Espaço Educador


Faça o Download do manual de acessibilidade e do manual do Professor Fundamental II acessando os links abaixo:

Manual da Acessibilidade

Manual do Professor Fundamental II 


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Orientações para visita de escolares ao Centro de Treinamento e Educação de Trânsito - CETET / CET SP
Professor(a)
Se você fez o agendamento para a visita de seus alunos ao CETET, leia as orientações abaixo:
As vivências de educação de trânsito do Centro de Treinamento e Educação de Trânsito para o ensino fundamental I – Caça ao tesouro – e para o fundamental II – Desafios do trânsito – tem por objetivo sensibilizar crianças e adolescentes para as questões de ética, respeito e cidadania na mobilidade urbana. Nosso pressuposto é de que a formação desses valores iniciam-se na infância e se estendem pela vida do cidadão.
Na data agendada, os alunos serão recebidos por uma equipe de educadores especializados em educação para o trânsito, e realizarão atividades elaboradas de acordo com a sua faixa etária e baseadas em teorias pedagógicas e psicológicas atuais. A atividade se compõe de vídeos, vivências, momentos de expressão criativa e lúdica.
A educação de trânsito não se realiza apenas em situações que envolvem trânsito, mas em qualquer relação social, assim, é importante que os adultos assumam o importante papel de exercitar sua cidadania na relação com a criança. Solicitamos aos professores o cumprimento dos acordos que antecedem à atividade:
·         Observar o horário de saída da escola para evitar atrasos na volta;
·         Se organizar para garantir que o ônibus saia da escola com maior número de aluno de assentos ocupados;
·         Conversar com os alunos com antecedência, explicitando os objetivos da visita à CET, seu caráter educativo e sensibilizá-los para a importância da educação para o trânsito na proteção à vida.
·         Todos os alunos deverão estar de crachás com seu nome e da escola;
O transporte e o lanche servido no intervalo da atividade são gratuitos.
Se você ainda não fez o agendamento da visita de seus alunos ao CETET poderá fazê-lo pelo telefone 3871-8644 / ou por e-mail: dee3@cetsp.com.br


Projetos de educação para o trânsito, construídos durante nossos cursos de capacitação para profissionais de educação, serão publicado periodicamente neste espaço. Comentários e sugestões enriquecem nosso trabalho. Colabore!

      O exercício da cidadania começa pela apropriação do espaço.  A iniciativa dos professores da Escola Viva de colocar os alunos em contato com as ruas do centro da cidade, e de vivenciar a situação de pedestre e passageiro de transporte público, vem ao encontro à ação educativa do CETET e dá concretude à proposta de construção de uma cidadania substantiva e não retórica.
      Descobrir a nossa cidade com todos os sentidos aguçados, entrar em contato com outras realidades, quebrar preconceitos garante um aprendizado eficaz e eficiente, que possibilita a formação de valores e adoção de atitudes e comportamentos solidários.
Parabéns! CET SP- Educação


10 de abril de 2015

Pipocando Ideias 

       Estudantes de São José escrevem livro sobre educação no trânsito Alunos de seis escolas de São José dos Campos estão vivendo a experiência coletiva de escrever um livro. A Prefeitura está lançando o projeto Pipocando Ideias, que propõe aos estudantes do 9º ano do ensino fundamental a elaboração de um trabalho literário com o tema de educação para o trânsito. Participarão alunos de cinco escolas municipais.
      O projeto está sendo coordenado pela equipe do Educatrânsito em parceria com a Secretaria de Educação. Os agentes educadores percorrem as salas de aula realizando oficinas dinâmicas para incentivar a escrita e dar embasamento sobre o tema, ressaltando o respeito ao pedestre, aos limites de velocidade e aos itens de segurança necessários. Os alunos contam as aventuras de uma família que foi viajar, sempre destacando situações que envolvem os cuidados com as regras de trânsito.
       “Queremos publicar um livro escrito por várias mãos. Os alunos têm que refletir sobre o comportamento das pessoas no trânsito e dar ideias criativas para contar a história. Esperamos que após esse evento os alunos fiquem mais motivados a ler, escrever e ainda, que passem a adotar uma postura mais cidadã nas ruas”, ressalta a pedagoga da Secretaria de Transportes.
Seis instituições estão envolvidas no projeto, cinco delas da rede municipal. Duas partes já estão formuladas e a próxima escola a dar continuidade ao trabalho é a EMEF Professora Homera da Silva Braga, que recebe a oficina literária nesta quarta-feira (01).
      O lançamento do livro está previsto para setembro, durante a Semana Nacional do Trânsito, com a participação da autora de livros infantis Christina Hernandes.
Educação no trânsito
      O Educatrânsito coordena programas e campanhas de educação para o trânsito em São José dos Campos, como por exemplo a Lei Seca e a importância do respeito ao pedestre. O grupo desenvolve atividades, cursos, treinamentos e palestras em escolas, empresas, universidades, órgãos públicos e privados, em unidades básicas de saúde e maternidades.
      O objetivo da equipe é conscientizar motoristas, motociclistas, pedestres e ciclistas sobre os cuidados necessários na prevenção de acidentes e sobre a responsabilidade de todos para um trânsito mais seguro.

