Prêmio CET

Veja os Ganhadores dos seis Prêmios 

CET de Educação de Trânsito:


6º Prêmio CET de Educação de Trânsito
      O 6º Prêmio CET de Educação de Trânsito teve como tema central Na copa e no trânsito ninguém ganha sozinho, assim, destacamos que para ganhar no trânsito é preciso assumirmos a responsabilidade pelo coletivo.
      Foram totalizadas 5.482 inscrições divididas em 14 categorias e foram recebidos 3.379 trabalhos.
      Os 3 primeiros colocados de cada categoria receberam respectivamente R$ 5.000,00, R$ 3.000,00 e R$ 2.000,00

Ganhadores do 6° Prêmio CET


COLOCAÇÃO
  DESCRIÇÃO DA      CATEGORIA
NOME
1º lugar Alunos do Ens. Inf. (3 anos     ou mais) ZAYRON SILVA OLIVEIRA
2º lugar Alunos do Ens. Inf. (3 anos ou mais) CAMILA SARAIVA DE SOUZA
3º lugar Alunos do Ens. Inf. (3 anos ou mais) LEVÍ DAS VIRGENS CAVALCANTE
1º lugar Alunos do Ens. Fund. (1º ao 3º ano) ANA LUÍSA FERNANDES ROSA
2º lugar Alunos do Ens. Fund. (1º ao 3º ano) MARIA CLARA ALUIZO NASCIMENTO
3º lugar Alunos do Ens. Fund. (1º ao 3º ano) ANA CASSAPIAN FERRAZ
1º lugar Alunos do Ens. Fund. (4º ou 5º ano) MARIANA BONAFE ZACHHUBER
2º lugar Alunos do Ens. Fund. (4º ou 5º ano) JOÃO VITOR ALUIZO NASCIMENTO
3º lugar Alunos do Ens. Fund. (4º ou 5º ano) CLARISSA AYUMI MIYAMOTO
1º lugar Alunos do Ens. Fund. (6º ou 7º ano) EMILLY CRISTINA ROQUE
2º lugar Alunos do Ens. Fund. (6º ou 7º ano) PAULA GALVÃO IZUNO

3º lugar Alunos do Ens. Fund. (6º ou 7º ano) ALBERTO CAETANO DE SOUZA
1º lugar Alunos do Ens. Fund. (8º ou 9º ano) NATALY THYAIE NUNES DE FREITAS
2º lugar Alunos do Ens. Fund. (8º ou 9º ano) LETÍCIA YUMI MORIKAWA
3º lugar Alunos do Ens. Fund. (8º ou 9º ano) FLÁVIA MOE HASHIMA

1º lugar Alunos do Ensino Médio MANOELA MARIOTTO LANZARA
2º lugar Alunos do Ensino Médio MARIA HELENA ALVES
3º lugar Alunos do Ensino Médio LEONARDO ESBANO MAIA
1º lugar Universitários MARCOS KOITI OUCHI
2º lugar Universitários PAULA ISABELE

SCOBOSA DA SILVA
3º lugar Universitários VICTORIA SANTANA DE SOUZA
1º lugar Terceira Idade HASAYCHI HAYASHIDA
2º lugar Terceira Idade ROSA ANGELA FALCE DE SOUZA
3º lugar Terceira Idade INGRID CHARLOTTE A. S. MECKIEN
1º lugar Educador ANA RUTE BONETTI BOTELHO
2º lugar Educador DEBORA DE ALMEIDA
3º lugar Educador CRISTIANE LIMA SAMPAIO
1º lugar Condutor Duas Rodas ALEKSANDRO BENIGNO DA SILVA
2º lugar Condutor Duas Rodas GUSTAVO RENNÓ ROCHA
3º lugar Condutor Duas Rodas HELCIO HIRAO
1º lugar Condutor FERNANDA CANDIDA HABYAK
2º lugar Condutor MARIA CECILIA

LOSANO RUIZ
3º lugar Condutor RENATO SIMÕES DEBS
1º lugar Cidadão MARINA DE MORAES BENINI
2º lugar Cidadão WALTAIR MARTÃO
3º lugar Cidadão FELIPE MANSO BUENO
1º lugar Empregado da CET ANA PAULA MOREIRA DOS SANTOS
2º lugar Empregado da CET ROSANE LIMA CORDEIRO
3º lugar Empregado da CET MARISA ORSINI PARRA

Categoria: Ensino Infantil - Colagem


1º Lugar - ZAYRON SILVA OLIVEIRA

2º Lugar - CAMILA SARAIVA DE SOUZA

3º Lugar - LEVÍ DAS VIRGENS CAVALCANTE

Categoria: Alunos do Ensino Fundamental (1º ao 3º ano) - Desenho

1º Lugar - ANA LUÍSA FERNANDES ROSA

2º Lugar - MARIA CLARA ALUIZO NASCIMENTO


3º Lugar - ANA CASSAPIAN FERRAZ

Categoria: Alunos do Ensino Fundamental (4º ou 5º ano) - Desenho

1º Lugar - MARIANA BONAFE ZACHHUBER

2º Lugar - JOÃO VITOR ALUIZO NASCIMENTO

3º Lugar - CLARISSA AYUMI MIYAMOTO


Categoria: Alunos do Ensino Fundamental (6º ou 7º ano) - Cartaz


1º Lugar - EMILLY CRISTINA ROQUE
2º Lugar - PAULA GALVÃO IZUNO

     
3º Lugar - ALBERTO CAETANO DE SOUZA


Categoria: Alunos do Ensino Fundamental (8º ou 9º ano) - Cartaz


1º Lugar - NATALY THYAIE NUNES DE FREITAS
   
2º Lugar - LETÍCIA YUMI MORIKAWA


3º Lugar - FLÁVIA MOE HASHIMA


Categoria : Alunos do Ensino Médio - Fotografia

1º Lugar - MANOELA MARIOTTO LANZARA

2º Lugar - MARIA HELENA ALVES


 
3º Lugar - LEONARDO ESBANO MAIA
Categoria: Universitários - Crônica

1º Lugar - MARCOS KOITI OUCHI

Somos um time 

      No mundo em que vivemos ninguém consegue se desenvolver plenamente sem depender da coletividade, seja no esporte, no trânsito, nos estudos ou no trabalho. Sim, somos todos parte de um todo! Observando ao meu redor, nessa época de Copa do Mundo, vejo que nada é tão importante quanto à consciência coletiva.
      Um time de futebol é composto por onze jogadores, mas não podemos esquecer do treinador, do preparador físico e, sem dúvida alguma, da torcida. O Brasil tem Neymar, o grande craque da seleção, mas ele não pegará a bola e fará todos os gols que a seleção canarinho precisa. A individualidade desequilibra, mas não é tudo. A torcida que empurra o time, o treinador que substitui na hora certa, o goleiro que pega aquele pênalti, o zagueiro que dá chutão... tudo isso é coletividade! E convenhamos: a mais linda festa é construída com o suor de muitos e não será diferente nessa Copa.
      Podemos assemelhar nosso trânsito ao futebol, mas acredito, assim como a grande maioria para não dizer todos, que nesse quesito a coletividade faz-se fundamental. Ninguém dirige sozinho em lugar nenhum do mundo. Quer diminuir a violência do trânsito? Os acidentes fatais? Condutor, quer melhorar a sua qualidade de vida no trânsito? A resposta certamente é sim. Nada melhor do que a união de todos para criarmos um futuro em que nós, nossos filhos, netos e as gerações futuras possam desfrutar de um trânsito melhor.
      Se a “fórmula” da vitória na Copa do Mundo é um coletivo forte, com a torcida empurrando, com o Felipão dando as instruções certeiras, nossos craques fazendo mais gols que sofrendo, e no trânsito? Campanhas de melhorias no trânsito e de conscientização de condutores já estão sendo realizadas e gradativamente ampliadas, mas o que falta? Eu, você, todos nós, nos juntarmos e formarmos um verdadeiro time de milhares de pessoas, não só se importando em se portar conforme manda a lei, mas agindo como uma equipe: há uma pessoa na faixa de pedestre? Deixe-o passar. Pedestre, o “farol está vermelho”? Espere para atravessar, não dê sustos nos motoristas correndo para chegar ao outro lado. A escalação do time de trânsito tem seus craques: pedestres conscientes e condutores gentis, com essa dupla invencível, quero ver não ganharmos no trânsito!
      Na Copa e no trânsito ninguém ganha sozinho. Somos um time, cada um fazendo sua parte, ninguém sai perdendo.

2º Lugar - PAULA ISABELE SCOBOSA DA SILVA

Craques em campo e campeões no trânsito 


      Soou o apito. Os braços, ao estenderem-se para frente, davam início à partida. Os pés, ansiosos para dar a largada, iam em direção ao seu destino.   O jogo começou! Em campo, milhões de jogadores. E eu estava lá, assistindo a cada momento e torcendo para que todos ficassem satisfeitos com o resultado final. Afinal, esse era um jogo cooperativo e, portanto, um jogo que prezava o respeito e a igualdade, em que o bem comum era o grande objetivo dos participantes. Na verdade, essa é uma partida que nunca cessa: uma vez soado o apito sinalizando seu início, ela não tem mais fim.
      Eu não acompanhava o jogo em um estádio, apesar de estarmos em ano de Copa do Mundo. Pelo contrário, assistia àquela partida da janela do ônibus rumo à faculdade. Estou me referindo ao jogo diário do trânsito paulistano do qual fazemos parte, independente do meio que utilizamos para nos locomover. Isso porque cada ato que temos em vias públicas reflete-se no tráfego e no bem-estar coletivo, que inclui os nossos semelhantes, indivíduos detentores de direitos e deveres bem como nós. A responsabilidade de cada um se estende incontavelmente ao lembrar que não dirigimos apenas para nós mesmos, mas também para o outro, que necessita de respeito e cuidado constantes. Surgirá, enfim, a seleção mais unida e vencedora da qual já se teve conhecimento.
      Essa seleção que destaco – composta por todos nós quanto frequentadores assíduos das vias públicas paulistanas – segue rumo à Copa do Trânsito, na qual a cooperação entre os jogadores é o caminho para a vitória. Assim também acontece com as seleções de futebol, que dependem não apenas do talento individual de cada jogador para conquistar a Copa do Mundo, mas sim da união do grupo. A diferença entre elas é que a bola no trânsito é representada pelos atos que temos durante o percurso dos itinerários e, no caso, os colegas de equipe são todos ao redor, sejam motoristas, passageiros ou pedestres. Ao compreendermos isso, venceremos esse jogo diariamente e a festa de comemoração será a celebração em torno da vida. Assim como a Copa do Mundo no Brasil foi um sonho que se tornou realidade, devemos colaborar para que um trânsito mais humanizado seja um sonho concretizado.

3º Lugar - VICTORIA SANTANA DE SOUZA

A copa é para todos. O trânsito também! 


      João, caminhoneiro, amava Teresa, ciclista, que amava Raimundo, motorista, que amava Maria, motoqueira, que amava Joaquim, condutor, que amava a pedestre Lili, que não amava ninguém, mas amava a Copa.
      João também adorava a copa e queria assistir à abertura. Enquanto dirigia, pensou em assistir aos jogos pela televisãozinha de seu celular. Porém, desistiu, pois sabia que isso iria distraí-lo e poderia causar um acidente.
      Teresa pedalaria até o estádio em Itaquera, como a ciclovia não se estende por toda Radial, pensou em cortar caminho pela calçada. Desistiu, pois sabia que: calçada é lugar de pedestre.
      Raimundo pensou em parar em um barzinho e ver pela televisão com uns amigos. Desistiu. Sabia que “conversa vai, conversa vem”, acabaria ingerindo bebida alcoólica, o que não combina com direção segura.
      Maria pensou em acelerar com sua moto, para não perder um instante. Desistiu! Alta velocidade somente pode causar acidentes e prejudica qualquer instante de alegria.
      Joaquim pensou: “Tenho que correr. Vou aproveitar a faixa exclusiva e ganhar tempo”. Desistiu. Não poderia prejudicar a viagem de seus passageiros, tinha de ser prudente, pois a faixa deve ser um benefício para todos.
      Lili, pedestre se decidiu: “Vou pedir carona ao meu namorado Rubens (que acabou de entrar na História) para mim e para os amigos.” Afinal Rubens tinha uma vã.
      Todos com cinto, animados e preparados seguiram para o estádio.
Os bons momentos da vida são aproveitados desta forma: Com segurança, consciência e respeito a si e ao próximo. Assim, na Copa e no trânsito todos tem a ganhar. E que ganhe o Brasil.

