15 de outubro de 2015

Resultado do 7º Prêmio CET de Educação de Trânsito - Categoria: Educador - Projeto - Educação de Trânsito

      A Companhia de Engenharia de Tráfego – CET de São Paulo realizou o 7º Prêmio CET de Educação de Trânsito, que tem por objetivo incentivar a reflexão, a criatividade e a produção de trabalhos voltados para a segurança no trânsito. Concorreram estudantes do ensino infantil ao universitário, educadores, motoristas, motociclistas, ciclistas, terceira idade, empregados da CET e qualquer cidadão maior de 16 anos.
      Hoje dia 15 de outubro - Dia do Professor - Nada mais justo que homenagear os vencedores da categoria Educador.
      Duplo Parabéns aos que concorreram e aos vencedores.


TEMA: JUNTOS POR UM TRÂNSITO MAIS SAUDÁVEL

 Categoria: Educador - Projeto - Educação de Trânsito

1º Lugar - MARCIA COVELO HARMBACH

Projeto Percursos e Pistas

Justificativa:

      Nossa escola trabalha com a gestão compartilhada com as crianças, a equipe gestora (diretos, assistente e coordenador) coordena o Conselho Mirim (Conselho formado por crianças de todas as turmas). Fazemos Assembléia Geral para levantar os problemas da escola e depois nas reuniões de representantes (uma menina e um menino de cada sala), trazem a discussão realizada com as professoras nos grupos e sugestões para as problemáticas apontadas. Em uma das reuniões fizeram duas solicitações especiais: triciclos, bicicletas e pista para brincar com carrinhos pequenos no parque.
      Iniciamos uma discussão nas rodas de conversa sobre quais lugares poderíamos andar com triciclos, uma vez que crianças e adultos circulam por todos os espaços. As crianças focaram na brincadeira, os adultos viram nessa atividade a possibilidade do trabalho com a educação para o trânsito, assunto muito importante para a conscientização dos pequenos e posteriormente dos adultos, uma vez que observamos o quanto as crianças cobram a mudança de postura também dos pais. Após muitas discussões, observações do entorno na rua, no bairro, na sinalização, uma turma ficou responsável pelo planejamento da construção da pista para triciclos e outra turma com a contração da pista para carrinhos.
      Ao discutirem o planejamento surgiu a necessidade da sinalização, pois as crianças decidiram construir a pista em volta da sala verde, queriam reproduzir a rotatória ao lado da escola, uma pista com contorno circular que interfere no Trânsito em volta da sala verde em direção à área administrativa e nos corredores entre o refeitório e as salas de aula.
     Deflagrou-se assim, a necessidade de construir conhecimentos essenciais para a segurança no trânsito, conscientizando as crianças sobre a importância de manterem a integridade física, cuidando de si e dos outros no ambiente da escola, uma vez que os triciclos e bicicletas circulariam no caminho dos pedestres e deveria haver uma boa convivência entre todos.

Objetivo:
      Esse projeto tem como objetivo principal exercer a cidadania e possibilitar que os pequenos construam conhecimentos sobre a boa convivência no trânsito, cuidando de si, do outro e do ambiente que o cerca.
Objetivos específicos:
-conscientizar sobre a necessidade do atendimento às regras para a boa convivência no trânsito;
-respeitar a sinalização de trânsito para todos: carros, bicicletas e pessoas;
-valorizar ações de colaboração, cidadania na convivência entre motoristas e pedestres;
-expressar através das várias linguagens, os conhecimentos relativos à educação para o trânsito;
-exercer a cidadania.

Metas, Produtos, resultados esperados:
      Entendendo a criança como protagonista, nossa meta é a autoria dos pequenos na construção de valores e manutenção de regras sociais para a boa convivência no trânsito. Que respeitem uns aos outros como motoristas,  ciclistas ou pedestres, que levem para suas famílias a vivência da escola, que percebam a necessidade de respeitar o direito das pessoas de ir e vir, a mudança de postura por parte de todos para manter relações de cooperação. Como produto, a construção de espaços educadores onde as crianças possam vivenciar normas de convivência social tanto no trânsito como na vida.