http://www.sjc.sp.gov.br/noticias/noticia.aspx?noticia_id=20067


16 de dezembro de 2011

Ecological movementPedro Fernando Viana Felicio

Science in Health
2011 mai-ago; 2(2): 129-31
ISSN 2176-9095
     
      Qual é a sua opinião sobre seu nível atual de atividade física? Ao pensar em se exercitar regularmente, que atividades ou locais vêm a sua mente? Quanto pensa em gastar nessa empreitada? Por que você, repetidas vezes garante que vai continuar e para? Você se preocupa com as calorias de suas refeições? Este ensaio caracteriza-se por reflexões sobre respostas a essas perguntas.
      Temos um organismo plástico o qual se adapta às atividades que realiza cotidianamente; assim uma pessoa “condicionada” está adaptada para realizar muitos movimentos tardando para se cansar; já o “sedentário”
tem um organismo adaptado a realizar pouco movimento. Em outras palavras, para nos tornarmos fortes precisamos exercer nossa força habitualmente, o mesmo para o equilíbrio, flexibilidade, resistência, etc. (MCARDLE et al., 2003).
      Historicamente, nossa capacidade de movimento esteve atrelada à nossa capacidade de adaptação ao ambiente. Tínhamos, em nosso trabalho adaptativo, a principal forma de treinamento e utilização de nossos movimentos e de nosso corpo. Contudo, a partir da evolução social, nossas necessidades adaptativas sobrepuseram-se desde uma base primitiva relacionada à alimentação, reprodução e sobrevivência até as
demandas atuais relacionadas à aceitação social, qualidade de vida e acesso aos bens de consumo.
     À medida que nossas necessidades se sobrepunham também se adensavam e aumentavam nossas formas de produção e consumo. Nesse processo evolutivo social, o deslocamento progressivo do trabalho físico para as máquinas tornou a participação humana mais cognitiva. A popularização do uso de computadores modificou o modo como interagimos com as informações, criando a “realidade virtual”.
      Esse fenômeno, de termos uma quantidade cada vez maior de informações disponibilizadas e consumidas por meios virtuais, foi chamado de Cibercultura Movimento por Lévy (1999). Consideramos que a atual imensa abrangência da Cibercultura tem levado à mentalização da experiência humana, e inibiu nossa naturalinteração motora com as informações ambientais. A experiência virtual substituiu a experiência física real, criando um novo ambiente de produção e consumo, assim, o fenômeno real passou a ser percebido por sua representação informacional virtual.
      Partindo do pressuposto de que cada movimento humano corresponde a um pensamento e a uma
emoção (FONSECA, 1996), especulamos neste ensaio que essa troca de experiências físicas reais por
experiências virtuais pode ter criado um déficit em nosso nível natural diário de sensações físicas com o
ambiente. E o fato de as pessoas estarem consumindo cada vez mais alimentos, ultrapassando suas necessidades fisiológicas, pode ser também parte de um mecanismo de compensação desse déficit de sensações físicas.
      Será que ao nos alimentarmos, podemos estar também nos abastecendo de interações orgânicas com nosso ambiente físico representado, nesse caso, pelos alimentos. Seria a obesidade causada por um déficit crônico de sensações físicas que, para ser amenizado, levaria a um superávit alimentar crônico?
      Longe das especulações, prevalece o consenso de que a sociedade atual, além do consumo alimentar
elevado, apresenta uma taxa de sedentarismo recorde em nossa história evolutiva. Estamos nos tornando
dependentes de uma série de máquinas consumidoras de energia do ambiente. Quanto mais esgotamos as
reservas energéticas do planeta, mais nossas reservas energéticas corporais se tornam doentiamente elevadas!
      Os efeitos desses hábitos já atingem todos os níveis da população brasileira. Na pesquisa sobre antropometria e estado nutricional de crianças, adolescentes e adultos, realizada, no Brasil, pelo IBGE, de maio de 2008 a maio de 2009, com 188.461 pessoas e divulgada em 27 de agosto de 2010, é citado que o excesso de peso e a obesidade mostraram crescimento em todas as idades, classes de rendimentos e regiões tanto na situação urbana como na rural. (IBGE, 2011).
      Em vista disso, seria oportuno retomar os questionamentos com que iniciamos este texto. Por que
grande parte dos brasileiros tem um estilo de vida sedentário e não consome o mínimo satisfatório de
movimentos preconizados e oferecidos pelos profissionais de Educação Física?
      Acreditamos que os aspectos já citados da ampliação do uso de máquinas e da “informatização/virtualização” das experiências físicas podem, em parte, responder à pergunta acima. Entretanto, acredita-se que a própria Educação Física se influenciou pela lógica capitalista dominante e acabou por negligenciar algumas características fundamentais que motivam ao movimento.
      Um primeiro ponto que acreditamos ter sido negligenciado pela Educação Física foi o afastamento dos seus serviços de atividades físicas das atividades da vida diária, tornando-os exóticos ou ao menos distantes das tarefas realizadas habitualmente pelas pessoas. Essas tarefas normalmente estiveram relacionadas à satisfação de alguma necessidade de trabalho. Mas, excluindo-se o condicionamento físico e o eventual prazer intrínseco da atividade, a maioria das atividades oferecidas pela Educação Física não tem uma utilidade produtiva.
