como os condutores agem quando, na conversão, se deparam com o pedestre tentando atravessar uma rua transversal. Considerando-se todos os cruzamentos pesquisados, observou-se que de uma amostra de 675 veículos contados no momento em que havia conflito de passagem com pedestre, apenas 70 dos condutores (10,4%) respeitaram as regras de prioridade do pedestre, enquanto que 89,6% não.
      Numa segunda parte da pesquisa realizada através de pesquisa de opinião, procurou-se identificar, tanto com o condutor quanto com o pedestre, em que medida o primeiro respeita o direito de travessia do segundo.
      É interessante observar a comparação entre as contagens sobre o comportamento dos condutores, que é um fato objetivo obtido por contagem, com sua percepção sobre o respeito à prioridade. Enquanto a contagem indicou que 89,6% deles não respeitavam a prioridade, paradoxalmente, 76,8% deles alegaram, em entrevista, que respeitavam o direito dos pedestres.
      Por outro lado, a percepção dos pedestres se aproxima muito da realidade: 69,5% dos pedestres entrevistados indicaram sentirem-se desrespeitados, ou porque o condutor avança e passa na sua frente, ou porque o ameaça, acelerando o veículo, buzinando ou reclamando.
      As justificativas dos condutores para não respeitarem a prioridade de travessia do pedestre são as mais variadas, mas em geral se referem ao seu próprio desconforto em relação a outros veículos (buzina, veículos “colados na traseira”), a situações de emergências (ambulâncias, viaturas policiais) e ao período noturno.

Resultados pesquisa de comportamento no trânsito – Parte II

Apenas 68% dos condutores acionam a seta

      A pesquisa procurou identificar, também, por meio de contagem, quantos condutores indicaram com antecedência sua intenção de fazer a conversão, acionando a seta indicativa de direção do veículo. Em uma amostra de 12.328 veículos que fizeram conversão, os condutores de 8.424 deles, 68,3% do total, acionaram a luz da seta indicativa de direção, enquanto que os outros 3.904 condutores, (31,7%) não acionaram a seta.
      Quando se analisa as contagens por tipo de movimento num mesmo cruzamento, por outro lado, observa-se que, aparentemente, o condutor é mais cioso no uso da regra quando está em uma avenida mais movimentada e faz a conversão para uma transversal menos importante. É possível que a razão desse comportamento seja porque numa grande avenida ele se julga mais fiscalizado ou sinta algum receio relacionado com a segurança em relação aos outros veículos em movimento.
      Na Av. Paulista, por exemplo, na conversão dos veículos para a Rua Augusta, os condutores são mais atentos à regra (90,4% acionaram a seta), enquanto que da Rua Augusta para a Av. Paulista um número menor de condutores, 81,4% do total, indicaram com a luz do pisca-pisca a intenção de conversão.
      O mesmo ocorreu quando se analisou o uso da seta no movimento dos veículos da Rua Aurora para a Avenida Rio Branco. Nesta circunstância, observou-se que 71,8% dos condutores acionaram a seta e, no movimento contrário, da Avenida Rio Branco para a Rua Aurora, constatou-se que 84,8% dos condutores acionaram a seta.
      Ouvidos os pedestres (cerca de 3.200 entrevistas) sobre como eles percebem o comportamento dos condutores em relação ao uso da seta para indicar uma conversão, verificou-se que somente 28,8% deles reconhecem que os condutores “frequentemente” sinalizam a conversão, embora, em contagem objetiva, ficou demonstrado que, na média geral de toda a amostra da pesquisa, 68,3% dos condutores realmente acionam a seta na conversão. Como estamos tratando de percepção, é possível que a pesquisa tenha sido influenciada pelo fato de não existir, provavelmente, o hábito dos pedestres em verificar as intenções dos veículos antes de fazerem a travessia da rua.

Resultados pesquisa de comportamento no trânsito – Parte III

Movimento predominante dos veículos, na cidade de SP, é o de seguir em frente
      No intuito de verificar quão importante é o fluxo de veículos em conversão, foram efetuadas contagens de volume de tráfego, comparando-se o fluxo “ir em frente” com o fluxo “conversão”. Em todos os casos pesquisados, observou-se que o movimento predominante no cruzamento é o de “ir em frente”, respondendo por mais de 55,0% do total dos movimentos. Nos cruzamentos pesquisados, em geral, o movimento de conversão sempre foi muito menor quando este ocorre de uma grande avenida para uma transversal de menor importância, como é o caso da Av. Paulista para a Rua Augusta (4,0%) e da Rua da Consolação para a Rua Maria Antonia ou para Rua Dr. Cesário Mota Jr. (22,0%). 
      Quando se observa que dois terços dos cruzamentos semaforizados, nos pesquisados, (Centro expandido até a Av. Paulista) não têm um estágio próprio para os pedestres, ou seja, os pedestres devem atravessar a rua transversal ao mesmo tempo em que o semáforo está verde para os veículos da avenida principal, verifica-se pelas contagens que é possível aos condutores respeitarem a regra de conversão do CTB, dando prioridade aos pedestres na travessia, sem grande prejuízo para o tráfego de veículos, já que o movimento de conversão dos veículos é sempre menor que o movimento de ir em frente, contrariando as objeções que dizem que, aplicada a regra, haveria congestionamento na via principal.

      Tomando-se como exemplo o cruzamento da Av. Paulista com a Rua Augusta, observou-se que, neste, há o estágio para pedestres. No entanto, caso este estágio venha a ser suprimido e, portanto, os pedestres tiverem que atravessar a Rua Augusta no mesmo momento em que o semáforo de veículos estiver aberto para os veículos da Av. Paulista, haverá pouco conflito com os pedestres, já que o volume de veículos em conversão para a Rua Augusta é praticamente irrisório, frente ao volume de veículos que vão em frente (4%).
      Durante o período de pesquisa, e em todas as situações, dos 35.595 veículos que se aproximaram do cruzamento, 7.583 deles, em média, fizeram conversão, ou seja, 21,3%, enquanto que 28.012 veículos, em média (78,7%), seguiram em frente. Embora, no conjunto dos cruzamentos, é muito mais tendente o movimento de “ir em frente”, há cruzamentos na cidade que predomina o movimento de conversão, por razões peculiares do tráfego, como, por exemplo, o volume de conversão da Av. Paulista para a Rua Bela Cintra.

Lilian Rose Freire - Educadora de Trânsito da CET SP
Coordenadora do Projeto de Pesquisa

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Resultados pesquisa de comportamento no trânsito – Segundo ciclo de coletas     


      Em face do lançamento do Programa de Proteção do Pedestre, em 11/5/20, procedeu-se a uma nova pesquisa, entre os dias 20 e 24 de maio, nos cruzamentos em que foi realizada pesquisa semelhante, antes da implantação da Campanha:
  • Rua Haddock Lobo x Rua Luis Coelho;
  • Rua Álvaro de Carvalho x Rua João Adolfo x Rua Alfredo Gagliotti;
  • Rua Quintino Bocaiúva x Rua Riachuelo; e
  • Rua Dona Maria Paula com Francisca Miquelina.
      Esta pesquisa teve por objetivo identificar os comportamentos dos condutores e a percepção dos pedestres sobre o respeito ao direito de travessia destes últimos.
1.   Comportamento a partir de Pesquisa de Contagem
1.1.Respeito à prioridade do pedestre na travessia
      Durante o período referido, no horário das 7h30 às 9h30, foram levantados, novamente, os comportamentos dos condutores quanto ao respeito do pedestre na faixa sendo observados 772 veículos.
      Considerando os quatro cruzamentos em conjunto, observou-se que houve uma ligeira queda nos desrespeito, conforme quadros, antes e depois, abaixo.
      Na pesquisa anterior, antes da campanha, 89,6% dos veículos contados não respeitaram o direito de passagem do pedestre. Nesta pesquisa, posterior ao lançamento do Programa, 86,1% não respeitaram.
      Exceção do cruzamento da Rua Haddock Lobo com Rua Luís Coelho, em que se observou um pequeno aumento no desrespeito, passando de 91,2% a 93,7%. Uma possível explicação, neste caso, é a de que a abordagem da mídia ter ocorrido apenas na área central da cidade.