Metodologia
      Usamos a  Brincadeira simbólica, as rodas de conversa e o trabalho com as várias linguagens como metodologia para a criança vivenciar todos os papéis e circunstâncias no cenário do trânsito.
Brincar é essencial para a criança, é uma das linguagens espontâneas através da qual a criança se expressa, descobre o mundo, as pessoas e os objetos à sua volta, aprende e incorpora valores.
      A partir do interesse das crianças com os triciclos e pista de carrinhos, iniciamos o planejamento para as construções, com uma turma, da pista de triciclos com outra turma da pista de carrinhos. As crianças fizeram votação para escolher o local da pista de triciclos, escolheram fazê-la em torno da sala verde, um dos lugares preferidos da escola. Iniciaram os desenhos de como gostariam que fosse, foram perspicazes na observação dos detalhes do entorno, como a rotatória, a faixa para travessia de pedestres, as placas de sinalização e como temos um Batalhão da Polícia em frente à escola. Apontaram a necessidade de ter guarda de trânsito, tanto para sinalizar, quanto para aplicar a multa e também a importância do pedestre, do ciclista, do motorista, do carona, não esqueceram as crianças de inclusão que necessitam de um triciclo especial.
      Usaram a linguagem oral para socializar o projeto, discutiram as ações necessárias, através da linguagem plástica desenharam o projeto e o pai de uma das crianças, atendendo ao pedido, reproduziu o desenho, ampliando-o no chão. Ficaram maravilhados ao ver o projeto do papel sendo concretizado no chão, encontraram significado nas ações, esse é um dos grandes objetivos do Conselho Mirim: serem autores, exerceram o protagonismo, verem suas idéias transformadas em realidade.
      Após o contorno da pista, decidiram que seria preta como é o asfalto, a faixa de pedestres branca, decidiram que era preciso um estacionamento para os triciclos e motocas, pois não poderiam ficar jogados pela escola porque atrapalhariam a passagem das pessoas e que havia a necessidade de placas de “Proibido estacionar”, ‘siga em frente”, “pare”. Como muitos ainda possuem dificuldade em desenhar esquematicamente, sugeriram que fossem compradas placas de madeira, com a explicação de que seria melhor, porque poderiam mudar o local das placas de acordo com a necessidade ou com a brincadeira proposta.
      Como nossa escola possui um projeto de Educação Ambiental que visa menos consumo e mais cooperação, fizemos uma campanha e recebemos doações de triciclos, carrinhos, bicicletas. As crianças inauguraram a pista, colocando as plaquinhas , mas perceberam que ninguém as respeitava. Na outra reunião do Conselho Mirim, chegaram à conclusão que precisavam de guardas uniformizados, para que todos os identifiquem. Sugeriram figurinos construídos na escola (temos um ateliê de costura coordenado por uma agente escolar que costura peças desenhadas pelas crianças) e ganhamos algumas para as brincadeiras de trânsito: colete, apito e chapéu do guarda. Sugeriram blocos de multa onde as crianças registram do seu jeito as infrações, pois ainda não são alfabetizadas, esse trabalho contribui para o letramento, como a identificação dos símbolos e letras das placas de sinalização.