      Entretanto, a maior parte dos treinos físicos consiste na execução de trabalho físico, assim como a maioria de nossas habilidades motoras está relacionada a alguma forma de trabalho, remunerado ou não.
Porém, inserida na lógica de que o consumidor não poderia pagar para trabalhar, atualmente os serviços relacionados à educação física consistem em trabalhos físicos que não repercutem em interações positivas com o ambiente e não ampliam o alcance do gesto motor além do simples condicionamento individual.
      E assim, muitas pessoas que estão inseridas em um ambiente competitivo, próximas de seu limite de produção e de consumo, passaram a não se satisfazer com as opções artificiais oferecidas para seu trabalho
físico, “[...] em geral, as pessoas não desperdiçam recursos, e os utilizam da melhor forma possível a fim de obter o que desejam...” (PATEL, 2010).
      Corroborando com a opinião dos que consideram um desperdício as propostas motoras oferecidas pela Educação Física. Hecht (2009), argumenta que não conseguimos fazer trabalhos sem objetivo. A autora cita que estamos em plena crise energética, mas quando uma pessoa saudável deseja fazer um esforço físico precisa acionar uma esteira elétrica. “O único trabalho físico disponível é não só sem sentido, na verdade esgota nossos recursos.” (HECHT, 2009).
      Não defendemos que a Educação Física deva abandonar suas práticas atuais, mas sim complementá-las com opções para as pessoas que querem trabalhar seus corpos em sinergia com mudanças positivas no ambiente. Que as pessoas aprendam, desde cedo, como treinar seus corpos também utilizando suas atividades diárias de trabalho, como, por exemplo, fazer compras no mercado, lavar um carro ou casa, jardinagem, pintura, reflorestamentos e deslocamentos urbanos úteis.
      Algumas aulas de educação física poderiam trocar os uniformes esportivos obrigatórios e os esportes com quadras e regras rígidas, distantes da realidade cotidiana das crianças, por vivências motoras que as desenvolvam em conjunto com o ambiente.
      Os cursos superiores de Educação Física poderiam oferecer uma disciplina ou unidade de conhecimento, talvez chamada simplesmente de “Trabalho”. Pois o conceito físico de trabalho significa uma forma de se transferir energia a um corpo, ou ainda que “energia é definida como a capacidade de realizar trabalho.” (HINRICHS e KLEINBACH, 2003).
      Vivemos justamente o tempo dos acordos mundiais para a redução do consumo de energia do ambiente.
      E também o tempo da epidemia de obesidade e o tempo do maior sedentarismo da história. Não por acaso, esse é também o tempo da cultura do conforto; socialmente supervalorizamos cada nova máquina que realize algum de nossos trabalhos. Pagamos caríssimo por carros que nos avisam sobre obstáculos sem que tenhamos sequer que olhar para trás, ou que nos economizem segundos de esforços para estacioná-los; fazemos filas à porta dos elevadores mesmo em prédios de poucos andares; muitas crianças
já preferem jogar futebol de forma virtual a real.
      Não está na hora de propormos e implantarmos mudanças que aumentem a harmonia de nossas ações motoras com o ambiente? Se a Educação Física não encabeçar esse processo, então quem o fará?
      É provável que, quando retomarmos e ampliarmos nossa presença física nas experiências diárias, tenhamos novas percepções e relações com o ciclo de produção e consumo. Os aspectos tangíveis das experiências
físicas, que estiveram naturalmente atrelados à evolução humana, têm o potencial de reorganizar a percepção de nossas reais necessidades e formas de consumo. Poderemos interagir com o ambiente de maneira muito mais harmônica e econômica do ponto de vista da utilização ecológica de nossos recursos energéticos.
      “A sociedade de mercado não transforma simplesmente as coisas em mercadorias – ela cria a própria cultura as próprias ideias sobre a natureza humana e a ordem social” (PATEL, 2010)
Referências
FONSECA, V. Psicomotricidade. 4.ed. São Paulo: Martins Fontes, 1996.
HECHT, J. M. O mito da felicidade: por que o que achamos que é certo é errado. São
Paulo: Larousse, 2009.
HINRICHS, R. A. and M. KLEINBACH. Energia e meio ambiente. São Paulo: Cengage
Learning, 2003.
IBGE. Antropometria e estado nutricional de crianças, adolescentes e adultos no Brasil
POF 2008 - 2009. Rio de Janeiro 2011. Disponível em: < http://www.ibge.gov.br/home/
estatistica/pesquisas/resultado.php?consulta=antropometria+e+estado+nutricional+
>. Acesso em: 18 abr. 2011.
LÉVY, P. Cibercultura. Rio de Janeiro: 34, 1999.
MCARDLE, W. D., F. I. KATCH, et al. Fisiologia do exercício: energia, nutrição e desempenho
humano. 5.ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2003.
PATEL, R. O valor de nada: por que tudo custa mais caro do que pensamos. Rio de
Janeiro: Zahar, 2010.
Pedro Fernando Viana Felicio - Mestre em Motricidade Humana, pela UNESP, membro dos grupos de estudos sobre Comportamento Motor e Intervenção Motor (GECOM) e Fisiologia
e Netabolismo Aplicados à Atividade Física e professor do curso de Bacharelado em Educação Física da UNICID.