Antes
CruzamentoNão RespeitamTotal da Amostra%
Riachuelo30034587,00%
Miquelina949895,90%
Álvaro556190,20%
Haddock15617191,20%
Total60567589,60%



Depois
CruzamentoNão RespeitamTotal da Amostra%
Riachuelo37943986,30%
Miquelina13214690,40%
Álvaro659270,70%
Haddock899593,70%
Total66577286,10%
1.2. Utilização da seta na conversão
      Quanto à utilização da seta, observou-se, tomando por base os mesmos cruzamentos na pesquisa realizada antes e depois do lançamento da Campanha, que houve uma REDUÇÃO DA NÃO UTILIZAÇÃO DA SETA, em todos os cruzamentos, que tomados em conjunto, o índice mudou de 47,2% (antes) para 42,1% (depois).


Antes
CruzamentoNão UtilizaramTotal da Amostra%
Riachuelo941131471,60%
Miquelina3327811,90%
Álvaro23347249,40%
Haddock12976416,90%
Total1336282847,20%

 
Depois
CruzamentoNão UtilizaramTotal da Amostra%
Riachuelo805119367,50%
Miquelina182746,60%
Álvaro21349742,90%
Haddock9071312,60%
Total1126267742,10%



2. Percepção dos Motoristas
       Como na pesquisa anterior, nesta também as entrevistas realizadas com condutores foram coletas na região central. A amostra foi composta por condutores de automóvel (62,3%), Motocicleta (25,1%) e ônibus (12,6%). O tamanho da amostra foi de 401 condutores.
       Com relação à percepção dos condutores sobre o respeito ao direito de passagem do pedestre, 85,2% deles disseram que dão preferência de passagem ao pedestre que está na faixa, frequentemente.  Na primeira coleta este dado havia sido de 76,8%. Ou seja, o motorista continua com a percepção elevada de respeito, mesmo que este não esteja ocorrendo na prática.
      No que tange ao acionamento da seta ao fazer uma conversão, 85% dos motoristas relataram que sinalizaram com freqüência a conversão. Na primeira coleta este dado havia sido de 83,2%, ou seja, continua a percepção de que fazem, mas a contagem demonstra que não. 
3. Percepção dos pedestres
       As entrevistas realizadas com pedestres foram coletadas na Área central, nas proximidades do Viaduto de Chá e também na região da Avenida Paulista. A amostra de pedestre foi de 400.
       Enquanto que na pesquisa anterior, 69,5% dos pedestres relataram sentirem-se desrespeitados no seu direito de passagem, na pesquisa atual este número passou para 68,6%, demonstrando uma ligeira QUEDA NA PERCEPÇÃO, mas dentro da margem de erro da pesquisa, com pouca oscilação não se podendo concluir se houve mudança na percepção.
       Com relação à percepção dos pedestres se o motorista aciona a seta ao fazer uma conversão, 32,7% dos pedestres perceberam a utilização de forma freqüente. Na contagem anterior este percentual havia sido de 28,8%, havendo, portanto uma ligeira MELHORA NA PERCEPÇÃO que, embora dentro da margem de erro da pesquisa, já pode estar demonstrando uma tendência de mudança de hábito do motorista para melhor.
4. A campanha nos meios de comunicação
       Nesta pesquisa, procurou-se verificar se os condutores e os pedestres tiveram conhecimento da campanha através dos meios de comunicação.
       Ao serem questionados se tiveram conhecimento da campanha, 57,3% dos condutores responderam que sim e 42,8% responderam que não.
       Considerando as respostas múltiplas, dos condutores que tiveram conhecimento da campanha, 72,9% deles tiveram conhecimento através da televisão, 28,1% através de jornal e 19,5% por meio da Internet, amigos e rádio. Há, ainda, outras citações, como faixas e orientações nas empresas de ônibus.
       Dos pedestres entrevistados, 48,1% disseram que sim e 51,9% responderam que não. Dos que responderam que tiveram conhecimento da campanha, 70,1% citaram a televisão, 19% o jornal e 17,9%, amigos, rádio e Internet, além de outras citações, como as faixas, bandeirinhas e os “marronzinhos”.  


Lilian Rose Freire - Educadora de Trânsito da CET SP
Coordenadora do Projeto de Pesquisa
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AVALIAÇÃO DE COMPORTAMENTO

Diretoria de Planejamento e Educação no Trânsito – DP
Superintendência de Educação e Segurança – SES
Gerência de Educação de Trânsito - GED
Dezembro / 2012

1.    Introdução

A partir do lançamento do Programa de Proteção do Pedestre - PPP pela Prefeitura do Município de São Paulo - PMSP, em 11 de maio de 2011, vem-se realizando pesquisas com o objetivo de acompanhar a evolução do respeito do condutor ao direito de travessia do pedestre. Até o momento foram efetuados nove ciclos de contagens e entrevistas, sendo que a última coleta se deu no período de 23 de novembro a 04 de dezembro de 2012.
Desde antes do Início do PPP vem sendo acompanhados quatro cruzamentos onde são efetuadas medições de respeito à preferência do pedestre na travessia e a utilização da seta para sinalizar a intenção de conversão. Sendo eles:

  • Rua Haddock Lobo x Rua Luís Coelho;
  • Rua Álvaro de Carvalho x Rua João Adolfo x Rua Alfredo Gagliotti;
  • Rua Quintino Bocaiúva x Rua Riachuelo;
  • Rua Dona Maria Paula x Rua Francisca Miquelina.
Esta pesquisa teve por objetivo identificar, por meio de contagem objetiva, o comportamento dos condutores em relação ao respeito à prioridade dos pedestres e quanto ao uso da seta ao fazerem a conversão e, por meio de entrevistas mediadas por questionário, a percepção dos pedestres e dos condutores a esse mesmo respeito.
Como principal resultado desta última coleta observou-se uma queda de 1,7% no desrespeito à travessia do pedestre em relação a oitava contagem e de menos 2,7% em relação a sétima contagem, sendo que desde o início do programa o desrespeito teve uma diminuição total de 18,6%. A utilização da seta teve uma queda na utilização de 0,5%, porém com um acréscimo de utilização de 7,2% em relação ao início do programa.

2.    Contagens

2.1. Respeito à travessia do pedestre
Como critério às contagens de respeito/desrespeito levou-se em conta que, para que se caracterizasse o desrespeito, era necessário que tanto o veículo quanto o pedestre desejassem passar pelo mesmo local ao mesmo tempo. Foi considerado como desrespeito o condutor que não aguardasse o pedestre fazer a travessia, caso o pedestre já estivesse na pista intencionando atravessá-la, ou se fizesse um gesto sinalizando seu desejo de travessia.
A contagem realizada neste nono ciclo de coletas, em 820 veículos amostrados, de 23 de novembro a 04 de dezembro de 2012, demonstrou um aumento no respeito do condutor ao direito do pedestre em relação à contagem do oitavo ciclo.  Nas três primeiras pesquisas anteriores à intensificação da fiscalização, o desrespeito foi de 89,6%, 86,1% e 90,3%, respectivamente, a partir da quarta coleta [medida após intensificação da fiscalização], o percentual de desrespeito baixou para 74,9%. Na quinta coleta, obteve-se o menor percentual de desrespeito desde o início do programa, 67,8%. Tivemos nos 6º e 7º ciclos de coleta de dados um aumento no percentual de desrespeito, 73,1% e 73,7%. Porém, no oitavo ciclo o desrespeito voltou a cair, 72,7%, e se manteve em queda neste nono ciclo que apresenta um desrespeito de 71,0% ou 18,6% a menos desde o início das contagens, conforme mostra o quadro a seguir:
      Conforme mostra o gráfico a seguir, desde o início do Programa percebe-se uma MELHORA de 18,6% no respeito do condutor à travessia do pedestre.