Categoria: 3ª Idade - Crônica

1º Lugar - HASAYCHI HAYASHIDA



Cidadão verde e amarelo


      Eram meados de 1962 quando meu avião aterrissou em solo brasileiro. Eu tinha exatos treze anos e era a primeira vez que saía do meu país. Meu pai, brasileiro, morou cerca de trinta anos no Japão e nesse tempo conheceu o amor da sua vida, minha mãe, e constituiu família. Trabalhou duro por anos e de repente, meu pai e mais inúmeros funcionários começaram a ser substituídos por máquinas. Não sobrou alternativa a não ser voltar para o país de origem. Só conhecia o Brasil pelas histórias contadas por papai. Ali estava eu na janelinha do avião inspirado por tantas e tantas histórias de ninar ali na minha frente, e dali dava para ver as luzinhas dos carros, o tráfego intenso da grande São Paulo. No táxi pude ver mais de perto a terra da garoa... Muitos carros, muitas motocicletas, muitas pessoas comemorando que o Brasil era bicampeão na Copa do Mundo em plena paz. Havia verde e amarelo por todos os lados, era um país do carnaval, festa e futebol, literalmente. Pensei em como o povo brasileiro sempre foi muito receptivo, cordial, unido... E a união faz com que todos saiam ganhando em todas as facetas da vida... Hoje, ao tentar atravessar a rua por mais de maia hora, pensei nessa minha antiga filosofia sobre os brasileiros e essa terra que me acolheu tão bem e que quase me atropelou agora, depois de inúmeras buzinadas, mesmo eu estando na faixa de pedestres... Se o Brasil precisa ganhar em cidadania? O “trânsito” paulista certamente! Estamos em época de Copa do Mundo, em busca do hexa campeonato e muita coisa mudou: a frota de veículos aumentou na cidade, novas linhas de metro foram instaladas, fura-fila, motoboys, caminhões e ciclistas por todos os cantos e de todos os cantos do país... Está na hora de respeitar a sinalização, resgatar o amor pelo próximo, aproveitar todo o desenvolvimento que São Paulo nos dá, só assim, poderei olhar para o futuro dos meus netos brasileiros e torcedores e torcer para que eles tenham a consciência de que na Copa e no trânsito ninguém ganha sozinho, é preciso paz, gentileza e respeito. Tendo o samba como sonoplastia da minha história, meu coração tornou-se brasileiro, um cidadão verde e amarelo que espera que o futuro do país seja melhor e que a cidadania, o bem maior e comum, possa ser exercida de forma coletiva para que todos os brasileiros sejam campeões na Copa e na vida.

2º Lugar - ROSA ANGELA FALCE DE SOUZA 

Na copa e no trânsito ninguém ganha sozinho!

      O jogo estava marcado para as 15h00. Todos sabíamos que era preciso sair com pelo menos 2h00 de antecedência, uma vez que o trânsito para o estádio se complicaria à medida que a hora fosse se passando. Vovô Vicente, aficionado que era por futebol, reuniu a garotada da rua e encheu a “Vemaguete” azul, partindo para o estádio. O carrinho ia até arreado, com os pneus muito baixos, carregando aquela meninada alegre e falante pelas ruas da cidade.
      Não tinha quem não olhasse tamanha algazarra! Era cantoria, assobio, cornetas e apitos, soando todos ao mesmo tempo! Era o sonho dos brasileiros ver o Brasil sagrar-se campeão! Era o sonho daquela garotada pobre, que vestia a camisa verde e amarela, doada pelo empresário da fábrica de biscoitos, ver um de nossos jogadores levantando a taça sobre a cabeça, como fez Bellini em 1958, numa gelada tarde, em Estocolmo! E o Brasil ganhou de cinco a dois, dos donos da casa. Um orgulho, para nós brasileiros!
      O caminho era longo, e mais longo ficava devido ao movimento que ia aumentando aos poucos! Muita gente carregando bandeiras, pandeiros e surdos. Muitos com o rosto pintado em listras coloridas, em sua maioria verdes e amarelas. A cidade estava em festa! O Brasil estava em festa! Afinal de contas somos considerados o país do futebol.
      Quando chegamos na Av. Vinte e Três de maio, pusemos, quase todos juntos, ao mesmo tempo as mãos na cabeça! Uma fila enorme de automóveis parada! Nem que quiséssemos tentar outro caminho iríamos conseguir! Tudo parado e não dava para voltar! Toninho até chorou! Não se conformava! Não conseguia imaginar perder um jogo daqueles! Logo ele que jogava de atacante no timinho do bairro. Ele que tinha trabalhado suado durante dez meses para comprar o ingresso da abertura da Copa estava ali de mãos atadas sem poder fazer nada, vendo seu sonho de menino indo embora! Vovô ligou o rádio do carro! A voz do locutor, emocionada, dizia que dentro de alguns minutos a seleção brasileira entraria em campo. Foi um grito uníssono; AHHHHHHH!
      Era visível a frustração de todos! – Puxa vida! Fizemos de tudo para que desse certo. Saímos cedo de casa, programamos o itinerário, compramos os ingressos com antecedência e agora este imprevisto! De repente, a esperança renasceu! Os policiais do trânsito chegaram botando ordem na pista. Um automóvel quebrado impedia a passagem de um enorme caminhão, que por sua vez impedia o fluxo do trânsito. Muitos sinais, muitos apitos, só que agora sinais e apitos de ordem e organização. Em pouco tempo o trânsito deslanchou! Conseguimos entrar em uma fila que andou rápida como um tufão! Uns dando passagem aos outros, respeitando cada um a sua vez. Foi um alívio para todos! Aquele clima de desânimo deixou de existir e um ânimo novo se estabeleceu dentro do carro! Este desafio estava ganho! Felizmente!
     Ia dar tempo! Ia dar tempo de ver o Brasil ganhar! Ia dar tempo de ver tremulando as milhares de bandeiras verdes e amarelas! Ia dar tempo de cantar o Hino Nacional com toda a força dos pulmões daqueles jovens! Ia dar   tempo! Ia dar tempo de gritar: GOLLLLL!
      E vovô, muito altivo e cheio de si dizia: - Eu não disse que ia dar tempo!         Ainda bem que na copa e no trânsito ninguém ganha sozinho!!!
      Naquele dia o Brasil ganhou! Ganhou o jogo e ganhou em civilidade também!          

3º Lugar - INGRID CHARLOTTE ANNEMARIE SARSTEDT MECKIEN

Duas vezes campeã

      Meu pé pisou forte no pedal do freio, obedecendo à fúria da luz vermelha do semáforo e dos olhos arregalados de uma assustada pedestre que eu por pouco não atropelara. O susto vinha em dobro. Pelo rádio ajustado no último volume, ouvia a pessimista narração do locutor que me informava sobre as também vermelhas camisas espanholas amedrontando uma acanhada seleção brasileira, nem de longe resquício daquela que por cinco vezes se sentiu à vontade em uma final de Copa.
      - Louca! – gritou a pobre senhora em seu direito. Por direito, aliás, eu lhe devia uma laranja perdida para o bueiro. Aquela que me fez lembrar a descartada Holanda, três dias antes, por um Brasil imponente e seguro de si.       Quando pensei em responder, a faixa de segurança já estava vazia novamente, em parte por causa da frente do meu carro, que a invadia.
      - Mais atenção... – pensei comigo mesmo. – Mais atenção, Brasil! – falei em direção ao rádio. Era notório que eu havia ignorado a luz amarelo ouro (a mesma cor da nossa vitoriosa camisa) que antecedera a situação vexatória.     Talento na direção e em campo havia de sobra, mas faltava atenção. O zagueiro não enxergava o seu companheiro da frente; o armador ignorava o posicionamento do centroavante. No trânsito, uma motorista igualmente desatenta quase acidentava a sua companheira de rua.
      Então veio a luz. Verde. A esperança que servia para eu seguir o meu caminho de forma mais segura e para continuar acreditando numa mística equipe que não era pentacampeã por acaso. O técnico sabia disso e orientava o capitão, pedindo mais espírito e união. Já eu buscava apenas poder me desculpar daquela que eu agora conseguia ver dobrando a esquina. Parei o carro, desliguei o rádio, desci e fiz um chamado inútil. Fones de ouvido ocupavam os ouvidos da minha quase vítima. Arrisquei um toque no ombro.
      - Perdão, senhora, mas eu só gostaria de lhe pedir desc...
      - Goooooooooooool! – Era o som mais esperado por mim depois de “Desculpas aceitas”. Acompanhado de um sorriso e um abraço, foi ainda melhor.
       O Brasil seria campeão e eu aprenderia a minha lição. Duas vezes campeã. E a dica era tão simples: sozinho não se chega a objetivo algum.

Categoria: Educador - Projeto

1º Lugar - ANA RUTE BONETTI BOTELHO
      
Justificativa
Público alvo do trabalho: Crianças de 3 e 4 anos e a Comunidade da escola.
      Considerando que “as praticas pedagógicas que compõem as propostas curriculares da Educação Infantil devem ter como eixos norteadores as interações e as brincadeiras e que a expressão dramática começa a surgir quando as crianças manifestam o desejo de assumir papéis, como por exemplo, o de motorista... o de dirigir carros” (Diretrizes curriculares para a educação infantil), percebi que a turma composta por crianças de 3 a 4 anos, brincava preferencialmente de carrinhos. Ao observar como utilizavam os espaços e que apresentavam preocupação em como “organizá-los” para brincar, surgiu em mim a idéia de aproveitar o interesse da sala para promover o tema educação para o trânsito, ampliando assim a reflexão sobre um assunto tão próximo de todos nós.
      Assumindo assim uma atividade voltada para o cotidiano e que traria, na prática, conhecimentos sobre a dinâmica do trânsito nas ruas, na qual eles, seus pais e a comunidade estão inseridos e participam diariamente, seja no percurso de ida e volta da escola ou em outros momentos que necessitam sair de casa, pois, afinal, pertencemos a uma metrópole na qual por onde quer que vamos, estamos envolvidos no trânsito, por muitas vezes, muito movimentado e com um alto índice de acidentes, resolvi montar um projeto sobre educação para um trânsito mais responsável que pusesse envolver não só as crianças, mas também a comunidade e seus pais.
Objetivos
- possibilitar a compreensão do que está envolvido no trânsito: os carros, os pedestres, os ônibus, as motos, as bicicletas, os caminhos, as ruas as calçadas, as casas, os postes, os sinais e as placas de trânsito.  
- oferecer aos alunos a oportunidade de conhecer as regras de convivência no trânsito entre pedestres e veículos e veículos e veículos.
- oportunizar o envolvimento dos pais e responsáveis de, juntamente com seus filhos, refletirem sobre as questões de segurança no trânsito e convivência. 
- oferecer efetivamente esta oportunidade de participação através de oficinas que possibilitem a construção deste conhecimento de forma conjunta.
- trabalhar o tema da forma mais concreta possível, possibilitando a conscientização sobre o tema.
- iniciar o processo de cidadania das crianças em relação às regras de segurança no trânsito e a responsabilidade de todos os envolvidos.
Metodologia e estratégia de ação 
      Escutar uma criança significa dar voz a ela, dar atenção às suas propostas e planejar como desenvolver suas idéias.
Deste modo, as crianças se utilizam de várias linguagens (oral, visual, matemática), ampliam suas experiências, entram em contato com os objetos, transformam, constroem e refletem sobre o mundo que as cerca. Enfim elaboram conceitos, adquirem atitudes e novas experiências, compartilham com os pais e com a comunidade seus novos conhecimentos.
      É nesse contexto que iniciamos nosso trabalho partindo de uma roda de conversa sobre o assunto, sobre as brincadeiras de carrinhos, onde começam a surgir perguntas e afirmações sobre o caminho da escola para casa, principalmente.
      Assim passamos a conceituar e a falar sobre os pedestres, os veículos, carros, motos, caminhões, ônibus, carros de corrida, por meio de pesquisas em panfletos, revistas e jornais, as crianças puderam visualizar e diferenciar onde devem andar os carros e onde andam as pessoas, quando montamos juntos um painel para ilustração deste cenário.


      O próximo passo foi apresentar a eles os sinais e placas de trânsito para que pudessem entender como os carros andavam nas ruas sem acontecer acidentes, a especial atenção foi dada para o semáforo e a faixa de segurança por estes estarem mais próximos do dia a dia das crianças, afinal, nossa escola está localizada em uma avenida movimentada.



      As cores do semáforo foram insistentemente repetidas e
o mesmo foi pintado em caixas 
de papelão para que 
pudéssemos brincar de avenida.








   Falamos sobre a importância
de atravessar na faixa de segurança, dar a mão para um adulto e observar o semáforo antes de atravessar, bem como a movimentação na própria rua. 
Brincamos várias vezes, inclusive ilustrando um atropelamento e suas consequências.

      Não deixamos de falar sobre a importância do cinto de segurança que salva muitas vidas em acidentes, sendo que as próprias crianças lembraram-se do uso da cadeirinha, pois eles ainda a utilizam, falando que os pais os colocam nas mesmas sempre que vão passear de carro.
Chegamos assim à conclusão de que os adultos também precisavam participar da brincadeira, então, no dia da família na escola, convidamos os pais para participarem de uma oficina de fabricação de carrinhos, para nossos futuros motoristas.