07 de outubro de 2011

Imagens para Multiplo Uso


Projetos de Professores - Fotos



























04 de abril de 2011 Luísa Alcalde - Jornal da Tarde
Estudantes descobrem o centro de São Paulo
      Alunos de escola da Vila Olímpia passam três dias conhecendo a região central da capital.
      Durante três dias, 67 estudantes de classes média e média alta, com idades entre 14 e 16 anos, que cursam o 1º ano do ensino médio na Escola  Viva, na Vila Olímpia, na zona sul da capital, viveram experiências novas e inusitadas no centro de São Paulo. Andaram de ônibus lotado, hospedaram-se em um  hotel popular no Largo do Arouche, caminharam pela Cracolândia, conversaram com prostitutas e bolivianos no Parque da Luz, almoçaram no Mercadão, dançaram  com idosos na Galeria Olido e andaram de bicicleta e skate à noite no Minhocão.
      O tour organizado pela direção da escola teve como objetivo fazer com que os alunos conheçam a cidade onde moram. “Muitos andam de trem na Europa, mas não tinham pego metrô ou ônibus em São Paulo”, afirma o coordenador da proposta, professor Paulo Storace Rota. “Com a experiência, eles puderam conviver com uma cidade que era desconhecida para a grande maioria, que é quase estrangeira onde vive”, explica.