2.2.         Utilização da Seta
      Com relação ao acionamento da seta indicativa de mudança de direção para se realizar uma conversão, na amostra de 2.688 veículos pesquisados em coleta realizada de 23/nov a 04/dez/12, a não utilização da seta foi registrada em 40,0% dos casos.
A média de utilização da seta, no conjunto dos cruzamentos pesquisados, manteve-se com poucas oscilações durante o intervalo das pesquisas, porém representando uma DIMINUIÇÃO no índice de não utilização da seta de 7,2% desde o início das contagens, conforme demonstrado no quadro a seguir:
      Desde o início do programa, conforme descrito no gráfico a seguir, houve um aumento em 7,2% na utilização da seta para sinalizar o desejo de conversão do condutor do veículo.



3.    Percepções
As percepções de pedestres e condutores tem como base entrevistas de opinião a 438 condutores e 426 pedestres, dentro de uma margem de erro de 5%.
Em relação à percepção dos condutores sobre o respeito à prioridade de travessia do pedestre, a pesquisa recente, entrevistados 438 condutores, 86,0% ou 375 dos entrevistados alegaram que dão preferência de passagem ao pedestre que atravessa na faixa. O quadro a seguir ilustra os resultados das pesquisas anteriores e da atual.
         Observa-se no gráfico a seguir que, desde o início do programa, 9,2% a mais dos condutores julgam respeitar sempre ou frequentemente a travessia do pedestre.



Entrevistados 426 pedestres de 23/11 a 04/12/2012, 34,0% deles alegaram sentirem-se respeitados pelo condutor no seu direito de travessia, conforme quadro a seguir:
Em relação ao início do programa 3,5% dos pedestres sentem-se mais respeitados em seu direito à preferência de travessia, demonstrado no gráfico a seguir:


       Na mesma entrevista dos condutores (438 entrevistados), buscou-se obter, ainda, com que freqüência eles acionavam a seta ao fazerem uma conversão. Na pesquisa recente, de 23/11 a 14/12/2012, 91,0% ou 396 condutores dizem sinalizar uma conversão “sempre” ou “frequentemente”.

       Desde o início da campanha esta sensação que o condutor tem de estar sinalizando mais, cresceu 7,8%, conforme demonstrado no gráfico a seguir:



      Aos 426 pedestres entrevistados, nesta última coleta, foi-lhes perguntado se observavam que os motoristas acionavam a seta do veículo ao fazerem a conversão. Sendo que, 60,0% (253) deles responderam que o condutor SINALIZA a conversão. Percebe-se que desde o início das coletas de dados, o pedestre vem percebendo que o condutor está sinalizando mais seu desejo de realizar a conversão. 

      Da coleta inicial realizada no período de 14/2 a 15/4/2011 até esta última coleta realizada no período de 06/08 a 21/08/2012 observa-se um aumento na percepção de 23,0%.




Considerações finais 
      Desde a primeira coleta de dados, a qual ocorreu no período de fevereiro a abril de 2011, até este último ciclo de coletas, no período de 23 de novembro a 04 de dezembro de 2012, percebe-se uma melhora significativa em todos os índices medidos e acompanhados neste período. Sendo que se tem por fato ou evento neste período a campanha de proteção ao pedestre.
      Os números e gráficos acima demonstram esta mudança inicial no comportamento tanto de condutores e pedestres quanto a seus direitos e deveres, os quais estão sintetizados a seguir:



                                  Diretoria de Planejamento e Educação de Trânsito – DP

         Irineu Gnecco Filho
    Superintendência de Educação e Segurança – SES
    Nancy Reis Schneider
    Gerência de Educação de Trânsito – GED
    Susana Nunes Penna
    Departamento de Educação na Rua
    Elizabeth Moreira Munhoz

   Equipe Técnica:
  •      Lilian Rose da Silva Carvalho Freire – Coordenação da Pesquisa
  •      Francisco Alves - Coordenação de Campo
  •      Jaqueline Sadala Mendonça – Apoio Técnico
   Estagiários de Pesquisa
  •      Henrique Euzébio
  •      Rafaela Quintino da Silva                 
  •      Gustavo de Oliveira Couto
  •      Mayara Oliveira Rodrigues
  •      Janaina Ferreira Siqueira
  •      Carlos Wanderley C B Ne   ves
  •      Ariane dos Santos Bomfim
  •      Raquel do Nascimento
  •      Adriano de Almeida Muniz
  •     Cibele Aparecida de Araújo

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Outubro/2011

RELATÓRIO DE PESQUISA OPINIÃO DO MOTOCICLISTA SOBRE AS MOTOFAIXAS VERGUEIRO E SUMARÉ


Foto: Milton Roberto de Almeida
Diretoria de Educação e Planejamento – DP
Superintendência de Educação e Segurança – SES
Gerência de Educação de Trânsito – GED



INTRODUÇÃO

O contínuo crescimento do uso da motocicleta como meio de transporte na cidade de São Paulo nos últimos anos vem modificando o retrato do trânsito. Este novo panorama gerou conflitos entre os diversos usuários do trânsito e põe em cheque o conceito de convivência pacífica nas ruas de nossa cidade. O aumento da circulação de motocicletas e sua vulnerabilidade diante dos outros veículos acaba por expor os motociclistas a um crescente número de acidentes e mortes no trânsito, sendo que o tráfego em corredores formados pelos motociclistas, entre os carros, é causa de 35% dos acidentes fatais com motos na cidade de São Paulo.
Em busca de soluções para a segurança destes motociclistas a Companhia de Engenharia de Tráfego – CET implantou em agosto de 2006 a motofaixa Sumaré. Em junho de 2010, somou-se à faixa Sumaré o corredor formado pelas avenidas Liberdade e Vergueiro.
Com o objetivo de conhecer a opinião dos motociclistas quanto à segurança e ao conforto de circular nas faixas exclusivas para motos, Sumaré e Vergueiro, e ainda verificar se continuam¹ aprovando as motofaixas foi realizado o presente estudo por solicitação do Núcleo da Gestão do Conhecimento e da Documentação Técnica – NCT.
Tratando-se de pesquisa de opinião, foram realizadas entrevistas com usuários das motofaixas Vergueiro e Sumaré nos bolsões de motos no centro de São Paulo, tendo por base um questionário com questões fechadas. 
Antes da elaboração do questionário definitivo, as questões foram pré-testadas nos dias 21 e 24 de outubro de 2011, no período da manhã, em uma pequena amostra de motociclistas. Posteriormente, com o questionário definitivo, foram realizadas 828 entrevistas, sendo 400 referentes à motofaixa Sumaré e 428 referentes à motofaixa Vergueiro.

1 De acordo com pesquisa realizada pelo Departamento de Simulação de Pesquisa- DSP, em abril de 2007 sobre avaliação da motofaixa Sumaré e pesquisa realizada pelo Departamento de Educação na Rua – DRU, em outubro de 2010 sobre aprovação da motofaixa Vergueiro, tanto a motofaixa Sumaré quanto a Vergueiro foram bem avaliadas pelos motociclistas.


Resultados

Quanto à freqüência de utilização das motofaixas percebe-se uma maior utilização de 2 a 5 vezes na semana, conforme quadro a seguir:


Com relação à percepção dos motociclistas em relação à motofaixa, definiu-se quatro itens de avaliação: conforto, agilidade e rapidez, facilidade de acesso e largura da motofaixa. Para cada um destes itens, foi solicitado ao motociclista que indicasse notas de 1 (mais negativa) a 4 (mais positiva).