      Nossa coordenadora estava andando pelo corredor próximo à pista e uma criança, no papel de guarda alertou que não poderia continuar andando por ali e que deveria prestar atenção na sinalização, mostrava com o dedo uma placa que continha o “proibido a passagem de pedestres”, a coordenadora foi orientada a mudar o caminho e respeitar a sinalização, porque aquele trajeto era perigoso para pedestre. Essa é uma das grandes metas: entender a necessidade do respeito à sinalização, a mudança de postura e não através de punições como a multa. Vemos cada vez mais esta mudança na atitude das crianças durante as brincadeiras e com suas famílias na entrada e saída da escola, nos passeios externos.
      No estudo do meio no entorno da escola, as crianças caminham em direção à feira (temos um projeto de Alimentação Saudável, toda semana uma turma vai à feira comprar um legume ou verdura para a realização de receitas), perceberam a falta de sinalização como semáforos e faixas para pedestres  e em uma das discussões do Conselho de Crianças, chegaram a conclusão que deveriam falar com o prefeito sobre sinalização. Através da Diretoria Regional de Educação conseguimos a visita do subprefeito da nossa região e as crianças fizeram uma série de solicitações sobre a sinalização no entorno da escola, apontaram as necessidades e foram ouvidas como cidadãos. O subprefeito anotou as reivindicações e nos deu até a devolutiva da CET com um projeto de sinalização para nossa rua, a matéria saiu no jornal do bairro.
      As crianças sentiram-se muito importantes, pois além de serem ouvidas por uma autoridade, a CET reconheceu as necessidades apontadas pelas crianças.
      A pista funciona muito bem desde a sua construção, os mais velhos ensinam os mais novos, as regras são incorporadas, brincando vivenciam valores. Os adultos que visitam nossa escola ficam encantados ao ver as crianças motorizadas dando prioridade para os pedestres, atravessando na faixa, parando antes da faixa para alguém  atravessar. Temos até estacionamento prioritário para os triciclos das crianças de inclusão.
      As crianças permanecem na escola em período integral,  à tarde trabalhamos com espaços educadores, um deles é a construção de pistas com brinquedos para montar, carrinhos e objetos relativos ao trânsito, é um dos espaços mais procurados e percebemos que as crianças reproduzem o que aprenderam na pista para triciclos, usam o vocabulário do guarda, conversam, tentam encontrar soluções pacíficas para os problemas vividos, buscando a cooperação.
      A outra turma que ficou responsável pelo planejamento da pista de carrinhos também trilhou o mesmo processo que o grupo anterior, rodas de conversa, observação do entorno, desenho da cidade que queriam e um pai a desenhou no chão, as crianças completaram com desenhos de farol, faixas, placas, pois o repertório já estava bem ampliado após a construção da primeira pista. A diferença da segunda é que é uma miniatura, para brincar com carrinhos pequenos como se fosse um autorama, criado por todos.
      As crianças usam muito esta pista quando estão brincando no parque, alguns até esquecem dos outros brinquedos, já chegam com seus carrinhos nas mãos e reproduzem tudo que vivenciaram na pista de triciclos.
      A avaliação desse projeto é continua e processual, através da observação das crianças e sua postura, no envolvimento, na cooperação, no respeito às regras e normas de convivência, atitudes de cidadania no trânsito e na vida. Os relatos das famílias, dos educadores, das pessoas que visitam a escola nos aponta que realmente há mudança no comportamento em busca da cidadania.