      A “aventura” começou na quarta-feira. Do colégio, o grupo partiu de transporte público para o centro. Depois de hospedados, passaram a explorar a região a  pé, sempre sob escolta de professores e monitores contratados pela escola. “Queríamos que eles se aproximassem mais da cidade. Que fizessem uma releitura. Ouvissem os sons e sentissem o cheiro das ruas. Muitos mitos, como o da pobreza e insegurança foram quebrados com essa experiência”, explica Rota.
      Os alunos confirmam. “Já tinha vindo ao centro, mas conhecia poucos lugares. Nunca imaginei que ficaria hospedada em um hotel na minha própria cidade”, disse Natalie Rodrigues Stiedler, de 15 anos, que achou graça na reação das pessoas que encontravam o grupo de estudantes caminhando e fazendo anotações em cadernos pelas ruas e calçadões da região central.
      “Nos paravam para perguntar o que estávamos fazendo”, lembra. A adolescente encantou-se com os prédios antigos, mas achou o centro descuidado, sujo e mal cheiroso. “O cheiro de urina, cigarro e poluição incomoda.”
      Impressão parecida teve João Pedro Falstym Sampaio Viana, também de 15 anos, que, como a colega, ficou espantado com a sujeira. Mas, por outro lado, o adolescente se impressionou com os prédios antigos que foram restaurados. “Adorei a iniciativa da escola porque a tendência é olharmos muito só para o nosso mundinho. Essa experiência abriu meus olhos. Agora vejo São Paulo de outra forma”, disse.
      Pedro saiu da Vila Olímpia, onde estuda e mora, um pouco receoso em relação a segurança do centro, mas depois de andar de skate à noite no Minhocão, já tinha outra impressão. “É só não mexer com ninguém que não mexem com a gente.”
      Enquanto caminhavam pelo centro, os alunos eram orientados a observar os ritmos, biotipos, identidade cultural, tribos, profissões, etnias, expressões e percursos das pessoas que passavam pelos mesmos locais que eles.
     Essas impressões serão debatidas em sala de aula e vão virar tema de trabalhos em classe durante os próximos dois meses. Em junho, os trabalhos serão apresentados aos professores, alunos e seus pais em um grande evento na escola. “A intenção desse estudo do meio é que o aluno sinta São Paulo pulsar. E que conheça e saiba que existe uma cidade que não dorme, que reflete e questiona”, afirma Rota.

Entrevista
Paulo Storace Rota - Coordenador do Ensino Médio
‘Descobriram formas de aprendizagem’
      O professor Paulo Storace Rota, coordenador do Ensino Médio da Escola Viva, explica o sentido pedagógico do estudo do meio batizado de “Um estrangeiro na própria cidade”.

Por que sair da sala de aula?
Munidos de cadernos com orientações, espaço para anotações e perpassando pelas diversas áreas do conhecimento, como, por exemplo, artes visuais e música, os alunos foram sensibilizados a construir, com o que viram e ouviram, as paisagens visuais e sonoras da cidade. A visão e a audição foram os sentidos guias nessa atividade aliadas a outros sentidos como a consciência. Através dessa viagem in loco, eles (os alunos) descobriram novos sabores e conhecimentos. Assim descobriram que essas são também outras formas de aprendizagem.

Como ocorreu na prática?
Os alunos foram divididos em grupos. Cada um visitou um roteiro durante os três dias. Uma das propostas era descobrirem o que é ser pedestre no centro de São Paulo. Por isso andaram em ritmo de passeio e também como se estivessem atrasados para um compromisso. E como é usar o transporte público.