Realizada a computação das respostas, os resultados apresentaram uma média de avaliação para ambas as motofaixas entre notas 3 e 4, representando uma avaliação positiva, conforme se verifica na tabela, as seguir:

Com respeito ao grau de satisfação do motociclista em relação à segurança ao utilizar as motofaixas e quanto à suficiência/quantidade de sinalização, foi solicitado que indicassem notas de 1(mais negativa) a 4(mais positiva).
Os resultados para os itens de segurança e sinalização avaliados ficaram, novamente, entre as notas 3 e 4, mas mais próximo da nota 3, conforme quadro a seguir:


Com relação à percepção do motociclista em relação a possíveis conflitos com outros usuários da via, foi solicitado que indicassem notas de 1(maior conflito) a 4 (menor conflito).
Os resultados se mantiveram entre as notas 3 e 4, com leve tendência ao motociclista julgar que possui mais conflito com pedestres, conforme resultados apresentados no quadro a seguir:


Percentual de aprovação das motofaixas

Indagados se aprovavam ou não as motofaixas, 97,7% responderam que aprovavam a motofaixa Sumaré e 97,6% disseram que aprovavam a motofaixa Vergueiro. Ressalta-se que em outubro de 2010, em pesquisa realizada pelo DRU, a motofaixa Vergueiro tinha uma aprovação de 89,0% dos motociclistas. Conforme quadro a seguir:




Diretoria de Planejamento e Educação – DP

Irineu Gnecco Filho

Superintendência de Educação e Segurança – SES

Nancy Schneider

Gerência de Educação de Trânsito – GED

Luiz Carlos Mantovani Néspoli
Departamento de Educação na Rua
Elizabeth Moreira Munhoz

Equipe Técnica:

Lilian Rose da Silva Carvalho Freire – Coordenação da Pesquisa
Francisco Alves - Coordenação de Campo
Jaqueline Sadala Mendonça

Estagiários de Pesquisa

Cleici Kelli Pinheiro
Diemes Seliguin
Gustavo de Oliveira Couto
Henrique Euzébio
Isaias Alves dos Santos
José Daniel Bebiano de Castro
Mariane Fonseca da Paz
Michele Conceição de Carvalho
Rafaela Quintino da Silva
Rodolfo Morage da Silva


Questionário aplicado

Bom dia. Somos da CET e estamos realizando uma pesquisa com motociclistas sobre o conforto e segurança da motofaixa

1) Motofaixa Avaliada                            (   ) Sumaré (   ) Vergueiro

2) Com qual frequência utiliza a motofaixa?



 3) Dê nota de 1 a 4 para os itens de conforto ao se utilizar a motofaixa:



4) Dê nota de 1 a 4 para os itens de segurança ao se utilizar a motofaixa:



5) Dê nota de 1 a 4 para os itens de conflito ao se utilizar a motofaixa:


6) Você aprova a motofaixa? ( ) SIM ( ) NÃO




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Outubro / 2011

RELATÓRIO DE PESQUISA 
RESULTADOS DE GRUPO FOCAL COM CICLISTAS

1 – INTRODUÇÃO

Os projetos cicloviários executados pela CET estão sendo acompanhados por iniciativas educativas para que o trânsito de São Paulo seja compartilhado de forma mais harmoniosa. O presente estudo serve de apoio ao Programa que está sendo elaborado, pelo Centro de Treinamento de Educação de Trânsito – CETET, com o objetivo de incentivar o uso da bicicleta e orientar ciclistas e demais condutores em seus direitos e deveres no trânsito. O aumento do número de pessoas que utiliza a bicicleta como meio de transporte requer um trabalho de conscientização direcionado a todos os usuários do trânsito, conforme as leis estabelecidas no Código de Trânsito Brasileiro.

 2 - OBJETO E OBJETIVO DA PESQUISA

Nos termos da Lei nº 14.266, de 6 de fevereiro de 2007, sancionada pela Prefeitura de São Paulo,
 o transporte por bicicletas deve ser abordado como meio de transporte para as atividades
 do cotidiano e, nesse sentido, considerado modal efetivo na mobilidade da população.

O objeto de estudo da pesquisa é o compartilhamento da bicicleta com outros usuários do trânsito, além de seu comportamento, usos e hábitos durante trajetos com sua bicicleta.
O Departamento de Condutores – DCO tem por objetivo a criação e formatação de um curso direcionado a público interessado em utilizar a bicicleta como meio de transporte. Dentro do contexto de trânsito da Cidade de São Paulo no qual estamos inseridos exige-se não só um condensado de informações, como leis, segurança, regras, já conhecidas, mas também, obter informações sobre reais necessidades, que são pertinentes à elaboração de um curso para quem utiliza ou pode vir a usar a bicicleta como meio de transporte em São Paulo.
Buscaram-se elementos comuns e/ou divergentes no que diz respeito às dificuldades e facilidades no uso da bicicleta em São Paulo; quais os conhecimentos necessários para se diminuir riscos e se posicionar no trânsito como parte integrante deste. Além de buscar exemplos de situações de risco a que estiveram expostos por falta de experiência e hoje não se expõem mais.

3. Metodologia da pesquisa

Optou-se pelo grupo focal como técnica de pesquisa, para levantar elementos comuns, divergentes e novos no que diz respeito à dificuldade, riscos, compartilhamento e posicionamento no trânsito de São Paulo. O grupo focal cria essa possibilidade, a partir da interação dos participantes, do processo de formação de argumentos e idéias que surgem do contexto que se inserem.

O grupo focal ou grupo de discussão, como técnica de pesquisa qualitativa, apresentase
como uma possibilidade para compreender a construção das percepções, atitudes e
representações sociais de grupos humanos acerca de um tema específico. (Veiga & Gondim, 2001;11)

O uso deste instrumento de pesquisa não teve como objetivo verificar comportamentos certos e/ou errados, mas buscar a percepção do grupo sobre a inclusão do ciclista no trânsito de São Paulo, no caso, o que move, incentiva, estimula, dificulta, enfim, o que faz parte de suas viagens diárias.
Além dos ciclistas, o grupo foi composto por um mediador e um redator. O redator com a função de anotar opiniões e também expressões dos participantes, tom de voz e gesticulação e o mediador com a função da elaboração do roteiro a ser seguido, favorecer a integração entre os participantes, controlar o tempo de fala, valorizar a diversidade de opiniões, aproveitar insights durante a conversa que possibilitassem a abertura de novas opiniões, discussões ou eixos temáticos. Ainda, o mediador foi responsável por colocar as regras a serem seguidas: “ a) só uma pessoa fala de cada vez;  b) evitar-se as discussões paralelas para que todos participem;  c) ninguém pode dominar a discussão;  d) todos tem o direito de dizer o que pensam” (Gondim, 2003, 154)
O roteiro da mediação foi composto de três temas, sendo eles, compartilhamento no trânsito, conhecimento e uso da legislação do Código de Trânsito Brasileiro sobre a utilização da bicicleta nas vias e, comportamentos adotados a partir das experiências como ciclista nas ruas da cidade de São Paulo. A discussão envolveu a todos, porém em alguns momentos não houve consenso entre o grupo.
O grupo foi informado de que a discussão seria filmada e não houve manifestação contrária. 
Após aproximadamente duas horas de trabalho em grupo, percebeu-se que temas e opiniões começaram a se repetir, aproximando-se do “esgotamento” da discussão. O mediador julgou que, após esse período de tempo, também haveria uma perda de qualidade, em razão da dificuldade em fixar a atenção em todas as falas, não deixar a discussão desviar-se do foco objetivado e aproveitar todos “ganchos” que pudessem levar a uma informação de real importância para o trabalho.
A discussão do grupo ocorreu nas dependências do Centro de Treinamento e Educação de Trânsito
da CET, o CETET, em sala comum. A mediação e produção do relatório da pesquisa foram realizadas pelo setor de pesquisa do Departamento de Educação na Rua – DRU e a redação das falas e apoio técnico foram realizados pelo Departamento de Condutores – DCO.

CARACTERIZAÇÃO DO GRUPO

O grupo foi composto por onze participantes, oito indicados por cinco empresas¹ que foram
contatadas pelo DCO e três funcionários da CET. Os participantes tem em comum a utilização da
bicicleta como meio de locomoção, porém a utilização da bicicleta não tem ligação direta com o
trabalho que realizam.
Quanto ao grau de instrução dos participantes, um participante pós-graduado, cinco com nível
superior e cinco com 2º grau.