Projeto Percursos e pistas
  
“Este projeto tem como objetivo principal exercer a cidadania e possibilitar que os pequenos construam conhecimentos sobre a boa convivência no trânsito, cuidando de si, do outro e do ambiente que o cerca.”

“A avaliação desse projeto é contínua e processual, através da observação das crianças e sua postura, no envolvimento, na cooperação, no respeito às regras e normas de convivência, atitudes de cidadania no trânsito e na vida. Os relatos das famílias dos educadores, das pessoas que visitam a escola nos aponta que realmente há mudança no comportamento em busca da cidadania.”



2º Lugar - LUDMILA CASSAPIAN FERRAZ
Justificativa

Educar as crianças e os jovens para o trânsito seguro é, antes de mais nada, uma questão de querer, uma questão de ver a necessidade, de querer colaborar para que se diga um PARE à matança de crianças e jovens no trânsito, para educar o pedestre e o ciclista e, deste modo, preparar o futuro condutor para uma participação responsável ao trânsito”
(ROZESTRATEN,2004).

Faço meu trajeto casa/escola utilizando os coletivos e,  como professora, observo tudo o quê possa enriquecer  minha prática e a vida dos meus alunos.
Ao observar o trânsito ao redor da escola, percebi que tinha muito a fazer. A escola está localizada próxima a uma  avenida de grande fluxo, com ciclovia, faixa de ônibus e muitos pedestres de todas as faixas de idades.
Então, iniciei uma discussão sobre o papel do pedestre, do motorista, a situação do  trânsito, das ruas e calçadas, os acidentes. Como é bom conversar ouvir e ser ouvido! A reflexão é capaz de transformar a prática. A troca de experiências e os relatos da comunidade local sobre a visão dos alunos foi ponto decisivo para o início da proposta.
Assim, utilizei a arte para refletir e questionar a comunidade escolar sobre o papel que cada um tem a sua responsabilidade ao se locomover nas vias públicas.
Plantar a semente da conscientização do seu papel para um trânsito mais seguro também é tarefa da escola. Os alunos de hoje serão os futuros e decisivos atores ou integrantes no trânsito amanhã.
OBJETIVO GERAL
*Conscientizar através da reflexão sobre cidadania, parceria e respeito contribuindo para um trânsito mais justo e seguro parta todos, partindo do entorno da comunidade escolar para o todo.
OBJETIVOS ESPECÍFICOS
*Possibilitar a reflexão sobre o trânsito ao redor da comunidade escolar;
*Promover  discussões sobre direitos e deveres de um cidadão;
*Provocar, no aluno, o desejo de transformar a realidade do trânsito;
*Conhecer os envolvidos no trânsito: pedestres, motoristas, ciclista, motociclistas e suas regras no trânsito;
*Sensibilizar o aluno sobre as conseqüências do não uso das regras no trânsito;
*Conscientizar os educandos adolescentes sobre as mudanças necessárias para um trânsito mais seguro;
*Desenvolver a autonomia para participar de forma ativa e correta no trânsito;
METAS/PRODUTOS/RESULTADOS ESPERADOS
Informações do Projeto:
Público Alvo: Educandos do Ensino Fundamental I ( 1º ao 5º ano)
Faixa Etária 05 a 12 anos.
Tempo realizado : 4 meses.
Outros segmentos de participação direta e indireta: Professores, Pais, Equipe Gestora e Alunos Monitores.
METAS
*Reconhecimento do trânsito nas vias públicas do entorno da escola e residência dos educandos;
*Caracterização e distinção dos papéis de todos os envolvidos no trânsito perto da escola;
*Pesquisa e assimilação das regras  de trânsito para cada um dos envolvidos;
*Conscientização da comunidade local;
*Mudança de atitudes dos alunos envolvidos no projeto, principalmente nos horários de entrada e saída dos turnos de aula;
*Influenciar a atitude dos alunos de toda a escola;
*Registrar através de pinturas as reflexões do projeto;
PROCEDIMENTOS
*Rodas de conversas sobre o trânsito, na rotina dos alunos;
*Atividades educativas sobre os temas discutidos, utilizando diversos materiais e suportes;
*Momentos de divisão de conhecimentos entre os alunos;
PRODUTOS
*Pintura no chão  do parque de mini cidades onde possam brincar de trânsito;
*Painéis educativos coletivos de vários tamanhos e com várias imagens educativas;
*Construção de carrinhos individuais e coletivos para brincar de trânsito;
*Construção de carros de papelão para brincar de trânsito;
*Pintura coletiva no parque da escola com cerca de 300 metros;
*Pintura coletiva na estrutura central da avenida próxima a escola;
RESULTADOS ESPERADOS
*Compreender o que é o trânsito na prática e quem faz parte dele;
*Compreender seu papel no trânsito local;
*Influenciar as ações no trânsito local, de familiares e alunos;
*Interação entre alunos, pais e funcionários através das conversas sobre o tema;
*Autonomia para transmitir o conhecimento adquirido;
*Construir um trânsito mais seguro, partindo de suas próprias ações se preservando e preservando sua comunidade;

Através da execução deste projeto no espaço escolar espero que:

DESENVOLVIMENTO DO PROJETO

METODOLOGIA

O projeto foi realizado em uma escola da cidade de São Paulo, no segundo semestre de 2014.
Foi desenvolvido principalmente nas aulas de artes, dando sentido às orientações didáticas de arte e também foi aprimorado nas propostas em sala de aula pelas professoras regentes, trazendo mais valor às discussões.