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Projeto: Fazendo Escola - Formando Novos Valores no Trânsito – Capacitação de Profissionais do Ensino Fundamental I – EAD.
Escola Municipal Fernando Kelles
São Gonçalo do Rio Abaixo – MG
Claudineia Paula Souza Oliveira
* 
Movimento Ecológico  -
Apresentação
A humanidade sempre teve que se deslocar de um lugar a outro em busca de alimento e bens necessários a sua sobrevivência. Em razão disto ao longo do tempo foi criando meios de transporte para facilitar sua locomoção de um lugar a outro e esses meios de transportes foram sendo aprimorados exigindo adaptações os comportamentos das pessoas.
Atualmente uma das maiores preocupações o homem é como resolver os conflitos gerados por estes meios de transportes, como poluição ambiental, engarrafamento e o grande números de acidentes. 
Observando o trânsito em torno da escola percebemos a insegurança e imprudência de pedestres, além de ciclistas que trafegam em locais impróprios e carros estacionados em locais inadequados.
Sabendo que a escola exerce um papel fundamental na sociedade, propõe-se o trânsito como tema transversal a ser abordado, contribuindo assim na formação de cidadãos mais conscientes e responsáveis de forma que ajude na solução destes problemas.
Objetivo Geral
Conscientizar os alunos sobre as regras de trânsito, os perigos existentes e a maneira correta de se comportar. Desenvolvendo valores essenciais a uma vida em sociedade mais justa por meio da educação e ensino para um Trânsito seguro.
Objetivos Específicos
·         Conhecer a história dos meios de transportes;
·         Colaborar para a formação de comportamentos seguros no trânsito;
·         Analisar atitudes positivas e negativas, comparando-as as normas de trânsito estabelecidas pela lei;
·         Observar o movimento das pessoas no entorno da escola;
·         Identificar regras de circulação como fator importante para a segurança no trânsito;
·         Saber reconhecer e interpretar as principais formas de sinalização do trânsito;
·         Estimular os alunos a repassar os conhecimentos adquiridos dentro e fora da escola aos pais e demais membros da comunidade;
Justificativa
Este projeto busca contribuir para a formação de atitudes positivas no trânsito, garantindo assim a segurança de todos os envolvidos, seja pedestres, condutores ou passageiros. Levar ao entendimento do educando a importância de praticas necessárias ao bom relacionamento de todos que fazem parte do trânsito.
Desenvolvimento
Promover um debate em sala entre os alunos com o tema trânsito, saber o que eles sabem e o que gostariam de descobrir sobre o trânsito. Promover um trabalho de campo de observação do trânsito em torno da escola. O resultado dessa pesquisa será discutido em sala. Construir uma maquete do local observado.
A partir da discussão, instigar os alunos a pensarem se o trânsito sempre foi assim, propor pesquisas na internet e entrevistas com pessoas mais idosas, sobre a evolução do trânsito, criando assim uma Linha do tempo. A partir desta pesquisa, descobrir porque e quais regras de trânsitos foram criadas. Fazer um seminário com os dados coletados.
Depois destas atividades os alunos já terão mais intimidade no assunto, seguida utilizar livros literários e vídeos que envolva o trânsito, para reflexão das inflações cometidas e como poderiam ser evitadas.
Para finalizar o projeto propor aos alunos do quarto e quinto ano, a realização de um teatro, com o texto criado por eles, e os alunos do primeiro, segundo e terceiro ano a criação de cartazes e panfletos de orientação sobre as regras de trânsito. O teatro será apresentado a toda comunidade escolar e neste dia haverá distribuição de panfletos.
Avaliação
A avaliação acontecerá de forma sistemática e contínua, observando a participação, o interesse, o desenvolvimento das atividades, a criatividade e a interação entre os colegas.
Recursos Materiais
Cartolina, pinceis, cola, revistas, folha A4, lápis, borracha, lápis de cor, giz de cera, caixas de vários tamanhos.
Cronograma
Este projeto será realizado em maio, junho e julho.
Projeto elaborado por Claudinéia Paula Souza Oliveira, participante do curso a distância Fazendo Escola: Formando Novos Valores no Trânsito – Capacitação de Profissionais do Ensino Fundamental I – EAD.
Tutora: Cristina Manzano Pini
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Projeto: Trânsito na Educação Infantil
EMEI Monsenhor Luis Biraghi – São Paulo
Célia Maria Fornasari de Almeida

Justificativa
O Conhecimento das leis básicas de trânsito e a importância para a prevenção de acidentes faz-se necessário a uma sociedade do futuro.