      A escolha dos materiais foi, sobretudo, fundamentada no interesse de reutilizar papéis de presente, caixas, plásticos, tubos, jornais e revistas. 
      Fiquei surpresa com a presença maciça dos pais, por considerarem que, além da importância de estar junto com seus filhos em uma atividade pedagógica, o tema é extremamente relevante, ainda mais em nossa cidade.
      Passamos então para uma reflexão sobre o nosso bairro, já urbanizado, tendo muitas casas, ruas calçadas, muitos carros e pessoas indo de um lugar para o outro, transitando. Estávamos com os carrinhos, faltava a cidade.
      Para confeccionarmos a cidade era preciso também pensar nas outras linguagens, propiciando à criança experiências multidisciplinares.
Nessa temática, aproveitamos para levantar a importância do respeito ao meio-ambiente quando da proposta de instalação de uma cidade, pois a mesma seria construída com material reutilizável, garimpado pela professora e pelos pais que pudessem colaborar.
      Dessa forma começamos a juntar caixas e, quando as estávamos empilhando, pude observar como se processa o pensamento e a aprendizagem infantil por ensaio e erro: as crianças tiveram que ordenar e classificar para poder acomodar as pilhas e levantar os prédios. O pensamento lógico-matemático esteve presente quase todo o momento para resolver este problema.

      Dando continuidade a esta atividade, decoramos as caixas com muita ludicidade para fazer a cidade: passamos tinta em todas elas, realizamos colagens e desenhos, afinal, as artes plásticas e o uso de cores envolvem as crianças, dando-lhes suporte para que elas encontrem prazer no que fazem e reconheçam em sua produção uma estética e beleza próprias.



      Finalmente, o grande dia chegou, com todos os trabalhos dos alunos a mão, estava na hora de construir a instalação. Para tal foi necessário o planejamento da organização da sala e de ações intencionais para que o brincar fosse de qualidade. Mesmo que o brincar seja um ato inerente à criança, ele exige um conhecimento, um repertório que ela precisa aprender para poder participar da brincadeira.

      A criança conta com a mediação de um adulto para que possa aprender a nova brincadeira e garantir a ampliação de suas experiências e é neste sentido que o envolvimento da família, dos funcionários, e dos professores se tornou importante.
      Com a instalação pronta, passamos a brincar de carrinho, vestindo os carrinhos já confeccionados em caixas de papelão seguindo regras de fluxo do trânsito, com a observação das placas e sinais de trânsito para andar pela “nossa cidade” de forma segura, garantindo a ordem tão necessária.

      Porém, ainda falta algo decorativo em nossa cidade, pois os pedestres ainda não estavam retratados em desenhos na instalação, embora estivéssemos ali presentes como pedestres e carinhos.
Então, novamente com a participação dos pais, começamos a desenhar em papel craft os pedestres, utilizando como moldes as próprias crianças, esta atividade além, de aproximar pais e filhos com um propósito pedagógico foi muito lúdica, também desenvolveu a linguagem corporal, no sentido de a criança se perceber no mundo como um ser e um cidadão pois o seu formato e o seu contorno foram inseridos na cidade planejada e construída, tendo a auto imagem definida, pois ela mesma completava o desenho, a fim de torná-lo o mais próximo possível de si mesmo e da realidade.


Avaliação dos resultados
      Foi realizada no decorrer do processo a partir da observação da participação e das mudanças de atitude das crianças e dos pais.
      Percebi nas crianças que estas passaram a compreender melhor como deviam andar na rua pelos próprios relatos quando comentavam sobre algo que viram, por exemplo, se alguém atravessou a rua descuidadamente: “prô o menino quase foi atropelado, ele nem olhou para atravessar. Não é que é pra gente atravessar na faixa e olhar para o farol?”.
      Com relação aos pais, percebi que eles também ficaram bem entusiasmados com o projeto e participaram ativamente de todas as propostas.
      Fica em mim, a educadora, o sentimento de missão cumprida, pois, sempre vi a criança como um cidadão, com direitos de acesso a uma educação de qualidade, que lhe trouxesse a consciência de seus direitos e deveres, bem como o envolvimento da comunidade e dos alunos num processo de cooperação e interação e a aquisição do conceito de respeito mútuo.

Alguns relatos:
Mãe:
“É muito importante a escola oferecer momentos como esse!!
Alunos:
“Prô, não é que não pode atravessar quando está no vermelho?”
“Sabe Prô, um dia meu pai bebeu cerveja a foi dirigir, deu um medo!”
“Hoje a menina atravessou a rua sem olhar, e nem segurou a mão da mãe dela, quase que ela foi atropelada!”

2º Lugar - DEBORA DE ALMEIDA 

Educando Para a Vida

1- JUSTIFICATIVA:
Uma parte dos alunos utiliza o transporte escolar e carros de familiares para locomover até a Escola, a outra parte que reside próximo fazem uso das faixas de pedestre e semáforos da avenida próxima unidade educacional. Diante de tantos acidentes no trânsito envolvendo na maioria das vezes as crianças, gerando fatalidades e sequelas irreversíveis; pensei em uma proposta que permite conscientização e mudanças com os pequenos que irão refletir nas atitudes dos adultos. Surgiu então o tema “Educando Para a Vida” se justificando com a fala de Nelson Mandela “A educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo”.
2- OBJETIVO:
O projeto “Educando para Vida” tem como objetivo de conscientizar os educandos para os perigos que o trânsito pode ocasionar se não for utilizado de forma segura. Segundo Paulo Freire a conscientização evidencia o processo de formação de uma consciência crítica em relação aos fenômenos da realidade objetiva. Nesse sentido a transformação social passa necessariamente pelo desenvolvimento coletivo de uma consciência crítica sobre o real, e, portanto, pela superação das formas de consciência ingênua. É importante que neste processo de conscientização os sujeitos se reconheçam no mundo e com o mundo, havendo a possibilidade de que, na transformação do mundo, transformem a si mesmos. 
Assim, questão do trânsito seguro no Brasil precisa de sujeitos conscientes que reconheça as necessidades de transformar as ações cidadãs nesses espaços promovendo transformações em prol da vida. A Educação é o holofote nesse processo de conscientização e transformação.
2.1- OBJETIVOS ESPECÍFICOS:
Promover o hábito de educação e respeito à vida no trânsito.
Atividades que proporcionam conhecimento de mundo para o educandos e que provoquem mudanças de hábitos na sua vida e de seus familiares.
3 - METAS/PRODUTOS/RESULTADOS:  
3.1- informações do Projeto:
Público Alvo: Educandos da Educação Infantil – Mini Grupo I C (2013).
Faixa Etária: 3 anos. 
Tempo Realizado: 2 meses.
Demais envolvidos: Toda Equipe da U.E e a comunidade.
OBS: As autorizações para uso de imagens estão no prontuário dos educandos na U.E.
3.2- Metas
Este projeto respeita e cumpre o Art. 53 do ECA ,pois assegura que a criança e adolescente têm direito à educação, visando ao pleno desenvolvimento de sua pessoa e preparo para o exercício da cidadania. Isso reflete na educação de trânsito que proporciona o respeito à vida.
3.3- Produtos
Para colocar o projeto “Educando para Vida” em ação foram utilizados os seguintes produtos\ferramentas pedagógicas: 
Revistas; tesoura; cola; fitas adesivas.
Folhas: sulfite, pardo, camurça, cartão, crepom.
Cadeirinha de carro; bonecas; carros.
Caixas de leite.
DVD e músicas diversas ao tema.
Livro: Picote o carro de papel (autor- Mario Vale)
Espaços da unidade escolar.

4-METODOLOGIA/ ESTRATÈGIA DE AÇÃO
O projeto foi desenvolvido nas seguintes etapas:
Etapa 1
Foi realizada uma sondagem por meio de recortes e colagens de automóveis. O educando escolhia qual automóvel era parecido com o de seu familiar para realizar a atividade. Nesta mesma atividade os alunos eram questionados para quais locais costumavam se locomover. De dez alunos uma disse que ninguém da família possuía algum tipo de veiculo.
Relato dos alunos:
1-Eu vou à feira de carro com minha mãe. (Nathalia).
2-Quando eu vou para casa do meu pai ele vai de carro para o shopping. (Juan)
Etapa 2

Roda de conversa sobre o trânsito. Foram levantadas varias questões relacionadas à segurança, sinalização e comportamento das crianças nos automóveis e vias.



Etapa 3



Roda de leitura “Picote o carro de papel” – Mario Vale. Por meio da leitura os alunos tiveram a oportunidade de refletir com o mundo real, pois não ocorreu nenhum acidente grave devido o carro ser de papel.





Etapa 4
Após reflexão da leitura compartilhada os educandos foram direcionados a atividade para preencher o farol de veículos com bolinhas de papel crepom.
Relato dos alunos: 
1-Professora aconteceu àquela bagunça na cidade porque o Picote (personagem do livro) não respeitou o farol né. (Maria Julia)





2-Professora quando eu fui ao mercado com o meu pai ele não parou quando o farol ficou vermelho. (Gabriel).






Etapa 5
Os alunos conheceram e identificaram que para os pedestres existe um farol diferente dos condutores. Juntos confeccionaram o farol utilizando caixa de leite e com bolinhas de papel crepom.


Relatos dos alunos
1-Ah! Então esse que a minha mãe olhou quando foi comprar pão. (Juan)


Etapa 6
Nesta atividade os alunos construíram a faixa de pedestre reutilizando caixa de leite. No ultimo dia da semana que foi realizada a atividade os alunos levaram para casa.
Relatos dos alunos:




1-Professora minha mãe me disse que tenho que segurar na mão dela para passar na faixa. (Juan)

2-Pai olha aqui esta é a faixa de pedestre para atravessar a rua. (relato da aluna Mariany quando o pai veio busca-la).




1º simulação
1º simulação
Etapa 7
Esta atividade foi uma simulação do que acontece com as crianças quando uma eventual batida ocorrer. Os educandos perceberam as seguintes situações:
2º simulação

· O que acontece com as crianças que não sentam na cadeirinha.
· O que acontece com as crianças que sentam na cadeirinha, porém não usa o cinto de segurança.
· E o que acontece quando utilizam a cadeirinha de forma correta- uso do cinto de segurança.
Relatos dos alunos:

2º simulação


1- Nossa! A gente voa do carro. (Gustavo). (1ª situação)

2- Professora agora eu vou usar o cinto de segurança quando sair com minha avó. (Nathalia)





 - 
3ªsimulação
3ªsimulação
3ªsimulação










Etapa 8
Essas atividades concluíram o projeto. Os educandos tiveram a oportunidade de vivenciar em grupo situações do trânsito. Como o condutor e o pedestre deve se comportar, sempre dando prioridade a vida.


Relatos dos alunos:
1-Professora a Rayssa esta atravessando no vermelho, ela tem que esperar o verde. (Arthur).
2-Olha professora meu carro parou quando o farol estava vermelho para os carros.






Avaliação
O Projeto Educando para a vida teve como objetivo principal a conscientização das crianças pequenas de um trânsito seguro. Durante os processos formativos dos projetos, os pequenos puderam expressar seus envolvimentos, concentração durante as atividades propostas. E mais do que isso o envolvimento das crianças como coparticipantes nas produções e conquistas foram importantes colocando-os em situações de aprendizagens dentro do contexto da cidadania e o respeito à vida. O planejamento pedagógico acompanhamento do registro (relato, fotografias) foram instrumentos de uma avaliação formativa em que foi contemplado o objetivo de uma conscientização de paz e vida no trânsito com simples atitudes após este trabalho com os pequenos transformaram suas ações como: atravessar na faixa, a leitura do farol, o uso da cadeirinha, o uso do cinto, o respeito às sinalizações, etc. E todo esse trabalho transcendeu aos muros das escolas quando estes pequenos tiveram o encontro com suas famílias.

Referências Bibliográficas:
Disponível em:  http://www.eumed.net/rev/cccss/11/dmc.htm. Acesso em 14|10|2013.
Disponível em: http://www.suapesquisa.com/biografias/nelson_mandela.htm. Acesso em 14|10|2013.
Estatuto da Criança e do Adolescente – ECA. LEI Nº 8.069, DE 13 DE JULHO DE 1990.
Referencial Curricular Nacional Para a Educação Infantil. 1998.
Picote o carro de papel – Mario Vale. Editora: RHJ

3º Lugar - CRISTIANE LIMA SAMPAIO






Categoria: Condutor de 2 Rodas - Adesivo
1º Lugar - ALEKSANDRO BENIGNO DA SILVA


2º Lugar - GUSTAVO RENNÓ ROCHA


3º Lugar - HELCIO HIRAO 




Categoria: Condutor - Adesivo

1º Lugar - FERNANDA CANDIDA HABYAK



2º Lugar - MARIA CECILIA LOSANO RUIZ 




3º Lugar - RENATO SIMÕES DEBS


Categoria: Cidadão - Fotografia

1º Lugar - MARINA DE MORAES BENINI



2º Lugar - WALTAIR MARTÃO



3º Lugar - FELIPE MANSO BUENO



Categoria: Empregado da CET - Crônica
1º Lugar - ANA PAULA MOREIRA DOS SANTOS

TRÂNSITO e COPA, misturando sai o quê?