                   (A SEQUÊNCIA ABAIXO FOI UTILIZADA EM TODAS AS AULAS)

*APRESENTAÇÃO DE IMAGENS DIVERSAS: (RETIRADAS DE LIVROS, SITES, PROPAGANDAS  E DOCUMENTOS, CITANDO FONTES).
*LEVANTAMENTO DE RELATOS, SUGESTÕES E OU COMENTÁRIOS: (ESPAÇOS PARA QUE OS ALUNOS REFLETISSEM E DISCUTISSEM SOBRE OS TEMAS LEVANTADOS ATRAVÉS DAS IMAGENS).
*DISCUSSÃO DE INFORMAÇÕES:(POSSIBILIDADE DE DIVIDIR SENTIMENTOS, SENSAÇÕES E VIVÊNCIAS).
*CONCLUSÃO DO TEMA EM DISCUSSÃO: (SISTEMATIZAÇÃO DOS FATORES DISCUTIDOS E APONTADOS REGISTRADOS EM PAINÉIS).
*REGISTRO DA CONCLUSÃO:
(ATIVIDADES DIVERSAS COM MATERIAIS, FERRAMENTAS E SUPORTES).
*VIVÊNCIA DA CONCLUSÃO: (JOGOS E BRINCADEIRAS EM SALA E NO PARQUE PARA CRIAR UM MOMENTO DE VIVENCIAR OS TEMAS EXPLORADOS).

1ª proposta – QUAL É O PAPEL DO PEDESTRE NO TRÂNSITO?
ESTRATÉGIA: Apresentação de imagens de pedestres, relatos dos alunos relacionados às imagens, discussão sobre o uso da faixa de pedestre, uso da calçada, uso do farol de pedestre e, no caso da ausência dele, a sinalização com a mão. Concluindo que quem segue as regras tem uma vida mais segura.
REGISTRO: Cada turma registrou a faixa de pedestres de uma forma diferente, no caderno. Utilizando giz carvão e tinta branca com molde vazado, papel espelho preto e tinta branca e molde vazado e giz de cera preto e tinta branca com molde vazado.
Os pedestres foram confeccionados com fotomontagem de recortes de revistas, compondo a figura com desenho e colagem.
VIVÊNCIA: todos os alunos e funcionários da unidade escolar foram fotografados e se criou um enorme pedestre de cerca de 1,5m de altura com os rostos de cada um de nós.
MATERIAIS NECESSÁRIOS:
Folhas pretas, tintas, molde vazado, revistas, cola, tesoura, giz carvão, giz de cera, pincéis, rolinho de pintura.

2ª proposta – QUAL O PAPEL DO MOTORISTA NO TRÂNSITO?
ESTRATÉGIA: Observação dos motoristas dirigindo pelas janelas da sala de aula. Discussão sobre a responsabilidade de dirigir qualquer tipo de automóvel, sobre invadir as calçadas, sobre dirigir sem atenção. Muitas crianças fizeram relatos de experiências vividas. Concluiu-se que os motoristas precisam seguir as regras para um trânsito mais seguro.
REGISTRO: As turmas desenharam mini pistas e cidades no chão do parque para brincarem com os carrinhos confeccionados, com os carrinhos da escola e os que trouxeram de casa.
VIVÊNCIA: Brincadeira na pista do parque e na sala de aula, com carrinhos e pequenos bonecos.
MATERIAIS NECESSÁRIOS: tintas, pincéis, moldes de carrinhos em papel e carrinhos de brinquedo.

3ª PROPOSTA – CONHECENDO AS REGRAS DO TRÂNSITO
ESTRATÉGIA :Na frente da escola, levantaram-se hipóteses sobre as regras de trânsito. Através dos desenhos, os alunos registraram suas observações. Em sala, cada um apresentou sua opinião e a regra que observou. Levantaram-se muitas questões como: a utilização da faixa de pedestre, o sinal, a faixa sem o sinal, a velocidade dos carros, a velocidade dos ônibus, o ponto de ônibus, o ponto de ônibus, as placas de trânsito, os acidentes e suas causas. Neste momento, a troca de vivências foi muito rica.
REGISTRO: Com tintas, criaram-se vários painéis informativos expostos pela escola, dividindo as informações com todos os envolvidos no ambiente escolar.
VIVÊNCIA: Observação do trânsito local, colocação e observação dos painéis.
MATERIAIS NECESSÁRIOS: Painéis, tintas, pincéis.