Objetivos
·         Desenvolver a consciência
·         Desenvolver atenção, percepção
·         Aprender a sinalização
·         Reconhecer as cores dos sinais de trânsito
·         Aprender valores e ter atitudes de cidadania, solidariedade, respeito, responsabilidade e cooperação

Conteúdos / Recursos
A)  Cuidar de si, do outro e do ambiente
·         Trabalhar regras
·         Rodas de conversas
·         Textos informativos e coletivos
·         Atitudes de cooperação, interação e socialização
B) Brincar e Imaginar
·         Brincadeiras com brinquedos não estruturados construídos com material reciclável (papelão, caixas, garrafas pet)
·         Confecção de carrinhos, caminhões e aviões
·         Brincadeiras com motocas e bicicletas. (circuitos)
C) Experiências de apropriação do conhecimento matemático
·         Trabalhar cores
·         Formas geométricas
·         Símbolos
·         Noção de tempo e espaço
·         Organização de ambientes
·         Resolução de problemas e situações (farol aberto, farol fechado)
D) Exploração da Natureza e Cultura
·         Rodas de conversas
·         Conversa informal
·         Fatores climáticos (neblina, chuva, dia, noite)
·         Fotos, gravuras, vídeos e imagens
E) Experiências com a expressividade das linguagens artísticas
Linguagem Teatral
·         Dramatização, simulação de uma situação de trânsito no pátio da escola utilizando placas, semáforos, motocas e bicicletas
Linguagem Musical
·         Músicas diversas, CDs e DVDs
Linguagem Corporal
·         Músicas infantis com gestos e movimentos
·         Circuitos
·         Simulação de uma situação de trânsito no pátio da escola utilizando placas, semáforos, motocas e bicicletas
Linguagem Visual
·         Confecção, cartazes, painéis e mural
·         Jornais, revistas, sucatas e materiais recicláveis
·         Confecção de brinquedos, de placas de sinalização e semáforo
·         Computador
·         Sites para pesquisa:     

               http://www.canalkids.com.br/
               http://www.clubkids.com.br/
               http://www.seninha.com.br/
               http://www.monica.com.br/
          http://www.detran.sp.gov.br/
·         Vídeo: Educação para o trânsito
·         Computador (imagens, clipes)
F) Exploração de linguagem verbal
·         Roda de conversa a partir dos conhecimentos prévios sobre trânsito
·         Conversas informais
·         Contação de histórias
·         Textos coletivos
·         Leitura de símbolos
·         Oralidade
·         A criança expressa suas idéias, fala, relata, algo aos seus colegas e ao professor

Público Alvo
·         Professor
·         Alunos
·         Pais

Avaliação
A avaliação será diária e contínua no desenvolvimento do projeto, observando o interesse e a participação dos envolvidos.

Projeto elaborado por Célia Maria Fornasari de Almeida, para avaliação final do curso a distância “Fazendo Escola – formando novos valores no trânsito – Capacitação de profissionais da Educação Infantil”.
Tutora: Cristina Bugelli Sutto 
Departamento de Educação para Estudantes - DEE

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Projeto de Educação de Trânsito
EMEF "CORONEL ARY GOMES"
Regis Alves de Oliveira


Contextualização da Escola
A EMEF "CORONEL ARY GOMES" está situada na Rua: Benedito Alessio, 184, Jardim Andaraí, zona norte de São Paulo, próximo da Rodovia Presidente Dutra, Rodovia Airton Senna e Marginal Tiete.


Existe uma grande quantidade de transportadoras em diversas partes do bairro, causando um enorme perigo para a circulação dos alunos. Mas a grande maioria dos alunos não reside nas imediações. Alguns utilizam o transporte vai e volta, outros vem de bicicleta, mas a grande maioria vem para a escola a pé. A infra-estrutura do entorno é adequada, o problema são os locais onde os alunos residem, a maioria mora em comunidades sem saneamento básico e precária urbanização.