Participante, tempo que “pedala”, média de quilômetros que percorre, motivo de uso da bicicleta
               Paulo           Tempo – 3 anos
                                    Percorre – 30 a 40 km na semana
                                    Uso – Lazer e Esporte
               
               Ricardo        Tempo – 15 anos
                                    Percorre – 16 km no dia
                                    Uso – meio de transporte
             
               Roberto        Tempo - mais de 2 anos
                                    Percorre – 4 km no dia
                                    Uso – meio de transporte e esporte

               Carlos          Tempo - 30 anos
                                    Percorre – 14 km no dia
                                    Uso – meio de transporte e atividade física

               José Luiz     Tempo – 30 anos
                                    Percorre – 100 km na semana
                                    Uso – meio de transporte, atividade física e lazer

               Jorge            Tempo – 2 anos
                                    Percorre – 12 km no dia
                                    Uso – meio de transporte e lazer

               Rafael          Tempo – mais de 5 anos.
                                    Percorre – 10 km no dia
                                    Uso – meio de transporte, lazer e esporte

               Braz             Tempo – 8 meses
                                    Percorre – 18 km no dia
                                    Uso – meio de transporte e lazer

               Rodrigo       Tempo – 11 meses
                                    Percorre – 14 km no dia
                                    Uso - meio de transporte

               Jaqueline     Tempo – 6 meses
                                    Percorre – 6 km na semana
                                    Uso – meio de transporte, atividade física e lazer

               Michael       Tempo –
                                    Percorre – 30 km/dia
                                    Uso – Meio de transporte

¹ Guarda Civil Metropolitana – GCM Guarulhos, 02 funcionários. AES Eletropaulo, 02 funcionários. Secretaria de Esportes do Município de São Paulo – SEME, 02 funcionários. Secretaria Municipal da Cultura de São Paulo, SMC, 01 funcionário. Secretaria Municipal da Educação de São Paulo, SME, 01 funcionário.


4. Análise dos Resultados

A partir de questões feitas pelo mediador e por pontos que surgiram espontaneamente durante a
conversa com o grupo depreenderam-se alguns temas, quais sejam:

               4.1. Percurso – Dificuldades, Facilidades e Atitudes

                                    4.1.1. Dificuldades
  • Asfalto acidentado
  • Trajetos em grandes avenidas exigem maior atenção por causa do grande fluxo de ônibus
  • Péssima qualidade da pavimentação das vias
  • Lixo e entulho nos bordos da pista de rolamento
  • Acidentes comuns à noite devido a buracos e/ou extravio de grelhas
  • Poucas ciclovias e bicicletários que não atendem a necessidade da população
  • Ciclovias que acabam de repente, “ligam nada a lugar nenhum”
  • Ciclofaixas que se restringem a bairros classe “A”. “Por exemplo, na Zona Leste não tem”


                                    4.1.2. Facilidades
  • Fazer uso de vias locais, pois possuem menor fluxo de veículos
  • Optar por trajetos com menor movimento de veículos
  • Em ruas que possuem grande fluxo de ônibus, trafegar à direita se torna um enorme risco. Optam por andar entre os veículos, entre pistas.

                                    4.1.3. Atitudes

  • Andar entre pistas para evitar andar à direita dos ônibus 
  • “Em locais com péssima pavimentação e lixo nos bordos de rolamento prefiroandar no contra-fluxo”
  • Utilizam a calçada no percurso quando a via está em péssimas condições, bordos com lixo ou quando são “fechados” por outros veículos.

               4. 2. Compartilhamento do espaço no trânsito

                                    4.2.1. Fatores Positivos
  • Alguns motoristas respeitam e tratam com admiração os ciclistas. Existem vários motoristas educados que dão passagem.
  • Julgam que a educação se deve a consciência, talvez estes motoristas sejam ciclistas. Acham que para esse tipo de consciência e atitude as ciclofaixas estão sendo importantes, pois ainda que sejam poucas influenciam as pessoas a andarem de bicicleta, logo “a ter outro olhar”
  • O grupo julga que não sofrerão a mesma discriminação das motos, pois são vistos como “politicamente corretos” por usarem transporte alternativo que contribui para a diminuição do trânsito e poluição.
                                    4.2.2. Fatores Negativos
  • Afirmam que na grande maioria das vezes não existe compartilhamento, “o motorista esta neurotizado”.
  • Desrespeito por parte dos motoristas de ônibus e taxistas é muito grande.Veículos comerciais representam, também, grande risco aos ciclistas devido à alta velocidade, compromissos.
  • Não há um compartilhamento, “você não está dividindo espaço” o que há é uma briga por espaço entre todos que utilizam o mapa viário, sendo esta a dinâmica do trânsito hoje: “uma guerra”.
  • O ciclista não faz parte do “ambiente” dos motoristas, pois este julgam que o ciclista não tem direito de estar na rua: “para os motoristas quem tem que compartilhar é o ciclista”

                                    4.2.3. Pontos conflitantes
  • A maioria dos participantes considera que andar na faixa, em vez de andar no bordo a pista seja mais seguro, principalmente quando se anda em grupo. No bordo da pista os veículos passam muito perto e o pedal “pode” bater na calçada.
  • Apenas um dos participantes não concordou, pois julga que os motoristas iriam pensar que ele estaria invadindo um local que não é dele.
                                    4.2.4. Atitudes
  • Muitos falaram da importância de se estar “bem equipado” 2, utilizando capacete, óculos, dentro outros, pois dessa forma, os motoristas respeitam mais o ciclista e percebem a bicicleta como um meio de transporte, “como um veículo”. Como exemplo foi citado um caso em que um ciclista, que provavelmente ia para o trabalho, ser desrespeitado por um motorista; “vai fazer lazer no parque”. Comentou-se que se ele estivesse bem equipado, provavelmente, o motorista o respeitaria mais.
  • Parar a bicicleta atrás ou à frente do carro, chama à atenção do motorista para si.
  • Respeitar a sinalização, também, é um fator importante para ser respeitado.
  • Todos falaram sobre a educação e falta de uma cultura da bicicleta: “o motorista não vê o ciclista” disse Rafael que citou uma ocasião em que estava de passageiro de um motorista e perguntou a ele quantas bicicletas tinha viso no trajeto, o mesmo contou uma, já Rafael havia contado 13. “Ele não viu porque não faz parte do mundo dele”. Comentou-se que falta mais divulgação deste meio de transporte e incentivo por parte do setor público. “É necessário que todos os motoristas sejam educados”
               4.3. LEGISLAÇÃO