      Dia de jogo. Bar lotado, todos ansiosos aguardando o início da competição. Preferimos chegar com antecedência e pegar um lugar bem na frente do telão. “Por favor, um sanduiche de copa, falou Antunes”. “Copa? Vou de mortadela... no capricho.”
      Saímos mais cedo do trabalho, todos foram dispensados, afinal, Brasil joga hoje. Camiseta, boné, bandeira, tudo pronto. Só foi difícil decidir em qual carro ir. Serjão bem que tentou várias vezes implantar a tal da carona solidária. “É um absurdo, quatro pessoas, quatro carros, somos vizinhos, vamos revezar!” Nunca demos bola. Cada um sempre preferiu a sua comodidade, alegando desculpas. Hoje, tudo lotado, ninguém quer perder o jogo. Ficar rodando até achar uma vaga, é demais! Resolvemos experimentar: fomos em um carro só. Não é que deu certo! A volta foi melhor ainda, discutimos prós e contras do jogo e a escalação para a próxima partida.
      O Brasil joga novamente. Já estava no bar antes do horário marcado, a saborear um bolinho de bacalhau e uma cerveja. O pessoal quando chegou ficou surpreso e perguntaram o porquê da minha atitude. “Não é nada demais, só porque deixei o carro em casa e vim de transporte coletivo, qual o problema? Vocês vivem reclamando do trânsito, que algo precisa ser feito. Pois é, fiz e vocês continuam reclamando. Vai entender!” Piorou quando falei que pretendia repetir a dose, pelo menos uma vez por semana e a companhia deles seria tudo de bom. Acharam que tinha abusado da bebida. Não liguei, pois aproveitei bem meu trajeto de ônibus para começar a ler o livro do Veríssimo que estava encostado.
      Hoje no trabalho o comentário era um só: a prima do Thiago. Jovem, bonita e doidinha. Sofreu um acidente na volta da comemoração do jogo de ontem. Motivo, a combinação letal entre velocidade, álcool e imprudência, se não bastasse o motorista ainda estava falando ao celular. Pois é... A jovem passa bem apesar do braço fraturado, os demais passageiros do veículo estão bem... “quebrados”. No nosso caso, o Bola ao terminar o jogo falou: “Deixa que eu dirijo, pois não bebi nada”. Sábio Bola!
      Final de copa. A casa da Dona Lourdes, mãe do Antunes, exibirá grandes emoções e nós degustaremos as deliciosas coxinhas que ela faz! Estamos sempre juntos os quatro amigos de longa data, desses que se pode contar de verdade. A casa dela é perto do trabalho, por isso aproveitamos para fazer uma boa caminhada. Cidade enfeitada, entusiasmo de um lado, manifestação de outro. Enquanto caminho observo o movimento da rua, o vai e vem apressado das pessoas que mal se olham e penso que realmente temos que criar outras soluções para os problemas do trânsito. Uma ação interessante foi iniciada nesta copa, pois agora temos um esquema de carona solidária para a empresa toda. Da minha parte, deixo meu carro em casa duas vezes por semana, o Serjão e o Antunes já aderiram, só falta o Bola. Alias, o Bola só tem “afinado”, pois pegou gosto pela caminhada e três vezes por semana lá vai ele! O Filósofo ocidental tinha razão quando disse que o “segredo para a plenitude é compartilhar”. Sócrates, Sócrates, vamos cara, o jogo vai começar. Melhor eu ir, eles só me chamam pelo nome quando estão irritados, no mais é só Dr, Dr, o apelido pegou mesmo. Estou confiante, podemos ganhar o jogo e outros mais para os quais a vida nos convocar. Começou!!! OH! Dona Lourdes e as coxinhas??!


2º Lugar - ROSANE LIMA CORDEIRO

“A TORCIDA DE DONA EDE”

      Para dona Ede, o logo oficial da Copa representa pessoas heterogêneas, que sob um mesmo foco seguram com firmeza o símbolo de uma vitória, com o forte propósito de trazer alegrias a este povo tão carente de boas notícias.
Nos seus 85 anos de vida, percebeu e lamenta que a alegria de alguns pode ser a grande tristeza de outros; neste ano da festa do futebol, teme a displicência com que alguns irão demonstrar de forma irresponsável o seu estado de espírito, e atrás de um volante, com pneus berrando, vão explodir sua emoção pela vitória ou angústia, ignorando os gritos de alerta.
      Dona Ede lembra que, quando o Brasil sediou a copa em 1950, alguns enraivecidos com a vitória do Uruguai, rasgavam as estreitas ruas, torturando a cidade no arrancar de seus potentes veículos, deixando cada pedestre à sua sorte, mesmo na proporção infinitamente inferior a hoje, quando São Paulo contava com apenas 1 veículo para cada 32 pessoas.
      Cada esquina era temida por um inesperado choque entre veículos ou atropelamentos, embora algumas delas contassem com um equipamento revolucionário, instalado no bairro do Brás em 1932, batizado de semáforo, o que não era o caso da rua em que ela morava, e comemorava cada um dos 22 gols liderados por Ademir de Menezes, torneio em que a Seleção Brasileira mais marcou gols em toda a sua história; em alguns momentos, a alegria era bruscamente interrompida por uma tragédia encenada por condutores eufóricos e indisciplinados.
      Dona Ede observa que demorou muito para que o poder público se convencesse de que SP precisava de uma empresa direcionada 24 horas aos problemas do trânsito, em benefício da segurança de pedestres e motoristas; diz que em 1976 a comunidade ficou esperançosa quando o então prefeito Olavo Egydio anunciou a criação da CET, destinada a administrar de forma imparcial as necessidades de ir e vir de uma população com interesses tão diversificados, como este evento tão grandioso da Copa.
      Otimista, dona Ede diz que vai vibrar novamente com cada gol de nossa nova Seleção Brasileira, e torcer para que cada um neste país seja responsável em sua alegria, esteja ele sobre os próprios pés, sobre duas ou quatro rodas, pois na copa e no trânsito ninguém ganha sozinho!

3º Lugar - MARISA ORSINI PARRA
 

“Alguma coisa acontece no meu coração, quando cruzo a Ipiranga com a Av. São João”

      Não eram nem 5h da manhã e Pedro já estava de saída para o trabalho. Pedro era agente de trânsito, um “marronzinho”, como os paulistanos gostam de chamar. Seu posto de trabalho ficava no famoso cruzamento da Av. São João com Ipiranga. Pedro era palmeirense, daqueles bem apaixonados por futebol: o time podia perder, o time podia ganhar... Pedro torcia sempre. De certa forma, sua paixão pelo futebol refletia sua personalidade. Nem sempre Pedro era reconhecido em seu trabalho, às vezes era até desrespeitado no trânsito. Mas nem por isso Pedro se deixava abater: acordava cedo todas as manhãs, vestia seu uniforme e partia para o trabalho. Mas naquele dia, antes de vestir seu uniforme, vestiu por baixo a camisa da seleção. Afinal, aquele era um dia especial, era dia de jogo do Brasil.
      Renato era um executivo importante de uma grande empresa no centro comercial de São Paulo. Passava todos os dias apressado pela Av. São João, quase sempre desrespeitando alguma regra de trânsito. Renato era corinthiano roxo. Era também o típico paulistano estressado. Mas naquele dia, antes de sair apressado, Renato se lembrou de vestir, por baixo de seus trajes elegantes de trabalho, uma camisa da seleção. Afinal, aquele era um dia especial, era dia de jogo do Brasil.
      Pedro e Renato, apesar de parecerem tão diferentes, tinham muito em comum. E eles estavam prestes a perceber isso. Os dois se cruzavam todos os dias, mas nunca tinham se notado. E exatamente naquele dia, às 6h34 da manhã, Renato e Pedro passavam pelo mesmo cruzamento quando uma chuva muito forte começou, fazendo com que o sistema de energia da região caísse. Imediatamente, o semáforo da avenida parou de funcionar. Pedro, prontamente, correu para organizar o trânsito. Renato, por sua vez, já estava nervoso dentro de seu carro por causa do semáforo quebrado. No entanto, ao se ver obrigado a dirigir devagar, percebeu o esforço do Pedro lá fora na organização do tráfego. E, nesse momento, os dois se notaram. Torcedores de times rivais, com realidades tão diferentes, eles notaram que vestiam a mesma camisa, a camisa do Brasil.
      Foi então que Renato percebeu que precisava do trabalho de Pedro para chegar ao seu trabalho. Foi assim que, minutos depois do ocorrido, Renato passou pelo cruzamento onde estava Pedro e disse a ele “muito obrigado”.   Aquele era mesmo um dia especial. No entanto, o dia não foi especial apenas por ser dia de jogo do Brasil. Foi especial porque duas pessoas, que nunca haviam se notado, perceberam que dependiam uma da outra para realizarem as tarefas mais básicas do dia-a-dia, como chegar ao trabalho e serem reconhecidas. Elas perceberam que ninguém ganha sozinho, nem na Copa, nem no trânsito, nem em nenhuma situação.



A Companhia de Engenharia de Tráfego – CET de São Paulo está realizando o 5º Prêmio CET de Educação de Trânsito, que tem por objetivo incentivar a reflexão, a criatividade e a produção de trabalhos voltados para a segurança no trânsito.
Participe!
      Poderão concorrer estudantes do ensino infantil ao universitário, educadores, motoristas, motociclistas, ciclistas, terceira idade, empregados da CET e qualquer cidadão maior de 16 anos, que estudem, residam ou exerçam atividade profissional no Município de São Paulo.
      São 12 categorias e os 3 primeiros lugares de cada categoria receberão respectivamente R$ 5.000,00, R$ 3.000,00 e R$ 2.000,00.
      As inscrições deverão ser realizadas exclusivamente neste site no período de 17 de abril a 19 de junho de 2013.
      Os trabalhos deverão ser encaminhados via correio, por e-mail ou entregues pessoalmente na CET/Barra Funda, de 17 de abril a 26 de junho de 2013.
      Todos os inscritos receberão por e-mail certificado de participação no Concurso.
      Todos os premiados receberão um certificado com a classificação alcançada.
      As escolas municipal, estadual e particular que encaminharem maior quantidade de trabalhos receberá certificado de Honra ao Mérito.
Resultados
      O resultado e nome dos ganhadores serão divulgados no D.O.C. – Diário Oficial da Cidade de São Paulo e no site da CET, no dia 14 de agosto de 2013 e os vencedores serão informados via e-mail ou telefone.
 Mais informações acesse: http://cetsp1.cetsp.com.br/PremioCET/ 

Ganhadores do 5° Prêmio CET

 





Categoria: Ensino Infantil - Colagem

1º Lugar - Maria Clara Manzano

2º Lugar - Higor dos Santos Campos

3º Lugar - Yasmin Hatae Bignoto

Categoria: Ensino Fundamental I - Desenho ou Pintura


1º Lugar Ana Luisa Fernandes Rosa

2º Lugar - Eduardo da Silva Soares

3º Lugar - Esther Gomes Vieira das Neves
Categoria : Ensino Fundamental II - História em Quadrinhos

1º Lugar - Lucas Murillo Aquino Dutra

2º Lugar - Fernanda Cinthia de Jesus Melo

3º Lugar - Sophia Mayumi Oide

Categoria: Ensino Médio - Adesivo

1º Lugar - Isabella Esposito Teixeira

2º Lugar - Nathalia Oliveira Mendes

3º Lugar - Mariana Felix Policarpo

Categoria: Alunos da Educação de Jovens e Adultos - EJA - Redação

1º Lugar - Lucas Henrique Borges Coelho



“O trânsito é de todos. Jovens e adultos podem contribuir para um trânsito mais seguro”

      Estava eu no ponto aguardando a lotação, quando observei no cruzamento, uma grande confusão!
      Era gente batendo boca, gesticulando, todos juntos queriam falar, até que chegou o marronzinho para tudo organizar. 
      O semáforo ficou com problema e ao mesmo tempo todos queriam passar, então o guarda de trânsito se aproximou para orientar: “Vamos com paciência e educação. Passe a moça com o cachorro, a criança e depois o garotão, quando estiverem na calçada, seguros, eu libero os carros e o caminhão. Primeiro um lado, depois o outro e o pedestre outra vez, vamos aos poucos organizando, não precisa afobação”.
      Enquanto eu aguardava, um colega apareceu, e ficou espantado como tudo logo se resolveu! “Todos respeitando a regra, o nó logo se desfez”.
      Como cidadãos, lembramos dos nossos direitos, mas não esqueçamos dos deveres, que sem dúvida nenhuma, faz parte dos afazeres. Observar a sinalização, mesmo não sendo motorista, somos todos pedestres, se fizermos nossa parte coisas boas acontecem.
      Atravessar sempre na faixa destinada ao pedestre, não atravessar na frente do ônibus e no momento da travessia evitar o celular, assim ao destino, com segurança iremos chegar!
      Aprendi uma lição, como motorista devemos redobrar a atenção, usar sempre o cinto de segurança e o pedestre respeitar. Deixar o celular de lado e só usá-lo quando estacionar, desta forma acidentes poderemos evitar e um trânsito mais gentil iremos desfrutar.
      Minha condução chegou então eu pude partir, e no caminho pude refletir, se agirmos dentro das regras, coisas boas vamos construir.