4ª PROPOSTA – O PAPEL DO MOTOCICLISTA
ESTRATÉGIA: Através de imagens, observaram-se as diferentes regras para os motociclistas, como: o uso do capacete, da roupa de proteção, das luvas, da velocidade, da forma de conduzir sobre duas rodas. Reflexão sobre o grande número de pessoas que utilizam este meio de transporte e suas diferentes possibilidades como trabalho e lazer. Concluiu-se que o cumprimento das regras possibilitará a todos um trânsito mais seguro.
REGISTRO: Com material reciclado, caixa de papelão, cola e tesoura, os alunos confeccionaram capacete personalizados, utilizando a sobreposição nas colagens.
VIVÊNCIA: jogo dos sete erros com imagens de motoqueiros.
MATERIAIS NECESSÁRIOS: caixas de papelão, cola, tesoura.

5ª PROPOSTA – O PAPEL DO CICLISTA
ESTRATÉGIA: Da janela de nossa sala, pode-se observar a ciclo  faixa. Observaram-se os ciclistas e as turmas conversaram sobre as regras para os ciclistas como: capacete, óculos de proteção, luvas, sinalização, locais e sobre a importância de uma locomoção mais saudável
REGISTRO: Através de desenhos, registraram-se divertidos passeios de bicicleta.
VIVÊNCIA: jogo bingo do trânsito, jogo que utiliza as palavras relacionando-as com o trânsito e suas regras.

6ª PROPOSTA – EXPLORANDO POSSIBILIDADES
ESTRATÉGIA – Após todos os momentos do projeto, apresentei aos alunos todas as e4tapas vivenciadas para refletirem sobre o caminho percorrido, pontuando os conhecimentos e atitudes prévios e as mudanças ocorridas. Foi rico, muito rico discutir, observar e pontuar as ações futuras.
REGISTRO – Através de carimbos, recriou-se o caminho de casa para casa, com a criação de mapas.
VIVÊNCIA – Brincadeiras em pista confeccionadas com papelão reciclado.
MATERIAS NECESSÁRIOS – carimbos, cola, tesoura, papelão e tintas.
  
7ª PROPOSTA – O FUTURO NOS PERTENCE
ESTRATÉGIA – Retomou-se o percurso, observando os próprios registros e, antes de colocá-los a disposição da comunidade para acompanharmos nesta jornada, os alunos pensaram como seria transformar algumas realidades e índices do trânsito.
REGISTRO – Nos cadernos, cada aluno criou uma nova placa de sinalizações para um trânsito mais seguro.
VIVÊNCIA – Entrega para os alunos de medalhas e adesivos, confeccionados por eles mesmos.
  
8ª PROPOSTA – DIVIDINDO COM A COMUNIDADE
ESTRATÉGIA – Após a finalização da pesquisa, conforme programado, dividiu-se, com a comunidade, tudo o quê havíamos refletido, painéis, imagens, pesquisas.
REGISTRO 1 – exposição de todo o processo, com uma pista confeccionada de material reciclado nas dimensões de 2m por 0,5 cm com carrinhos de montar.
REGISTRO 2 – pintura de cerca de 300 metros da calçada na rua da escola até as salas de aula, cerca de 1200 pezinhos com mensagens informativas sobre o transito.
REGISTRO 3 – pintura coletiva no canteiro central da avenida ao lado da escola.
 AVALIAÇÃO

A avaliação foi realizada ao término de cada momento de discussão, quanto aos alunos, eram motivados a repensar suas atitudes e suas conseqüências. Os registros foram feitos através de fotos e filmagens das aulas e dos momentos divertidos de aprendizado.
Durante o desenvolvimento do projeto, o tema foi envolvendo os alunos da escola inteira, os painéis foram gerando momentos de observação e reflexão de pais, funcionários e alunos.