                                    4.3.1. Conhecimentos da legislação
  • A maioria demonstrou ter conhecimentos sobre a legislação, como equipamentos obrigatórios, espaço permitido no mapa viário, sinalização.
                                    4.3.2. Atitudes
  • Afirmaram, todos, que sobem na calçada quando necessário, por causa de buracos na via, carros que dão fechada de repente.
  • Um dos participantes disse que costuma andar na contramão, sabe que é errado, como consta na legislação, mas a precariedade das vias ou mesmo do percurso, o fazem andar dessa forma. Outros falaram que essa atitude é muita perigosa, pois quando você anda na contra-mão e vem um carro que não o visualiza a velocidade da bicicleta e do veículos somam-se de encontro um ao outro.
                                    4.3.3. Discussões
  • Discutiu-se a lei 14.266 de 06/02/2007 sancionada pela Prefeitura de São Paulo que incentiva o uso da bicicleta, bem como a construção de paraciclos, bicicletários – decreto este que não está sendo efetivado. Disseram que muitas vezes deixam de ir a algum lugar de bicicleta, por não ter onde deixá-la. Citaram locais como a Praça do Ciclista, na Avenida Paulista que, apesar de ser freqüentado por ciclistas não tem paraciclos. Concordam que a implementação de bicicletários e paraciclos é fundamental para o uso da bicicleta, tanto em lugares comerciais como públicos – “na Prefeitura não tem onde deixar a bicicleta e o bicicletário que tem é só para funcionários”.
               4.4. SUGESTÕES DO GRUPO PARA EDUCAÇÃO DOS CONDUTORES
                                    4.4.1. Desde a infância
  • Comentou-se que a utilização da bicicleta deve ser introduzida desde a infância como um meio de transporte.
  • Citou-se a importância de educar as crianças nas escolas, em passeios seguros, pois dessa forma, elas educariam os pais no trânsito
                                    4.4.2. O direito
  • A prática como parte importante para perder o medo do trânsito e a compreensão do direito de estar via.
                                    4.4.3. Temas de interesse do ciclista
  • Sugeriu-se abordar noções básicas de segurança e manutenção da bicicleta, como trocar pneu, colocar a corrente no lugar, etc.
  • Citou-se que o curso poderia se assemelhar ao processo de obtenção da CNH, ou seja, o curso deveria conter teoria, prática e provas, claro adaptadas ao ciclista. Porém, não deveria ser ensinado somente ao ciclista e sim a todos os condutores.
                                    4.4.4. Locais acessíveis, possíveis, para se fazer um curso
  • Sugeriram que os cursos deveriam ser oferecidos em locais acessíveis e com lugares adequados para as aulas práticas, falou-se que poderiam ser próximos ao metrô, pela facilidade de acesso.
  • Comentou-se que as subprefeituras poderiam ter um papel importante no curso, para centralizar em diversas regiões.
  • Um dos participantes – funcionário na secretaria de esportes – falou do programa “escolinha de ciclismo” – onde o aluno aprendia como usar a bicicleta como meio de transporte, tinha uma apostila, certificado e um lugar adequado para a prática, infelizmente foi cancelado por contenção de despesas. Sugeriu uma possível parceria com a CET.
               4.5. SEGURANÇA
                                    4.5.1. Uso de equipamentos
  • Alguns dos participantes falaram da importância em se equipar e de estar visível ao motorista como forma de estar mais seguro. Sempre que possível manter contato visual. Citaram apito, buzina e mesmo grito para que os motoristas os percebam.
  • O retrovisor foi bastante citado, mesmo por quem não o utiliza, como sendo importante para prevenir acidentes. Foi citado um caso em que, se tivesse o equipamento não teria se acidentado: estava pedalando e ao “dar uma olhadinha” para trás bateu em um veículo que brecou à sua frente. Falaram da necessidade de quem está iniciando a pedalar usar o retrovisor, pois ao dar uma olhadinha pode se desequilibrar. Um usuário acredita que a não utilização advém do costume de usar a bicicleta como esporte e prática para o lazer, em que não se utiliza o retrovisor. Outro participante afirma que o retrovisor é muito importante para ele, utiliza há quatro anos e narrou uma experiência na qual se tivesse o retrovisor não teria se acidentado, pois teria visto o carro vir na sua direção. Outro participante, ainda afirma ser natural utilizar o retrovisor, pois visualiza a ação dos motoristas. Ele conta que uma vez na ponte da Freguesia do Ó, estava parado na guia e um carro passou velozmente só dando tempo de pular da bicicleta, se tivesse retrovisor teria visto a movimentação do veículo.
  • Muitos citaram a importância do uso do capacete, comentaram ocorrência em que o uso do capacete se mostrou importante para não serem atingidos por pedras ou até mesmo em caso de quedas. Dois dos participantes contaram casos em que o uso do capacete se fez extremamente importante, o primeiro levou um tombo de bicicleta no qual o capacete rachou e outro citou o caso de um amigo que também teve o capacete rachado devido uma pedra que estava na via ter sido lançada por um caminhão.
  • Óculos de segurança – pedregulhos, fragmentos de poeira e sujeira podem dificultar a visão. Um dos integrantes do grupo diz não pedalar mais sem os óculos de segurança, pois resíduos da via podem prejudicar a visão, e quando está em descidas o risco é maior de que algo atinja os olhos, acha importante o uso.
  • Iluminação traseira e dianteira: dizem que o “olho de gato” não é requisito de segurança para o ciclista, mas é importante. Alguns usam refletivos na roupa à noite. Um dos participantes relatou que estava voltando para casa à noite e as luzes de sinalização apagaram, o que tornou o trajeto mais arriscado e exigindo mais cuidado, hoje anda com pilhas para sua lanterna na mala e verifica sempre esses equipamentos.
  • Falaram sobre cuidado com o uso de roupas amarradas na cintura, barra de calça e sobre equipamentos específicos, como a presilha para calça ou de caneleira. Um dos participantes relatou que um dia estava pedalando em uma descida e a barra da calça enroscou na corrente e se desequilibrou, poderia ter ocorrido um acidente mais grave, hoje utiliza as presilhas para prender a calça. Outro integrante do grupo contou que passou a utilizar caneleira depois que o pé escorregou do pedal e, na velocidade que estava, o pedal atingiu sua canela, a batida e a dor foram tão fortes que ainda hoje tem a marca em sua perna. Citaram, ainda, o uso inadequado de roupas, por exemplo, amarrá-la na cintura pode prender na corrente, no banco e desestabilizar o ciclista.
                                    4.5.2. Equipamentos citados que são utilizados pelos ciclistas:




5. CONSIDERAÇÕES FINAIS

O grupo se mostrou participativo, não ficaram constrangidos em citar erros ou comportamentos errados. Quando não concordavam com um ponto de vista tiveram oportunidade de manifestar contrário.
Acredita-se que se conseguiu explorar diversas possibilidades para uma formatação de curso. Principalmente, no que diz respeito a comportamento, como por exemplo, a exposição de pequenos relatos, nos quais o grupo expressou sua condição de ciclista na cidade de São Paulo. Um dos participantes citou Antonio Bertolucci, executivo da Lorenzetti, morto em Junho deste ano, atropelado por um ônibus na Avenida Paulista. Há uma identificação com o caso ocorrido; e realmente, dentre as relações citadas, o conflito com ônibus é o mais levantado. É importante, então, atentar para a questão da segurança e de como o ciclista e outros condutores devem se posicionar como elementos que constituem a dinâmica do trânsito.
Sugestões de que o curso deva ser direcionado tanto para a conduta do ciclista, como para conscientizá-los de seus direitos. Percebe-se o grupo como politizado e que procura posições governamentais que solucionem o direito que o ciclista tem de pedalar e espaço para estacionar sua bicicleta.
Outro insight da discussão foi sobre a importância de se posicionar no trânsito, utilizando os equipamentos adequados, sinalizando, obtendo contato visual com motoristas, são aspectos a serem
levados em consideração na formatação do projeto em questão.
Obteve-se, também, com o instrumento de pesquisa utilizado, o privilégio de observar no grupo
focal as reações e gestos dos participantes. Ao indagar-se sobre a disposição em fazer um curso houve um discreto consenso de que não fariam, pois todos participantes eram ciclistas experientes e
consideram ter bom conhecimento sobre a legislação e o que enfrentam no trânsito. Esse enfoque deve direcionar o projeto em sua abordagem quanto à escolha do público e orientação pedagógica.
A interação foi extremamente positiva para se conhecer os anseios e motivações que
influenciam o uso da bicicleta como meio de transporte: modo de fugir do transporte público ou da
agitação do trânsito, atividade física, meio de transporte, lazer ou para todos conjuntamente.
O discussão sobre educação concentrou-se na importância de não educar o ciclista isoladamente.
Ao se pensar na educação do ciclista ela não pode ser isolada do resto do contexto do trânsito e sim
deve ser pensada como um todo, ou seja, condutores de todos os veículos e pedestres devem ser
educados quanto à utilização das bicicletas em nossas vias: “o objetivo não deve ser educar o ciclista,
mas sim educar todos que fazem parte do trânsito”.
Interessante, também, ressaltar-se a visão de um trânsito de “todos contra todos” quando o assunto foi compartilhamento, visão esta já apurada por um dos participantes ao verificar como
pedestres e ciclistas definem o sistema:

Na rua, nas estradas e nas calçadas, todos estão engajados numa luta de todos contra
todos e a única regra é o salve-se quem puder (...) no papel e na posição de pedestre e
ciclista, o usuário tem sua sensibilidade despertada e aguçada para o estilo irracional e
agressivo de dirigir.