2º Lugar - Evandro Pita Vieira

Um trânsito de todos

      É certo afirmar que o trânsito de São Paulo é uma miscigenação de pessoas 
impacientes e estressadas, motociclistas sem os acessórios de proteção 
devida, o som alto das buzinas e uma grande aglomeração de veículos, muito
deles com apenas um ocupante.
      É preciso considerar que a impaciência combinada com compromissos 
assumidos são dois grandes fatores que podem contribuir na causa de 
possíveis acidentes causando seqüelas e traumas em suas  vítimas.
      É fundamental observar que o desrespeito à faixa de pedestres e à 
sinalização são grandes problemas comuns.
      Sendo assim, jovens e adultos também podem contribuir adotando a Carona
      Solidária. Se houver colaboração de todos atravessando na faixa, 
respeitando a sinalização, usando os equipamentos de proteção necessários 
ao utilizar motocicletas, e repassando essas atitudes para as gerações futuras, teremos um trânsito seguro onde todos possam usufruir dos seus direitos e de da  sensação de segurança.

3º Lugar - Maria Rosa Ferreira Lima

O trânsito de uma grande cidade

      Em uma grande cidade vive uma jovem de 19 anos chamada Natália. Com seus livros, todos os dias, Natália precisa usar um ônibus e um trem para chegar ao trabalho, e depois do trabalho utiliza um táxi até a faculdade onde estuda. No princípio ela demorava quarenta minutos da casa dela até o serviço, sendo vinte minutos de ônibus e vinte de trem e demorava quinze minutos de táxi.
      Entretanto, com o passar do tempo, ela foi gastando cada vez mais tempo, chegando a gastar oitenta minutos. Não conseguia entrar no primeiro trem por excesso de passageiros e então esperava até poder entrar em algum e quarenta minutos de táxi.
      Natália estava prejudicando-se muito, pois sempre se atrasava para chegar à faculdade e se não acordasse mais cedo, também se atrasava para o trabalho com algumas mudanças, ela resolveu seus  problemas! Trocou o trem e o ônibus pela bicicleta que o governo disponibiliza nas ruas e o táxi pela caminhada. Assim, além de fazer exercícios e contribuir para o trânsito, Natália otimizou seu tempo e colaborou com a sua cidade diminuindo o trânsito.

Categoria: Universitários - Fotografia e frase.




1º Lugar - Rafael José de Santana Mantovani

2º e 3º lugar - não houve classificados

Categoria Funcionários - Fotografia

1º Lugar - Andreia Duran Paiani da Silva


2º Lugar -  Tarcísio Capocci


3º Lugar - Marcelo Fortin 


Categoria - Terceira Idade - Crônicas

1º Lugar - Deyse da Silva Sobrinho



O Quadro

      Da janela do meu apartamento vejo nitidamente o trânsito de veículos que trafega pela marginal do rio Tietê, Rodovia Airton Sena e um pouco da Avenida Aricanduva.
      Logo cedo tudo parado! Não consigo entender como os motoristas se sujeitam dias após dias, a ficarem por horas, parados em filas indianas, um atrás do outro ou se preferir um à frente do outro. 
      Comparo-os como uma multidão de formigas que fazem grandes trilhas e assim caminham por horas! Quietas! Submissas! Cabeças baixas e muito esforço nos ombros! Todos os dias! Sempre igual! Mais parece que pintei um quadro e diariamente ao sair à janela passo a observá-lo!
      Aos finais de semana, olho para o quadro e posso ver que os veículos criam vida e se movimentam. Agora eles dançam, voam! Voam pouco, mas voam! Há espaço para o movimento! Parece que saem do cortejo fúnebre da semana e passam a gargalhar pela vida! 
      Existe cor! Uns azuis, outros verdes, muitos brancos, pretos, pratas, vermelhos! Há uma multidão de cores, enfeitando as pistas, cinzas e empoeiradas!
      Alguns querem voar alto demais e são abatidos pela imprudência. Vejo ambulâncias, socorristas!
      Mas......quando chove..........o silêncio impera! Do meu quadro os personagens se afastam! Ali, agora permanece somente o posto de gasolina, os prédios de apartamentos com suas janelas fechadas, algumas árvores que fazem parte da paisagem e as estradas vazias, ocas, peladas e lavadas pelas águas da chuva.
      Por esse motivo, meu quadro se apaga, os personagens partem e a vida morre!
      Posso enxergar água suja, cor de barro, impedindo o trânsito que se acumula em outros pontos, pipocando muitas cores e muito sofrimento! Então, ouço as sirenes dos carros de bombeiros e suas luzes piscando ao longe!
      Por quê? Ou oito ou oitenta! Estradas vazias ou superlotadas! Muita seca ou tanta água! Congestionamentos ou desolamentos! Por quê?
      Eu já fui ilha um dia! Sim! Ilha! Eu dentro do meu carro, rodeada de água por todos os lados! Por isso, tenho taquicardia quando os nimbos se formam no céu, indicando a presença de chuva! Você já passou por uma situação dessas? 
      Que sensação horrível, não é mesmo?! Não tem o que fazer! Como sair? O medo impera e os pensamentos passam velozes, se chocam, explodem e retornam num vai e vem constante! A mente fica confusa e o coração bate apertado!
      Nos meus pensamentos, pinto os quadros que desejo! Desejo dias melhores, sem violência! Desejo pessoas conscientes, éticas, usando sua inteligência e seus postos para a solução de problemas que visam o bem comum.
      Fico injuriada quando chego ao shopping e as vagas de idosos estão todas ocupadas e maioria delas, por pessoas que ainda faltam bons anos para adquirirem essa prioridade!
      Eu faço parte integrante desse quadro que descrevo. Sou personagem! E como tal, desejo que ele tenha movimentos, cores, solidariedade, estradas protegidas e seguras, motoristas e pedestres éticos, paz, leis eficientes e uma sociedade justa para todos. 
      Desejo harmonia! Que todos toquem em uníssono! Que sorriam e sejam felizes! Afinal, o trânsito é de todos! Então, façamos dele o melhor!
      Hoje, deposito os meus sonhos e desejos de longo prazo, em suas mãos! Pinte o seu quadro! Um quadro que seja vivo! 

2º Lugar Vicente Riva Funicelli

Por um trânsito mais seguro

      Aguardava ansioso o fim de todo dia de aula. Não que eu não gostasse da escola – era até bom aluno. Mas o que eu queria mesmo era brincar e pedalar pelas ruas tranquilas e não pavimentadas do bairro da Vila Diva.     Para realizar meu desejo, esperava minha heroína chegar.
      A Mulher Maravilha de minha infância era minha mãe. Interrompia seus afazeres de tecelã para me libertar das garras do colégio. De mãos dadas, enfrentávamos a pé os perigos do tráfego no percurso até nossa casa. Que eram poucos, é verdade. Dividíamos as ruas sem calçamento e com escassa sinalização com carroças puxadas por cavalos, alguns outros moradores e, vez por outra, um automóvel, que virava atração para toda vizinhança.
      Logo as mãos de mamãe não seriam suficientes para me proteger. O uniforme escolar rapidamente cedeu lugar ao traje completo de auxiliar de escritório. Ela despedia-se de mim todas as manhãs com um sorriso e um beijo, dizendo: “Filho, vá com cuidado”.
      E com cuidado ia eu, de bonde em bonde, de ônibus em ônibus, cruzando as ruas do fervilhante centro da cidade. A velocidade da vida moderna já começava a ditar o ritmo dos transeuntes e dos veículos, que preenchiam com vigor o número crescente de vias urbanas, cada vez mais sinalizadas.
      Mudei de emprego. E de meio de transporte. O carro entrou na minha rotina de representante comercial. Em seu interior, percorria quilômetros diariamente, pelas recém-inauguradas pistas da Marginal Tietê e da Radial Leste. Bem sinalizadas e com várias faixas de rolamento, representavam o triunfo da vida moderna.
      Doce ilusão. Os problemas não tardaram a chegar. E, para eles, a modernidade não oferecia solução. A disputa por espaço entre carros, pedestres e motocicletas marcou o trânsito de São Paulo. O resultado desse confronto foi a frequente e infeliz mistura de congestionamentos e acidentes.
      Em meio à selva de perigos, casei, formei família, eduquei meus filhos. Veio a aposentadoria, e ela trouxe o tempo necessário para refletir sobre várias questões e apontar possíveis respostas. Haveria saída capaz de deixar o trânsito mais seguro?
      Minha experiência indica que contribuir para tornar o trânsito de São Paulo mais seguro é necessário. E, acreditem, é possível eliminar a chaga de acidentes que persiste em nosso sistema viário. Para isso, devemos compreender que o trânsito é mais do que um bem pertencente a todos nós.       Ele também é feito por todos nós e para todos nós.
Nessa perspectiva, motoristas, motociclistas, pedestres e ciclistas não são apenas os destinatários das ruas e dos espaços públicos. São os verdadeiros agentes que sinalizam a nova modernidade que chegou. Uma modernidade em que a velocidade cede lugar à convivência como valor fundamental para consolidação da cidadania no trânsito. Uma modernidade em que ciclovias e ciclo faixas se unem às faixas exclusivas para ônibus e às pistas expressas para carros e motos, e demonstram que conviver é a forma mais segura para viver um trânsito de harmonia. Um trânsito mais seguro e mais humano para todos.
      Atualmente, virei motorista ocasional, usuário de transporte público profissional e pedestre obrigatório. Também vivo aventuras ao lado de meu neto, sobre as rodas da bicicleta. Talvez hoje seja ele meu grande incentivador sobre convivência no trânsito. Lembrando minha mãe, agora sou eu que digo a ele: “Menino, vá com cuidado”.
     E ele responde:
     - Vamos todos com cuidado, né, vovô?
     Parece que nele a semente da convivência no trânsito já germinou.
     Tenho certeza de que em você também.

3º Lugar - Renata Elisa Zwerdling

Crônica Rimada

Você Hoje está com pressa?
Pode ser que assim, depressa,
irá mais cedo pro espaço ...
Não corra além do limite,
Procure ir devagar.
Já diz um velho ditado,
Feito pr’aquele apressado:
devagar se vai ao longe.
Não precisa nem ser monge
prá ser um bom cidadão.
Se avistar “PARE”, obedeça!
Evolua mesmo! e cresça!
Não ande na contramão!
Deixe o pedestre passar
na faixa – ele tem direito!
Não dirija alcoolizado!
Você pode se dar mal,
porque, é o conselho final:
fazendo tudo bem feito
ficará bem satisfeito.
Fique ciente que os idosos
Têm conselhos preciosos.
Ouça a voz da experiência
que vale mais do que a ciência.

Categoria Condutor Duas Rodas - Fotografia

1º Lugar - Joaquim Roxo Nobre de Souza e Silva

2º Lugar - Paulo Gabriel Garcia

3º Lugar - André Moral Ramos

Categoria Cidadão - Crônicas

1º Lugar - Ana Cláudia dos Santos Funicelli


Receita de Trânsito mais seguro para todos

      Sem dúvida, sou pedestre nata. Mamãe garante. Ela diz que, tão logo me equilibrei sobre minhas pernas e dei os primeiros passinhos pelo quarto, as caminhadas da filhinha pela casa começaram a tirar o seu sossego.
      Mal sabia mamãe – e eu também – que era o início da carreira de uma quase peregrina paulistana. Vieram os percursos para a escola, os passeios pelos parques da cidade, o trajeto até o trabalho. Eu, as ruas e as calçadas nos tornamos íntimas amigas.
      Mas sempre aparece alguém disposto a estragar tudo, não é mesmo? Alguns veículos invejosos de vez em quando querem tirar nosso espaço. Às vezes, nem a faixa de pedestre escapa.
      Só que a verdadeira amizade não se abala facilmente. Sigo firme pelas veredas da cidade, observando e obedecendo as sinalizações das vias públicas.
      Para celebrar com minhas amigas e contribuir para um trânsito mais seguro, elaborei uma receita de bolo que todos podem preparar. Os ingredientes estão espalhados pelas ruas, é só juntar. Veja como é fácil.
      Basta pegar uma porção de motoristas de ônibus, carros e caminhões e misturar com um punhado de motociclistas. Mexer até a massa da importância do trânsito mais seguro para todos endurecer. Acrescente um bocado de ciclistas conscientes e adicione o fermento, um preparado composto por doses de cidadania, respeito e dignidade. Por fim, uma generosa calda de pedestres para a cobertura e está pronto o bolo do trânsito mais seguro para todos nós.
      Agora, é só servir pelas ruas da cidade e provar o sabor da atitude cidadã que devemos sentir para construirmos um trânsito melhor e mais seguro para todos.
Faltou o nome da receita. Que tal bolo da cidadania pela segurança no trânsito de São Paulo?