AO PASSAR PELAS RUAS NO ENTORNO DA ESCOLA NÃO PODERIA DIZER QUE TUDO ESTÁ COMPLETAMENTE DIFERENTE, PORÉM UMA SEMNTE FOI PLANTADA DE CONSCIÊNCIA DO QUE É NECESSÁRIO PARA RESPEITAR A VIDA.

Este, com certeza, é o maior objetivo de nós, educadores: influenciar positivamente, vidas.









3º Lugar - CRISTIANE LIMA SAMPAIO

PROJETO: NÓS NO TRÂNSITO
JUSTIFICATIVA
      Partindo da observação da rotina das crianças na EMEI (Escola Municipal de Educação Infantil), imitando situações como as brincadeiras que envolvem os transportes que utilizam, como vão e voltam da escola, falando sobre acidentes de trânsito que ouvem falar e etc., surgiu a ideia de partir do interesse deles para desenvolver o presente Projeto, abordando um tema relevante e essencial, próximo da realidade e que envolvesse a todos nós, evidenciando a criança prioritariamente como pedestre.
      O trânsito está atrelado à atividade humana e a sua necessidade de deslocamento no espaço, por isso tanto os adultos, como as crianças são envolvidos pelo trânsito a todo instante. Sabemos que muitos acidentes acontecem pela falta do exercício da cidadania, pelo descuido e que as consequências podem ser até fatais. Começando as ações com as crianças, consequentemente é possível além de sensibilizá-las, atingir os familiares que compartilharão das aprendizagens das crianças, internalizando valores, favorecendo o trânsito como espaço seguro de convivência e contribuindo para reduzir acidentes que ocorrem no entorno da escola, logo, valorizando a vida.
      Segundo Vieira (s.d) “o lúdico proporciona encarar o real de outra forma: pelo viés da representação simbólica, do fantasioso, da imaginação, gerando assim, um novo conceito, e por consequência, uma nova aprendizagem [...]”. Desse modo, o Projeto tem a criança como protagonista das descobertas através do lúdico, oferecendo oportunidades para que ela construa gradativamente um comportamento cidadão, amplie as suas percepções no cotidiano e valorize o respeito mútuo: aprendizagens fundamentais para preservar a vida no trânsito.
OBJETIVOS
 Sensibilizar as crianças através do seu cotidiano e interesses, para ampliar os conhecimentos sobre o trânsito, incentivando uma convivência harmônica, segura e responsável entre todos, visando diminuir o risco de acidentes;
 Estimular a percepção dos elementos e atores envolvidos no trânsito cotidiano, através de experiências sensoriais, expressivas e corporais;
 Favorecer o conhecimento dos meios de transportes e das regras do trânsito, priorizando as que envolvem diretamente a criança enquanto pedestre: uso dos semáforos, faixa de travessia, uso de cadeirinha, da calçada, etc;
 Incentivar atitudes e posturas adequadas e seguras quanto à locomoção, a utilização de locais seguros para brincar, para atravessar a rua, para caminhar, priorizando a segurança e evitando acidentes na sua vida cotidiana;
 Valorizar o respeito, a cidadania e a adoção de comportamentos seguros no trânsito, envolvendo as diversas áreas do conhecimento, através de atividades lúdicas e concretas, aproximando-se do dia a dia das crianças.
METAS/ PRODUTOS/ RESULTADOS ESPERADOS
      Identificação dos beneficiários: Alunos do Infantil II (2014) da Escola Municipal de Educação Infantil, que possuem 5 anos de idade, outros alunos/funcionários da escola e a comunidade.
      Metas: Que as crianças adquiram novas aprendizagens sobre trânsito seguro e acessível para todos, envolvendo as diferentes áreas do conhecimento;       Que a brincadeira caminhe junto com a aprendizagem e com o interesse das crianças ao interagir com o meio, ampliando a percepção de seus direitos e deveres como pedestre e cidadão; Que se apropriem dos comportamentos seguros e atitudes cidadãs reproduzindo-as também fora do ambiente escolar e;       Participar de forma ativa na construção de uma sociedade mais humana, consciente e com mais qualidade de vida.