De acordo com a metodologia utilizada, grupo focal, percebe-se nas palavras efusivas e acalorados dos ciclistas que este sentimento é o mesmo que permeia o grupo em relação aos conflitos que vivem com os condutores de outros veículos. Na fala de um dos participantes: “o ciclista não tem direito à via”. 
Percebe-se que a estrutura viária [ciclovias, ciclofaixas] não se apresentou como elemento mais
primordial da discussão. Tem sua importância sim – o paraciclo e o bicicletário são tidos como essenciais para que possam se locomover até os lugares – pois, para eles é um sinal de que o governo os enxerga, mas a necessidade e o prazer de continuar pedalando permeia outros pontos primordiais como o respeito por parte de outros condutores, serem percebidos como veículos dentro de um
compartilhamento pacífico.
Em 2007, a Prefeitura de São Paulo decretou plano de medidas para implantação de um sistema
cicloviário no município de São Paulo, do qual consta o Art. 3º, parágrafo VI – “Promover atividades
educativas visando à formação de comportamento seguro e responsável no uso das bicicletas e sobretudo no espaço compartilhado”
Ao final do processo julgou-se o trabalho “positivo” e em consonância com o objetivo, que era o
de coletar informações para a construção de um curso com estratégias de segurança para o ciclista que compartilha as ruas da cidade de São Paulo com outros usuários do trânsito. Porém, destaca-se que o grupo julga que qualquer atividade que for produzida deve ser feita com todos participantes do trânsito e não unicamente com o ciclista.


Diretoria de Planejamento e Educação – DP
Irineu Gnecco Filho
Superintendência de Educação e Segurança – SES
Nancy Schneider
Gerência de Educação de Trânsito – GED
Luiz Carlos Mantovani Néspoli
Departamento de Educação na Rua - DRU
Elizabeth Moreira Munhoz
Departamento de Condutores - DCO
Ilana Berezovsky Frigieri

Equipe Técnica

Mediação e Redação do Grupo Focal

Lilian Rose da Silva Carvalho Freire
Márcia Valéria Guedes Lupianhe
Organização e apoio
Ana Maria Kind Vitorino
Transcrição e redação da pesquisa
Jaqueline Sadala Mendonça
Coordenação da Pesquisa
Lilian Rose da Silva Carvalho Freire

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Setembro / 2011

PROJETO DE PESQUISA
PLACAS INDICATIVAS DE SENTIDO

Objetivo da pesquisa

Identificar percepção do condutor sobre o uso da seta indicativa de direção, bem como verificar
quais os itens a serem utilizados em uma pesquisa mais ampla de âmbito nacional. A pesquisa será
feita em duas fases: nesta primeira fase o objetivo foi o da elaboração do questionário; e numa
segunda fase, para a aplicação do questionário numa amostra nacional.

Problema

Falta padronização da sinalização das placas de orientação de sentido, tendo em vista a ocorrência
de usos de modo diverso nos estados.
Placas de orientação de destino indicam ao condutor a direção a seguir para atingir o destino
pretendido, orientando seu percurso e/ou informando distâncias.

Exemplo:

Instrumentos de pesquisa

O objetivo desta primeira fase da pesquisa foi o de construir um questionário destinado a ser aplicado a uma amostra representativa em todas as regiões do país, por meio da CNT/SENSUS.

Na primeira etapa desta fase, foi elaborada uma pesquisa qualitativa de opinião dos condutores, no intuito de colher sua percepção e compreensão das placas de orientação de sentido. Numa segunda etapa, tendo por base o resultado obtido na etapa anterior, foi elaborado o questionário preliminar, que foi aplicado a uma amostra de condutores do município de São Paulo, no intuito de aferir as questões formuladas.

Metodologia de pesquisa

Primeiramente, foi feito pré-teste com questões abertas, aplicado a 178 condutores. A eles, foram apresentadas três fotos, numeradas de 1 a 3, contendo placas de orientação de sentido, com cenas reais de trânsito, porém com nomes fictícios para não gerar idéias pré-concebidas. Os condutores foram abordados pelos pesquisadores que apresentavam as fotos e questionavam o seu entendimento sobre as setas de orientação de sentido. As respostas foram anotadas pelos pesquisadores.

Optou-se, neste primeiro pré-teste, pela utilização de dois pesquisadores para cada entrevistado: enquanto o primeiro apresentava as fotos, o segundo anotava as impressões do respondente.

Obtidas as frases livres dos respondentes, a tabulação foi feita levando-se em conta aquelas semelhantes ou de mesmo conteúdo e sentido.

Como base nas respostas livres, foram definidas questões fechadas. Para aferir o questionário, este foi aplicado num segundo pré-teste, utilizando-se das mesmas fotos.

As entrevistas com os condutores foram realizadas no mês de setembro de 2011.

Resultados do primeiro pré-teste (respostas livres dos respondentes)

Quando apresentado aos respondentes a foto abaixo, com seta indicativa de sentido na
horizontal, as respostas livres foram:

  • Virar à direita na próxima
  • Entrar à direita na próxima
  • Entrar à direita na próxima rua horizontal – 90º - via reta
  • Entrar a direita em rua fechada, curva acentuada, curva aguda
  • Virar totalmente à direita
  • A entrada está logo perto
  • Entre à direita imediatamente

 Quando apresentada aos respondentes a foto abaixo, com a seta indicativa de sentido diagonal,
as respostas livres foram:
  • Vire à direita na próxima
  • Ir mais adiante e entrar à direita
  • Virar na segunda à direita
  • Entrar à direita em uma rua diagonal
  • Entrar à direita em uma bifurcação
  • Virar na segunda curva à direita
  • Curva mais aberta à direita / Curva diagonal à direita
  • Um pouco mais longe / mais adiante
  • Sinaliza bifurcação / diagonal/ entrada a 45º / rua mais aberta
  • Não entrar imediatamente, entrar em uma saída mais a frente
Elaboração do Questionário (questões fechadas)

Observando-se as respostas livres, e observando o significado subjacente nas respostas, duas idéias fundamentais sobressaíram do pré-teste: a noção de distância - D (longe ou perto) e a noção de geometria (G), ou seja, a de que a rua indicada representava uma saída em ângulo da via principal. 

As respostas obtidas foram classificadas segundo estas duas noções, cujo resultado quantificado encontra-se no Anexo deste Relatório.

Análise dos resultados do pré-teste com questões abertas

Nos dias 20 e 22 de setembro foram efetuados pré-testes referentes ao entendimento das setas
indicativas das placas de orientação de destino.

No dia 20/09 foram apresentadas duas fotos, descritas como foto 1 e foto 2. Primeiramente os
pesquisadores apresentaram as fotos separadamente e questionaram qual a compreensão o
condutor tinha sobre a seta indicativa de direção.

Em outra questão as fotos foram apresentadas conjuntamente e se questionou qual a diferença
de informação que existiam entre as setas indicativas.

Quando as fotos foram apresentadas separadamente, 99% dos respondentes disseram que a seta
indicativa horizontal informava “virar na próxima à direita”. Quanto à seta indicativa diagonal,
68% disseram que ela informava “virar na próxima à direita” e 20% disseram que ela informava
“entrar a direita em rua diagonal”

Quando as fotos nº 1 e nº 2 foram apresentadas conjuntamente, a percepção dos respondentes
foi:

Fotos nºs 1 e 2



  • Seta indicativa horizontal: 49% dos respondentes expressa um entendimento de que a seta indica uma noção de distância e 51% a noção de geometria (“reta”, “curva fechada”, “90º”).
  • Seta indicativa diagonal: 62,7% dos entrevistados julga que a informação está relacionada à geometria da via, e 37,3% associa a seta à noção de distância, como “entrar na segunda à direita”, “ir mais a frente à direita”, “Saída um pouco mais adiante”.

Percebe-se que ao se apresentar as duas fotos conjuntamente a seta horizontal quando citada como “distância” expressa uma informação imediata: “virar a próxima”, ou “entre na primeira à direita”. Já a seta diagonal quando citada como “distância” expressa a idéia de que a entrada está próxima, mas não será a primeira, podendo ser “a segunda entrada à direita” ou que será necessário ir mais adiante para se achar a entrada desejada.

Obteve-se, ainda, ao se apresentar as duas fotos conjuntamente, que 16,2% dos respondentes disseram não haver diferença de informação entre as setas indicativas de direção.

No dia 22/09 foi apresentada a foto nº 3, abaixo. Questionou-se a diferença de informação entre as setas indicativas de direção, diagonal e horizontal, e que estavam no mesmo campo de visão do condutor, em uma cordoalha.