2º Lugar - Mirelle Papaleo Koelzer

João: roqueiro, pedestre e cidadão.

      João tem 15 anos e é estudante. Adolescente cheio de conflitos, como a
grande maioria dos jovens de sua idade, João é apaixonado por rock. Ao
completar 12 anos ganhou de seu pai uma guitarra e conheceu a banda que
ainda hoje é a sua preferida: os Beatles.
      A paixão pela banda fez João mudar seu próprio apelido: não queria
mais ser chamado de Joãozinho, mas sim John, em homenagem ao seu Beatle preferido, John Lennon.
      Todos os dias João acorda cedo (ainda que isso não lhe agrade nem um
pouco) e caminha até o colégio, distante algumas quadras de sua casa. No
percurso, sempre ouve a mesma trilha sonora: as canções dos quatro rapazes.
      Certo dia, indo para o colégio, João caminhava com o fone de ouvidos
no último volume, e estava distraído quando atravessou a via fora da faixa de pedestres, sem perceber um carro que se aproximava com velocidade.
     Tentando evitar o acidente, o veículo buzinou, mas João não ouviu por
causa do alto volume da música. O motorista reduziu a velocidade e freou,
porém não conseguiu evitar o atropelamento. Por sorte, o garoto teve
ferimentos leves e foi levado para casa, pois o médico havia lhe recomendado repouso.
      Em casa, João deitou e adormeceu em pouco tempo. Já sonhando, o
jovem recebeu a surpresa mais inesperada de todos os tempos: a visita de
seus quatro ídolos do rock, os Beatles! João mal acreditou que eles estavam
na sua casa, conversando e compartilhando muitas histórias.
      Entre essas histórias, eles contaram que certa vez John Lennon também
havia atravessado a rua desatento, e por muito pouco não se machucara.
      Desse acontecimento surgiu a idéia para a foto mais consagrada da banda: a imagem dos quatro músicos atravessando a avenida Abbey Road em uma faixa de pedestres. Eles queriam levar ao mundo todo a importância de ser um pedestre consciente.
      John Lennon, o Beatle preferido de João, advertiu ao garoto que um
pedestre consciente é um pedestre sempre atento. Trânsito não combina com distração, assim como um acorde de uma música pode não combinar com outro. O músico lembrou que trânsito exige foco e atenção, e deve ser levado a sério. Fones de ouvido e celular, por mais divertidos ou necessários, devem ser utilizados em outros momentos.
      Paul Mc Cartney, sempre muito simpático, aconselhou o garoto a prestar
muita atenção nos semáforos, pois cada cor tem um tempo a ser respeitado,
exatamente como cada batida em uma canção.
      O Beatle Ringo proibiu João de atravessar a via sem olhar para os dois
lados! Um bom músico tem que estar atento a tudo o que acontece ao seu
redor, e um pedestre consciente não deve fazer diferente.
      Por fim, o último Beatle, George, lembrou que assim como numa banda,
João nunca está sozinho no trânsito, e para que tudo se saia bem, cada um
deve cumprir o seu papel com responsabilidade. George ressaltou que todos
nós fazemos parte do trânsito: o motorista, o pedestre, quem dirige e também quem caminha pelas ruas da cidade. Os trabalhadores apressados em direção aos seus locais de trabalho, os vendedores ambulantes, os artistas de rua, turistas, todos fazem parte do trânsito e devem respeitá-lo.
      Depois de muitas horas de conversa, João acordou muito entusiasmado,
e não acreditava que havia recebido essa visita tão especial. Imediatamente, o menino correu até o armário, revirou suas caixas e cd’s, e colou na parede uma lembrança que lhe serviria de lição para o resto da vida: o famoso pôster dos Beatles e a faixa de pedestres. Depois daquele dia, João redobrou a atenção nas ruas, cumprindo seu papel de pedestre consciente. Já não atravessa vias fora da faixa de pedestres, fica atento a tudo o que acontece ao seu redor e até deixa o fone de ouvidos dentro da mochila.
      Na escola, João se intitulou o “roqueiro cidadão”, e sempre conta aos
colegas sobre a visita que recebeu, compartilhando a lição aprendida:
      “O trânsito é de todos. O pedestre também contribuir para um trânsito mais seguro.”

3º Lugar - Samira Moreno da Silva Santos

Vamos fazer nossa parte, pois também fazemos parte.

      Não serei hipócrita dizendo que acordar cedo seja uma das minhas atividades favoritas, mas eu como a maioria das pessoas não tenho escolha.       A vida em São Paulo começa cedo, para a maior parte da população, e é nesse momento em que as pessoas se encontram para uma batalha diária, de chegar a seu destino em segurança.
      Algumas pessoas levam ao pé da letra e expressão “batalha”, pois estão a todo momento na defensiva ou no ataque. Mas outras não.
-Bom dia! 
      É assim que começo meu dia, sendo recebida com um grande sorriso de quem sabe exercer bem sua função e faz a diferença como motorista de um coletivo. Parece banal, mas esse “bom dia” me dá ânimo para iniciar um novo dia. Quero retribuir a gentileza, cedo meu lugar para uma gestante, mesmo não sendo uma poltrona reservada, isso não faz diferença quando a segurança de uma nova vida está em jogo.
      Começo a observar pequenas gentilezas que podem mudar a vida de alguém, e a janela do coletivo me mostra que existem muitas pessoas que se preocupam com o próximo. O motorista que cede passagem para um ciclista, está respeitando a fragilidade do mesmo em relação a seu automóvel. Mas, se engana que acha que um trânsito seguro é feito de bons motoristas. Sim, claro que também, mas ser bons pedestres é essencial para que este organismo vivo possa fluir com segurança. Percebo que às vezes a pressa ou até mesmo a desatenção pode ser fatal. 
      A vida está ali, nas ruas, acontecendo. E na correria do dia a dia, não percebemos que cada indivíduo é responsável pela segurança de todos, que sua atitude influi diretamente no coletivo, é assim que uma sociedade funciona.
      Claro que esta janela também me mostra exemplos a não serem seguidos. Mas não quero ver. Acredito em um cidadão de primeiro mundo, na educação e no próximo como um ser humano que merece respeito e que vai me retribuir com o mesmo. É assim que se constrói uma sociedade e um trânsito seguro, com pequenas gentilezas e respeito. Eu contribuo fazendo minha parte, incentivo e acredito que todos farão a sua.
      Um pedestre quer atravessar a avenida, olha para os lados e procura a faixa.
       –Isso! Faça a coisa certa. 
      Penso eu, cá com meus botões. Vamos fazer nossa parte, pois também fazemos parte deste ciclo.
      Afinal, o trânsito é de todos. 

Categoria Condutor - Fotografia 

1º Lugar -  Jaime Barreto de Queiroz


2º Lugar - _Daniela Gomes dos Santos


3º Lugar - Rafael Barros Silva
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CET promoveu evento na Semana Nacional de Trânsito para premiar os vencedores de concurso.


Francisco Fernandes Mendonca e familia. 3º lugar - Categoria 3ª Idade
      A Companhia de Engenharia de Tráfego de São Paulo (CET) realizou na Semana Nacional de Trânsito, dia 19 de setembro, cerimônia de entrega da premiação aos 40 vencedores do 4º Prêmio CET de Educação de Trânsito. O evento aconteceu no Auditório do Conselho Regional de Contabilidade do Estado de São Paulo e contou com a presença da Banda “Música do Silêncio”, sob a regência do Maestro Fábio Bonvenuto.
      O concurso é feito, desde 2009, pelo Centro de Treinamento e Educação de Trânsito (Cetet) da empresa com o objetivo de incentivar a reflexão, a criatividade e a produção de trabalhos voltados à segurança no trânsito.
      Concorreram este ano, em 16 categorias, 1.697 trabalhos efetuados por estudantes, professores, condutores, idosos, empregados da CET, profissionais de imprensa e cidadãos maiores de 18 anos.
      Os três primeiros lugares de cada uma das categorias receberam R$ 4.000,00 (quatro mil reais), R$ 2.000,00 (dois mil reais) e R$ 1.000,00 (mil reais) respectivamente.
      O Colégio Beka recebeu o Prêmio de Honra ao Mérito por ser a escola que encaminhou a maior quantidade de trabalhos.
      Destaca-se que o 4º Prêmio CET de Educação de Trânsito teve como tema central em todas as categorias o Compartilhamento da Via com segurança, indo ao encontro das metas da CET em reduzir os acidentes na cidade de São Paulo.

Veja abaixo os Premiados.



CLASSIFICAÇÃOCATEGORIANOME
Alunos do Ensino Infantil (3 anos ou mais)Beatriz da Silva Pacchioni
Alunos do Ensino Infantil (3 anos ou mais)Alice da Silva Santos
Alunos do Ensino Infantil (3 anos ou mais)Yasmim Hatae Bignotto
Alunos do Ensino Fundamental (1º ao 3º ano)Mariana Bonafé Zachhuber
Alunos do Ensino Fundamental (1º ao 3º ano)Ana Luísa Fernandes Rosa
Alunos do Ensino Fundamental (1º ao 3º ano)Davi Micael Reis Cintra
Alunos do Ensino Fundamental (4º ou 5º ano)Gustavo Henrique Magueta Lima
Alunos do Ensino Fundamental (4º ou 5º ano)Gabrielle de Lima
Alunos do Ensino Fundamental (4º ou 5º ano)Rebecca Sofia de Oliveira Dantas Alves
Alunos do Ensino Fundamental (6º ou 7º ano)Vinicius Ricardo Magueta Lima
Alunos do Ensino Fundamental (6º ou 7º ano)Larissa Amaro Colombo
Alunos do Ensino Fundamental (6º ou 7º ano)Henrique Borabebe Macedo
Alunos do Ensino Fundamental (8º ou 9º ano)Manuelle De Lucca Soave
Alunos do Ensino Fundamental (8º ou 9º ano)Matheus Silvestroni Rodrigues
Alunos do Ensino Fundamental (8º ou 9º ano)Paula Dirce Bezerra da Silva
Alunos do Ensino Médio ou EJAAna Luiza Alécio Cesário
Alunos do Ensino Médio ou EJAPedro Henrique Gonçalez Moracci
Alunos do Ensino Médio ou EJAOtávio Augusto Paulino de sousa
UniversitáriosIara Caldeira do Amaral
UniversitáriosPaulo Henrique do Nascimento Mota
Imprensa - Jornal/RevistaAndré Desenso Monteiro
Imprensa - Jornal/RevistaDaniel Gomes do Nascimento de Araujo
Terceira IdadeVicente Riva Funicelli
Terceira IdadeEduardo Kisaburo Motoshima
Terceira IdadeFrancisco Fernandes Mendonca
EducadorFernanda Lourenzato Ferreira
EducadorMaria Ester Aluizo Nascimento
EducadorLângela Gomes da Silva
Condutor Duas Rodas (Motociclistas ou Ciclistas)Danilo Faria da Rocha
Condutor Duas Rodas (Motociclistas ou Ciclistas)Helcio Hirao
Condutor Duas Rodas (Motociclistas ou Ciclistas)Daniela Maria Cardoso Viana
Condutor (Categorias B, C, D e E)Marcelo Ribeiro de Barros
Condutor (Categorias B, C, D e E)Remy Soares dos Santos
Condutor (Categorias B, C, D e E)Jefferson Buosi
Cidadão (pessoa física, com 18 anos ou mais)Murilo Dantas Massud
Cidadão (pessoa física, com 18 anos ou mais)Karina de Carvalho Mendonça Gibert
Cidadão (pessoa física, com 18 anos ou mais)Juliana Dayan
Empregado da CETAna Maria Kind Vitorino
Empregado da CETCristina Manzano Pini
Empregado da CETWagner Momesso


"Envelhecer significa compreender que o coletivo se sobrepõe ao individual.
      