Muitos familiares dos alunos estão desempregados, e também atuam na economia informal, em suas residências geralmente existe uma grande quantidade de pessoas.


Alguns deles relataram a grande quantidade de acidentes e óbitos causados, nessas rodovias do entorno de suas residências.
A situação econômica da comunidade é de menos de um salário mínimo, e contam com a ajuda do Governo com a bolsa família. Muitos jovens só terminaram o Ensino Fundamental e abandonaram a educação básica para trabalhar e ajudar no orçamento doméstico.
A cultura, o esporte e o lazer são objetos de demandas entre os jovens.


Justificativa
A imprudência e a negligência humanas causam milhares de mortes e danos físicos anualmente. Elas denotam uma crise ética em nossa sociedade, pois se manifestam no desrespeito à própria vida e a dos semelhantes. Esta crise é visível diariamente em cenas de agressão e de violência no trânsito, estampadas diariamente nas manchetes dos jornais em todo o país.


Não podemos ver os acidentes de trânsitos como fatos naturais, simples acidentes! Os homens são responsáveis pelas suas ações e podem evitar toda essa violência adotando medidas de valor à vida, ao bem comum.


O trânsito é responsável pela ordenação e organização dos lugares. É neste contexto que as pessoas mais se expõem ao espaço público, local privilegiado para a exposição dos valores de nossa sociedade individualista e consumista.


Sociedade apressada consumindo as vias e o tempo. Sociedade que escolheu valorizar a aquisição de automóveis em detrimento dos bons hábitos do ciclismo e caminhada, por exemplo.


Para compartilhar desse espaço público é imprescindível que as pessoas aprendam a conviver; aprendam a pensar de forma coletiva, em favor do bem comum. Neste contexto a Educação se insere significativamente.


E fazer educação para o trânsito exige a implementação de projetos e programas comprometidos com informações, mas, sobretudo, com valores ligados à cidadania.


A necessidade de olhares sobre a qualidade e preservação da vida exige iniciativas focadas em valores como o respeito, gentileza, operação, colaboração, tolerância, solidariedade, amizade, entre outros, tão importantes ao trânsito seguro.

Objetivo Geral
Desenvolver a conscientização infanto-juvenil para a qualidade e preservação da vida.


Objetivos Específicos
Criar situações de aprendizagem onde as crianças possam pensar e agir sobre o assunto.


Interagir com brinquedos e instrumentos sonoros relacionados ao trânsito.
Estabelecer relações espaciais dominando progressivamente as direções.
Estimular as percepções visual/tátil e auditiva (sons do corpo, objetos diversos) através de brinquedos e atividades relacionadas ao tema.
Conhecer sinais e regras de trânsito.
Reconhecer profissionais que trabalham no trânsito.
Elencar atitudes de segurança no trânsito.
Procedimentos/ Metodologia
Relatos de trajetos feitos pelas crianças, contação de Histórias *Fom, Fom/ As caixas que andam/ Era uma vez uma bicicleta, músicas, produções textuais e maquetes.


Conscientização sobre o estacionamento de carros em frente à Unidade Ensino (pais, crianças e os cuidados que precisam ter), palestras, confecção de carrinhos de papelão, elaboração de um circuito no pátio.
Entrevista com aluno guia e guarda de trânsito, colocação de placa de advertência e tachões de redução de velocidade, confecção de placas, cartazes.


Apresentação de teatro das crianças e de adultos, montagem de painéis e assistir vídeo educativo sobre Trânsito
Passeio nas proximidades da Unidade de Ensino, observando o movimento (sinaleiro, pedestres, faixas). Trabalhar a sonorização do trânsito (tipos de sons produzidos).


Fontes:

Projeto elaborado por Regis Alves de Oliveira, para avaliação final do curso a distância “Fazendo Escola – formando novos valores no trânsito – Capacitação de profissionais da Educação Infantil”
Tutora: Cristina Bugelli Sutto – Departamento de Educação para Estudantes - DEE


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