Foto 3


  • Sobre a seta indicativa horizontal: 97% dos respondentes entendem que a informação está ligada à distância “entre à direita imediatamente”, “entre na próxima à direita”, “está em cima da entrada”. E 3% entendem que faz menção à geometria da via, “entrada a 90º”, “curva fechada”.
  • Sobre a seta indicativa diagonal: 21,6% disseram informar o sentido “virar à direita”, 28,9% que expressa a geometria da via em que desejam entrar e 49,5% expressam a distância: “Não entrar imediatamente”, “entrada mais a frente” ou “segundo acesso à direita.


A partir desta análise, foram elaboradas as questões fechadas, e aplicadas a uma amostra de 177 entrevistados (fotos 1 e 2) e 138 entrevistados (foto 3), conforme formulário, abaixo.

Questões fechadas que foram utilizadas no segundo pré-teste (Formulário).

I - Entrevistador apresenta a foto 1, com nomes fictícios, e questiona:

Você está indo para Esfera e visualiza esta placa. Ao ver esta seta [indicar seta horizontal], você
entende que ela está informando que:

Foto nº 1

(    ) Que a entrada é a próxima à direita.
(    ) Que a entrada será à direita em uma rua diagonal, em uma bifurcação.
(    ) Que a entrada é à direita, porém mais adiante.
(    ) Que a entrada será à direita em uma rua com curva acentuada, fechada.

II - Entrevistador apresenta foto 2, com nomes fictícios, e questiona:

Você está indo para Campo Largo e visualiza esta placa. Ao ver esta seta [indicar seta inclinada], você entende que ela está informando que:

Foto nº 2

(    ) Que a entrada é a próxima à direita.
(    ) Que a entrada será à direita em uma rua diagonal, em uma bifurcação.
(    ) Que a entrada é à direita, porém mais adiante.
(    ) Que a entrada será à direita em uma rua com curva acentuada, fechada.

III – Entrevistador apresenta a foto 3 e questiona:

As duas placas da direita informam que:

Foto nº 3

Seta na horizontal:

(    ) Que a entrada é a próxima à direita
(    ) Que a entrada será à direita em uma rua diagonal, em uma bifurcação
(    ) Que a entrada é à direita, porém mais adiante
(    ) Que a entrada será à direita em uma rua com curva acentuada, fechada.

Seta inclinada:

(    ) Que a entrada é a próxima à direita
(    ) Que a entrada será à direita em uma rua diagonal, em uma bifurcação
(    ) Que a entrada é à direita, porém mais adiante
(    ) Que a entrada será à direita em uma rua com curva acentuada, fechada.

Aplicação do questionário em uma amostra (Pré-teste do questionário)

Foram efetuados novos pré-testes, porém com questões estimuladas, onde o respondente precisa optar por alternativas oferecidas. Lembrando que as alternativas foram construídas a partir do primeiro pré-teste com questões abertas, onde o respondente pode de forma livre informar a leitura que fazia da sinalização.
Ao ser apresentada foto 1, seta de orientação de direção na horizontal, de uma amostra de 177
respondentes, permitindo-se respostas múltiplas, os resultados obtidos foram:

Noção de distância:

Próxima          Que a entrada é a próxima à direita                                  89,8% ou 159 menções
Longe             Que a entrada é à direita, porém mais adiante                    9,6% ou 17 menções

Noção de geometria:

Que a entrada será à direita em uma rua diagonal, bifurcação                  0,6% ou 1 menção
Que a entrada será à direita em rua com curva acentuada, fechada           1,7% ou 3 menções


Ao ser apresentada foto 2, seta de orientação de direção na diagonal, de uma amostra de 177 respondentes, permitindo-se respostas múltiplas, os resultados obtidos foram:

Noção de distância:

Próxima          Que a entrada é a próxima à direita                                   20,3% ou 36 menções
Longe              Que a entrada é à direita, porém mais adiante                  33,3% ou 59 menções

Noção de geometria:

Que a entrada será à direita em uma rua diagonal, bifurcação                 48,6% ou 86 menções
Que a entrada será à direita em rua com curva acentuada, fechada           7,3% ou 13 menções


A foto 3 utilizada no pré-teste tem as placas de sentido de orientação com setas na horizontal e diagonal presentes no mesmo campo de visualização do condutor. Ao ser apresentada a uma amostra de 138 respondentes, permitindo-se respostas múltiplas, os resultados obtidos foram:

Placa de orientação com sentido na horizontal:

Noção de distância:

Próxima           Que a entrada é a próxima à direita                                    92,7% ou 127 menções
Longe               Que a entrada é à direita, porém mais adiante                     4,4% ou 6 menções

Noção de geometria:

Que a entrada será à direita em uma rua diagonal, bifurcação                      1,5% ou 2 menções
Que a entrada será à direita em rua com curva acentuada, fechada              5,8% ou 8 menções


Placa de orientação com sentido na diagonal:

Noção de distância:

Próxima            Que a entrada é a próxima à direita                                     10,1% ou 14 menções
Longe                Que a entrada é à direita, porém mais adiante                    52,9 % ou 73 menções

Noção de geometria:

Que a entrada será à direita em uma rua diagonal, bifurcação                      39,9% ou 55 menções
Que a entrada será à direita em rua com curva acentuada, fechada                8,0% ou 11 menções


Quando as placas de orientação de sentido são apresentadas separadamente, a placa que possui seta horizontal foi citada como fornecendo noção distância, a primeira entrada à direita. Já a placa com a seta na diagonal forneceu noção de geometria da via, curva a 90º ou mais fechada.

Quando as placas de orientação de sentido com as setas diagonal e horizontal estão no mesmo
campo de visão do condutor, a noção de distância foi a mais citada, sendo que a seta na horizontal
indica uma entrada próxima e a diagonal uma entrada mais distante.

ANEXO

Tabulação das Respostas Livres (Primeiro Pré-Teste)

Tomando-se por base as respostas livres, estas foram classificadas segundo os padrões “noção de distância” (D) e “noção de geometria” (G). A seguir, apresentam-se as quantificações.

I - Entrevistador apresenta a foto 1, com nomes fictícios, e questiona:



Você está indo para Esfera e visualiza esta placa. O que você deve fazer?

Resultado:


II - Entrevistador apresenta foto 2, com nomes fictícios, e questiona:


Você está indo para Campo Largo e visualiza esta placa. O que você deve fazer?

 Resultado:

III - Entrevistador apresenta as foto 1 e 2 e questiona:

Qual a diferença de informação que você observa entre as duas setas? A que indica o destino para Esfera e a que indica destino para Campo Largo.

Resultados:


Foto 1, 16 menções referentes ao sentido, 25 referentes à distância, 25 referentes à geometria.
Foto 2, 42 menções referentes à geometria, 24 referentes à distância

Percebe-se grande diferença de interpretação quando perguntadas isoladamente e quando indagadas ao mesmo tempo

IV – Entrevistador apresenta a foto 3 e questiona:

 As duas placas da direita informam que:


Recomendação:

Sugere-se, na aplicação do questionário em uma amostra nacional, que sejam entrevistados
condutores de ônibus, caminhão, automóvel e motocicleta, na proporção relativa das respectivas
frotas por região.

Diretoria de Planejamento e Educação – DP
Irineu Gnecco Filho
Superintendência de Educação e Segurança – SES
Nancy Schneider
Gerência de Educação de Trânsito – GED
Luiz Carlos Mantovani Néspoli
Departamento de Educação na Rua
Elizabeth Moreira Munhoz

Equipe Técnica:
Lilian Rose da Silva Carvalho Freire – Coordenação da Pesquisa
Francisco Alves - Coordenação de Campo

Estagiários de Pesquisa
Cleici Kelli Pinheiro
Diemes Seliguin
Gisele Santos da Silva
Henrique Euzébio
Isaias Alves dos Santos
Jaqueline Sadala Mendonça
José Daniel Bebiano de Castro
Mariane Fonseca da Paz
Michele Conceição de Carvalho
Rafaela Quintino da Silva
Rodolfo Morage da Silva


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A Percepção do motofretista em relação ao risco

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Cartilha de inclusão escolar 2014

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Moto faixa - Relatório final

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Padrões de travessia

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Relatorio de pesquisa - Opinão do motociclista sobre as motofaixas Vergueiro e Sumaré

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Pesquisa Qualitativa com grupo focal

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