      Que o que é bom para todos costuma ser o melhor para cada um.
      Hoje, aproveito a garagem de casa para ler e cuidar das plantas, pois aposentei de vez o meu carro. E, com o bilhete único, voltei a servir-me do transporte coletivo de São Paulo.  Reencontrei minha cidade, e descobri que a passagem dos anos não retirou de mim a majestade que ostentava na minha mocidade de contínuo. Apenas o reinado de ruas e calçadas é que aumentou bastante.
      Mas não tem problema. O transporte público me leva a desfrutar cada um dos mistérios e encantos que minha São Paulo revela.
      Sinto que agora estou no caminho certo." (Vicente R. Funicelli)
      O texto acima é um trecho da crônica vencedora no ano de 2010, na categoria terceira idade.
      Este ano, o 3º Prêmio CET já está com as inscrições abertas, o número de categorias aumentou, isto é, a chance dos inscritos em ter um trabalho premiado é maior.
      São 14 categorias e os 3 primeiros lugares de cada categoria receberão prêmios em dinheiro. O 1º lugar receberá R$4.000,00, o 2º receberá R$2.000,00 e o 3º R$1.000,00. Poderão concorrer estudantes, educadores, condutores, pessoas da terceira idade, empresas, entidades, empregados da CET e qualquer cidadão maior de 18 anos, que residam ou exerçam atividade profissional no Município de São Paulo.
      As inscrições deverão ser realizadas exclusivamente no site da CET, http://www.cetsp.com.br/, de 27 de abril a 27 de junho de 2011.
      A escola, empresa, entidade ou instituição que encaminhar maior quantidade de trabalhos receberá certificado de Honra ao Mérito.
      Maiores detalhes leiam o edital no site da CET, http://www.cetsp.com.br/, e PARTICIPEM!

      Resultado do 3º Prêmio CET de Educação de Trânsito  
    
     A CET agradece a participação de todos! Foram mais de dois mil trabalhos recebidos.
     Os vencedores devem aguardar contato da CET por e-mail com detalhes da cerimônia de premiação.



3º Prêmio CET

de Educação de Trânsito  2011

Premiação:
Categoria 1 – Alunos do Ensino Infantil (3 anos ou mais)
1º Colocado: 00695/11 - Ana Luísa Fernandes Rosa
2º Colocado: 02468/11 - Débora dos Santos Vicente
3º Colocado: 02264/11 - Isabelly Alvarenga de França



1º Colocado

2º Colocado
















3º Colocado




















Categoria 2 – Alunos do Ensino Fundamental (1º ao 3º ano)
1º Colocado: 01040/11 - Thiago Eiji Motoshima Crema
2º Colocado: 02270/11 - Vinicius dos Santos Silva
3º Colocado: 01192/11 - André Yudi Ando Encinas



1º Colocado

2º Colocado















3º Colocado
















Categoria 3 – Alunos do Ensino Fundamental (4º ou 5º ano)
1º Colocado: 02629/11 - Eduardo Frade Oliveira
2º Colocado: 01610/11 - Amanda Meneses Araújo
3º Colocado: 02836/11 - Luyze Taveira Amaral


1º Colocado

2º Colocado
































 













3º Colocado


Categoria 4 – Alunos do Ensino Fundamental (6º ou 7º ano)
1º Colocado: 03243/11 - Leticia Bruni Arcanjo
2º Colocado: 03771/11 - Caio de Souza Tarasco
3º Colocado: 01971/11 - Thainá Julie da Luz Inácio





1º Colocado


 


















2º Colocado
3º Colocado
















Categoria 5 – Alunos do Ensino Fundamental (8º ou 9º ano)
1º Colocado: 03354/11 - Benito Christian Aguirre Solares
2º Colocado: 01891/11 - André Takeo Ono Baba
3º Colocado: 02324/11 - Rodrigo da Silva Santiago


1º Colocado







2º Colocado


3º Colocado


 













Categoria 6 – Alunos do Ensino Médio ou EJA
1º Colocado: 00440/11 - Paula Heloisa da Silva Ribeiro
2º Colocado: 02801/11 - Helton de Avila Farias
3º Colocado: 03119/11 - Felipe Melim Silva

Categoria 7 – Universitários
1º Colocado: 03069/11 - Alexandre Jun Sokabe
2º Colocado: 03147/11 - Lais Pereira Uesato
3º Colocado: 03268/11 - Irving Vieira Pimentel

Categoria 8 – Terceira Idade
1º Colocado: 03000/11 - José Gabriel do Nascimento Filho
2º Colocado: 00019/11 - Cleusa Steffen
3º Colocado: 03287/11 - Vicente Riva Funicelli

Categoria 9 – Educador
1º Colocado: 00644/11 - Jacqueline Quinões da Luz
2º Colocado: 01425/11 - Leandra da Cruz Gomes
3º Colocado: 00437/11 - Fernanda Lourenzato Ferreira


Projeto Paz no Trânsito - 1º Colocado
(resumo)
Justificativa
A ideia deste projeto surgiu a partir da necessidade da turma de falar e compreender o assunto, em função da perda prematura de um colega, vítima fatal em um acidente de trânsito.
A professora Jacqueline desenvolveu o projeto “Paz no Trânsito”, que além de instruir, levou a reflexão e prática da cidadania, contribuindo para que o número de acidentes de trânsito diminua, uma vez que as informações recebidas pelas crianças são repassadas em suas casas, formando assim uma corrente com o propósito de promover a paz no trânsito.
Objetivos
Com este trabalho os alunos irão:
Debater causas e consequências dos acidentes de trânsito;
Relacionar atitudes corretas e incorretas enquanto pedestres, passageiros, motoristas, motociclistas e ciclistas;
Representar com desenhos uma situação de trânsito;
Mostrar painel com notícias sobre o trânsito;
Organizar com gráficos as informações do painel;
Conhecer placas e sinais de trânsito;
Identificar regras, multas e respectivas pontuações na habilitação;
Confeccionar uma carteira de habilitação;
Vivenciar por meio de jogos, situações de trânsito;
Ler o livro “A Criança no Trânsito”, distribuído por órgão público;
Repassar à família as informações sobre o trânsito, assimiladas na escola.
Metas / Produtos / Resultados Esperados
Serão construídos cartazes, painéis, jogos e a carteira de habilitação aproximando o aluno ao objeto de estudo, tornando-o significativo, concreto e lúdico sem perder a seriedade que este assunto exige.
Metodologia / Estratégia de ação
Este projeto foi interdisciplinar, pois foi explorado em aulas de informática, sala de leitura, matemática, português, ciências, história e geografia. Foi possível em todas as áreas explorar as informações colhidas e, assim,  reforçar a atenção que é indispensável ao trânsito, bem como a leitura, escrita e interpretação.




Projeto Construindo Valores para o Trânsito – Uma Cultura de Paz - 2º Colocado
(resumo)
Justificativa
Este projeto surgiu por acreditar que por meio da educação será possível reduzir o índice de mortalidade e o número de feridos em acidentes de trânsito a fim de construir uma cultura de paz no espaço público. Isso porque a educação para o trânsito requer ações comprometidas com informações, mas, sobretudo, com valores ligados à ética em à cidadania.
Objetivos
Contextualizar e criar condições que favoreçam a observação e a exploração do ambiente, propiciando aprendizagens lúdicas que favoreçam a aquisição de atitudes seguras no trânsito e reflitam o exercício da ética e da cidadania no espaço público, a fim de que as crianças percebam-se como agentes transformadores e valorizem atitudes que contribuam para sua preservação; a partir de exemplos positivos, capazes de desenvolver esquemas de interação com os outros e com o meio, oferecendo condições para que as crianças aprendam a ser, a estar e a conviver no trânsito.
Estratégia de Ação / Metodologia
Este projeto foi desenvolvido de forma interdisciplinar por meio das linguagens oral e escrita, da matemática, das ciências naturais e humanas, plásticas e expressão corporal.

Projeto “Eu no Trânsito” - 3º Colocado
(resumo)
Justificativa
O projeto foi idealizado e aplicado ao observar a região na qual a escola se localiza e as dificuldades enfrentadas pelos alunos, pais, motoristas e monitores de transporte escolar. Foi observado, também, que muitos alunos, acompanhados de seus responsáveis, não utilizavam a faixa de pedestres para atravessar a rua com segurança, bem como circulavam pelas ruas de maneira perigosa expondo-se às situações de risco e não recebiam a orientação adequada, pelas famílias, para a mobilidade segura no trânsito.
Objetivos
Iniciar a promoção da formação pessoal e social, bem como o conhecimento de mundo, tendo a criança como um cidadão que já desenvolve o papel de pedestre no trânsito e de cidadão com seus direitos e deveres. Promovendo atividades que estimulem a construção de conhecimentos, atitudes e comportamentos que integrem situações cotidianas de segurança individual e coletiva em sua circulação, priorizando a utilização das calçadas, das faixas de pedestres e a ação de olhar atentamente para os dois lados da rua para a travessia, procurando sempre o local mais seguro, vivenciando tais atitudes por meio de brincadeiras e atividades que condizem à realidade cotidiana dos alunos, inserindo transversalmente o trânsito nos demais eixos norteadores da educação infantil.




Categoria 10 – Empresa ou Entidade situada no Município de São Paulo
Não houve classificados

Categoria 11 – Condutor Duas Rodas
1º Colocado: 02896/11 - Guilherme Navarro Walicek
2º Colocado: 03180/11 - Claudio Nascimento Rinaldo
3º Colocado: 00798/11 - Jose Carlos Dos Santos

Categoria 12 – Condutor
1º Colocado: 03123/11 - Luzia Navarro dos Santos
2º Colocado: 01506/11 - Robson Mansano
3º Colocado: 03042/11 - Katia Cilene dos Santos Arcas

Categoria 13 – Cidadão
1º Colocado: 01726/11 - Júlio César do Espírito Santo Meloni
2º Colocado: 02767/11 - Dionisio Jacob
3º Colocado: 00041/11 - Rosana Regacin Barillaro


Categoria 14 – Empregado da CET
1º Colocado: 00974/11 - Nicola Caggiano Neto
2º Colocado: 02100/11 - Maria Miriam Silva de Moura
3º Colocado: 01529/11 - Ana Cristina Marinho Manganaro

Prêmio Honra ao Mérito
Colégio Beka


de Educação de Trânsito  2010

Premiação:
Categoria Estudante do Ensino Fundamental - (1º ao 5º ano)
1ª Colocação: 0696/10 - Alessandra Silva Pinheiro
2ª Colocação: 0871/10 - Rebecca Sofia de Oliveira Dantas Alves

3ª Colocação: 0364/10 - Beatriz Coutinho Nascimento










Categoria Estudante do Ensino Fundamental - (6º ao 9º ano)
1ª Colocação: 0215/10 - Tatiana Namura Machado
2ª Colocação: 0039/10 - Rodrigo da Silva Santiago
3ª Colocação: 0447/10 - Gabriela Theotonio dos Santos


Categoria Estudante do Ensino Médio
1ª Colocação: 1075/10 - Bruno Butti
2ª Colocação: 0791/10 - Giulia de Lima Stravieri
3ª Colocação: 0793/10 – Sabrina Rodrigues de Alencar

Categoria Estudante Universitário
1ª Colocação: 0069/10 - Gustavo Velloso
2ª Colocação: 1227/10 - Felipe Ayres Oliviero
3ª Colocação: 0975/10 - Wagner Martines Teixeira

Categoria Terceira Idade
1ª Colocação: 1077/10 - Vicente Riva Funicelli
2ª Colocação: 0091/10 - Décio Diniz Drummond
3ª Colocação: 0669/10 - Valdevino de Souza

Categoria Educador
1ª Colocação: 0971/10 - Rosa Lucia da Silva Santana
2ª Colocação: 0017/10 - Jacqueline Quinhões da Luz
3ª Colocação: 0862/10 - Ana Maria da Silva

Categoria Empresa / Entidade
1ª Colocação: 0082/10 - Cesvi Brasil
2ª Colocação: 0950/10 - Gafor Ltda.
3ª Colocação: 0706/10 - AES Eletropaulo

Categoria Condutor
1ª Colocação: 1132/10 - Lindsay Karen Gois Rodrigues
2ª Colocação: 1001/10 - Jefferson Ricardo Crema
3ª Colocação: 0802/10 - Sonia Maria Valente Castro Ribeiro da Silva

Categoria Condutor 2 Rodas
1ª Colocação: 1122/10 - Mario Rosa Junior
2ª Colocação: 0744/10 - Daniela maria cardoso Viana
3ª Colocação: 1083/10 - Cristiane Megumi Gambata Sato

Categoria Cidadão
1ª Colocação: 0532/10 - Carlos Henrique Kato Alonso Escobar
2ª Colocação: 0898/10 - Rogério Junior Teixeira Pessoa
3ª Colocação: 0940/10 - Waltair Martão

Categoria de Profissionais com Atuação Técnica na Área de Trânsito/ Transporte
1ª Colocação 0939/10 - Domingos Alberto de Miranda Gonçalves


Trabalhos Premiados: Categoria Condutor

2º Prêmio CET de Educação de Trânsito - 2010
Lindsay Karen Gois Rodrigues
1º colocado

caminho relativamente curto e caótico, do mundo desse menino, do pequeno
Danilo.
Tema: Aconteceu comigo no trânsito
      Bi, bi, bi!!
      Essa é a melodia mais ouvida quando ia do trabalho para a faculdade ou de casa para a faculdade..
      Se todos esses "maestros" da imprudência e da impaciência tivessem sido crianças curiosas, interessadas e inteligentes como Danilo, um garoto de 7 anos, que sempre utiliza o mesmo ônibus que eu, quando volto do trabalho, não ficariam azucrinando nossos ouvidos ou expondo nossas vidas ao perigo.
      Um dia, sentou-se ao meu lado e começou a contar a respeito de uma aula de Educação de Trânsito promovida por sua escola.
      Conforme ia relatando o que poderia ser mais uma dessas histórias cansativas, contadas por pré-adolescentes, algo diferente e surpreendente acontecia.
      O entusiasmo de ambos, meu por ouvi-lo e dele por contar, era tão grande que sua mãe, ao registrar a cena, não pode esconder o orgulho que tinha desse pequeno cidadão e que, certamente, será um grande adulto, responsável e ético.
      Eu, como sempre fui curiosa enxerguei-me há alguns anos. Aquele menino, com seus 7 anos, poderia, perfeitamente, ensinar milhares de motoristas, pois sua curiosidade e vontade de aprender eram notáveis.
Bom, voltando à narrativa do meu amiguinho...
      Ele me contou que o instrutor, responsável pela aula daquele dia, a respeito de sinalização, fez várias perguntas relacionadas às cores do semáforo e saiu muito impressionado com a "performance", do pequeno.
      Par a falar a verdade, eu também. Sua inteligência em associar as cores à explicação que seus pais lhe deram fez a diferença.
Por exemplo, o verde que indica passagem liberada para os carros ou travessia liberada para pedestres, para ele, lembra o verde das plantas da casa da sua avó.
      Planta que tem vida!
      O amarelo, que é atenção, é, metaforicamente, a gema do ovo que seu pai adora, mas tem que ter cuidado por causa do colesterol, nada de abuso; o mesmo cuidado que devemos ter quando o semáforo muda do verde para o vermelho, passando antes pelo amarelo.
     Finalmente o vermelho, do PARE, com essa cor chamativa, lembra o sangue do machucado que podemos ter quando desrespeitamos às leis ou somos vítimas do desrespeito alheio.
     Eu fiquei boquiaberta com a esperteza e a segurança do garoto, principalmente quando ele disse: "Meu pai sempre fala que se a gente educar as crianças de hoje, não será preciso punir o adulto amanhã."
      Quando eu achei que a "aula" havia terminado, ele continuou, enveredado e explanando outros assuntos como: cinto de segurança; pontuação, faltas leves, graves, gravíssimas etc.
      Através da janela do ônibus, que se fazia para mim uma verdadeira Universidade, dada a enorme quantidade de informação e dados saídos da sua cabeça de apenas 7 anos, ele me apontava um motorista sem cinto de segurança; uma criança transportada de maneira incorreta; um motociclista sem capacete; pedestres atravessando fora da faixa destinada a eles; uma senhora que segurava a criança pela mão e não pelo pulso entre outras imprudências contidas na legislação de trânsito.
      Após toda "explanação-mirim", senti-me preocupada por saber da condição de total ignorância voluntária ou involuntária de muitos motoristas e pedestres que, por conseguinte, não ensinam seus filhos a respeitarem essas leis e acima de tudo a Vida. E orgulhoso de fazer parte, ainda que por um

2º Prêmio CET de Educação de Trânsito - 2010
Jefferson Ricardo Crema
2º colocado

Tema: Aconteceu comigo no trânsito
      Observando todo este tempo de experiência no trânsito de São Paulo, em idas e vindas de entregas e passeios nos fins de semana, percebo há quantas andam a intolerância das pessoas. Dificilmente se vê gestos de solidariedade, sequer de civilidade, não dão passagem a idosos e crianças, não respeitam as leis de trânsito: sinal vermelho ou verde parecem ser a mesma coisa, as pessoas tem pressa, muita pressa... só querem saber dos seus direitos.
      Deveres nem pensar! Cidadania: o que é isto?
      Em meio a todo este cenário, vocês devem estar pensando que irei
relatar algo horrível que me ocorreu no trânsito de São Paulo. Mas não, prefiro falar de um fato que me ocorreu há alguns anos atrás, um fato muito bonito que não me sai da memória, que irei guardar como uma lição pro resto da minha vida e sempre que puder repassá-lo com certeza o farei, seja em uma roda de amigos, um passeio com as crianças, ou em conversas soltas com pessoas que encontramos nas ruas, nas praças, nos bancos da cidade, que ao verem
um espaço para conversar o fazem... pessoas que gostam de pessoas.
      Sei que posso não mudar o mundo, mas posso espalhar uma semente
, sem qualquer pretensão, que poderá brotar ou não no coração das pessoas e quem sabe até dar frutos. Se eu o fizer, e conseguir com que apenas uma pessoa, arrume um pouco do seu tempo tão precioso para ler e refletir, já estarei por satisfeito, pois sei que este alguém como eu, acredita sim na
humanidade das pessoas... Segue o meu relato:
      Certa vez, estava eu junto a meu pai numa destas entregas. No
entanto, esta em especial era uma visita a um novo comprador. Logo, o motivo pelo qual termos ido juntos, infelizmente a aparência ainda conta muito nessas horas e credibilidade não combina muito com um jovem de 20 anos com cara de dezoito... No percurso, rumo a esta empresa, em uma destas grandes rodovias de São Paulo, estávamos rodando na faixa certa. Quando de repente, um carro sabe-se lá de onde, surge à nossa frente. Subitamente, meu pai
pisou no freio, deslizou e escapou do outro carro por um triz.
      Mesmo errado, o condutor do outro veículo, sentiu-se no direito de
contestar, sacudia as mãos em gestos obscenos e gritava nervosamente contra nós. Meu pai simplesmente sorriu e acenou para o motorista fazendo um sinal de positivo com tamanha serenidade e não deboche (como muitos o fariam, para não dizer pior). E o fez de tal forma, que o motorista ficou sem
entender o porquê.
      Nem eu, que logo o questionei: - Por que o senhor fez isto? Ele quase
arruinou o nosso carro e se não fosse por Deus, talvez estivéssemos
muito machucados!
      Foi quando me ensinou a grande lição: Meu filho, certa vez em um
destes emails corriqueiros que costumamos receber, um em especial me chamou a atenção, dizia o seguinte: "Existem muitas pessoas que são como caminhões de lixo. Andam por aí carregadas de lixo: cheias de frustrações, cheias de raiva, traumas e desapontamentos. A medida que suas pilhas de lixo crescem, elas precisam de um lugar para descarregar e às vezes descarregam sobre a gente. Não torne isso pessoal. Isto não é problema seu! Apenas sorria, acene, deseje-lhes o bem e siga em frente. Não pegue o lixo de tais pessoas e nem o espalhe sobre outras no trabalho, em casa ou nas ruas. Fique tranqüilo,
respire fundo e prossiga, deixe-o passar..."
      Nunca mais fui o mesmo no trânsito, hoje sei o meu papel na sociedade! – finalizou meu pai.
      Fiquei emocionado e com muito orgulho de estar diante não da figura paterna e sim do verdadeiro exemplo de cidadania. Foi quando compreendi que pessoas felizes e conscientes não deixam o seu dia se estragar por tão pouco.
      A vida é muito curta, aprenda a amar as pessoas que te tratam bem e trate bem também as que não o fazem, porque é fácil amar o que nos convém quero ver amar o inconveniente. Isto é o que distingue o ser humano, a sua capacidade de ver além, não com os olhos e sim com o coração! Sei que neste

dia, eu também mudei...

2º Prêmio CET de Educação de Trânsito - 2010

Sonia Maria Valente Castro Ribeiro da Silva
3º colocado

Tema: Aconteceu comigo no trânsito
      Para que todos entendam a narrativa, é preciso dizer primeiramente que não sou filha legítima desta grande capital.
      Sou daquelas forasteiras que como tantas outras, se apavorava só de ouvir falar do trânsito da grande metrópole.
      Por descuido ou por destino, aqui estou morando e testemunhando o que relato e juro que se me contassem , é provável a minha incredulidade.
      Era final de novembro do ano de 2008, e para obedecer à rotina eu tinha pouco mais de 30 minutos para que pudesse chegar pontualmente ao meu trabalho.
      Meu carro? Um Tempra 1996, completíssimo daqueles que já não se fazem mais. Tratava-se do meu xodó. Conservava sua origem ostentando a placa do estado que me enviou para cá, em busca de novos caminhos.
      Regularmente revisado e seguro ostentava meu conforto.
      Naquele dia, sai calmamente, na certeza de que o tempo era suficiente.
     Do endereço em que resido, descendo a Cardeal Arco Verde, minha pretensão era a de encontrar a Av. Henrique Schaumann e prosseguir pela Av. Sumaré.
      Na altura da animada Praça Benedito Calixto, em frente a Santa Igreja do Calvário, o carro resolveu silenciar sua animada dança de pistões e sem ameaças, negou-me o direito de ir e vir não me levando mais a lugar nenhum.
      Naturalmente entrei em pânico. Em poucos segundos enquanto ligava o pisca alerta, que parecia ter sumido do painel, comecei a imaginar o que aconteceria dali pra frente:
      Provavelmente os carros testariam suas buzinas, os condutores procurariam o palavrão mais adequado para aquela situação e por final a polícia de trânsito viria me ameaçar caso não chamasse um guincho imediatamente.
      Como era de se esperar a multa seria inevitável e conseqüentemente os famigerados pontos na carteira.
      Qual o quê! Rapidamente alguns pedestres ofereceram-se para empurrar o carro até sair do fluxo central da rua, desimpedindo o trânsito.
      Um motorista de táxi que por ali passava, avisou uma camionete da CET que em minutos estava ao meu lado para saber o que havia ocorrido e do que eu estava precisando.
      Quando ouviu meu sotaque sulista, alertou-me sobre os perigos da gasolina adulterada, rebocando meu carro até o posto.
      Fiquei perplexa com a sequencia de atitudes.
      Só posso concluir que uma cidade tão densamente povoada de veículos e pessoas, teve que se humanizar para amenizar seus problemas de trânsito formando cordões de solidariedade, que não são comuns em outras capitais.
      É muito bom que isso aconteça mesmo que os moradores de Sampa não tenham ciência que isso acontece todos os dias. Muitas vezes falta aos paulistanos tempo para observar os caprichos da natureza humana.
      Mas que aconteceu, aconteceu... exatamente assim...
      E quem quiser que duvide!

Premiação:
Categoria Estudante do Ensino Fundamental - (1º ao 5º ano)
1ª Colocação: 043/09 – Lucas Figueiredo de Jesus
1ª Colocação: 074/09 – Alessandra Silva Pinheiro
2ª Colocação: 066/09 – Felipe Entreportes Serrato
3ª Colocação: 059/09 – Rebecca Sofia de Oliveira Dantas Alves




Categoria Estudante do Ensino Fundamental - (6º ao 9º ano)
1ª Colocação: 023/09 – Fabrício Carlos de Oliveira
2ª Colocação: 080/09 – Luana Carla dos Santos Henriquez Gutierrez
3ª Colocação: 044/09 – Ana Figueiredo de Jesus

Categoria Estudante do Ensino Médio
1ª Colocação: 055/09 – Mariana Cristina Alves da Silva
2ª Colocação: 056/09 – Bárbara Spalla Teixeira
3ª Colocação: 052/09 – Geovanna de Almeida Souza

Categoria Estudante Universitário - Filme
1ª Colocação: 071/09 – Renato Sidnei Vieira Alves Filho
2ª Colocação: 063/09 – Débora Regina Granzoti


Categoria Estudante Universitário - Jingle
Não houve participantes.

Categoria Terceira Idade
1ª Colocação: 002/09 – Décio Diniz Drummond
2ª Colocação: 014/09 – Ivan Simões Lopes
3ª Colocação: 031/09 – João Alberto de Lima Nassif


Categoria Professor
1ª Colocação: 037/09 – Thalita Lima Ruiz
2ª Colocação: 057/09 - Patrícia Mariano
3ª Colocação: 065/09 – Cleber Grafietti

Categoria Empresa / Entidade
1ª Colocação: 036/09 – Gafor Ltda.
2ª Colocação: 040/09 – DETRAN SP – Divisão de Educação de Trânsito
3ª Colocação: 029/09 – Porto Seguro Companhia de Seguros Gerais

Categoria Motociclista
1ª Colocação: 021/09 – Roni Vagner dos Santos Pereira

Categoria Taxista
1ª Colocação: 035/09 – Joel Gomes de Oliveira

Categoria Motorista de Transporte de Passageiros
Não houve participantes.

Categoria Motorista de Transporte de Cargas
Não houve participantes.

Categoria Condutor que possua CNH A, B, C, D ou E
1ª Colocação: 060/09 – Rosana de Oliveira
2ª Colocação: 027/09 – Marcus Vinicius do Carmo Kuhl
3ª Colocação: 013/09 – Edson Gallina

Categoria Profissionais com Atuação Técnica na Área Trânsito/ Transporte
Não houve participantes.


PARABÉNS AOS VENCEDORES!