      Produtos: Etapas focadas na internalização de valores, posturas e atitudes no trânsito: Momentos de conversa explorando o tema e as experiências das crianças no trânsito, brincadeiras explorando as placas e as regras de trânsito, jornal-mural, criação de cenário para locomoção segura, travessia na faixa de pedestres, confecção de semáforos de veículos e de pedestres, construção de meios de transportes com retalhos de tecidos e construção de um bairro com sucatas.
      Resultados Esperados: Que tenham ampliado a percepção e feito uso cotidiano dos conhecimentos adquiridos no decorrer do Projeto, adotando posturas e atitudes de segurança, respeito e cidadania no trânsito, contribuindo para a valorização da vida e a diminuição dos eventuais acidentes e na construção de um trânsito melhor como direito de todos.
METODOLOGIA/ ESTRATÉGIAS DE AÇÃO
      O presente Projeto foi desenvolvido e planejado baseando-se, na perspectiva de que a criança nas interações e vivências cotidianas constrói sua identidade, brinca, imagina, observa, experimenta e consequentemente constrói suas aprendizagens utilizando-se de várias linguagens. Ela também é capaz de perceber as regras nas interações sociais que vivencia, tendo a possibilidade de agir com respeito e construir um comportamento cidadão, sendo que tais valores e atitudes devem ser exercitados tanto em casa, na escola, quanto no trânsito da cidade.
      Considerando que através da construção de pequenos hábitos, a criança pode crescer mais consciente de sua importância como cidadã na cidade em que mora, a primeira etapa da implementação da proposta foi uma roda de conversa sobre trânsito para levantar hipóteses sobre o que as crianças já sabem e enriquecer os conhecimentos que possuem, destacando a utilização das vias por pessoas, veículos, animais e resgatando os seus elementos, como a calçada, as construções, as pessoas com mobilidade reduzida, as bicicletas, os ônibus, os semáforos, as faixas, etc.
      No momento seguinte, como as crianças são pequenas, foi criado um pequeno vídeo com a entrada delas na escola e alguns momentos que se locomovem, para ir ao banheiro, ao parque e ao refeitório.
      Reproduzi o vídeo destacando junto com a turma, o que existe de correto e incorreto nas cenas visualizadas, buscando sensibilizá-las para as questões cotidianas no trânsito. Depois, utilizei o vídeo: “Circulação segura” para enfocar a forma mais segura e adequada para o pedestre.
       Partindo da ideia que somos pedestres, fazemos parte do trânsito e diariamente as crianças exercitam o trânsito de forma concreta, mesmo no ambiente escolar com a organização do movimento de ir e vir, foram utilizados os momentos de brincadeira para explorar as placas e as regras de trânsito conhecidas por eles e que possibilitam compreender e intervir na realidade urbana.
      Brincaram no chão com os carrinhos e bonecos que trouxeram de casa e no tapete ilustrado com várias ruas, para aproximar e facilitar o aprendizado.
      O próximo passo foi utilizar exemplares variados de jornal e revistas, para que procurassem reportagens ou imagens que tratassem de “Trânsito”, selecionamos algumas delas e montamos um painel: jornal-mural, destacando onde devem andar os veículos e onde devem andam as pessoas. As crianças demonstraram que possuem noção do espaço urbano, em que vivem.

        Para que a circulação no trânsito seja segura, respeitar as regras e colaborar com todos é fundamental para preservar a própria vida e a dos outros. Nesse contexto, realizei a Leitura da história: “As Olimpíadas da bicharada”, que trata do assunto de forma lúdica e divertida, demonstrando a importância do respeito e da cidadania na vida de todos nós, mergulhados no trânsito cotidiano.
      A leitura para crianças nessa idade estimula a imaginação e é um momento de prazer e magia.
      Elas adoraram a história, como mostra a fala de algumas crianças:
“Nossa prô, ainda bem que o semáforo avisou que não era hora de atravessar!” - Davi
“Eles nem estavam prestando atenção. Iam ser atropelados e aí ninguém mais poderia participar de nada” – Carolina
      Para introduzir novos conhecimentos e estimular a participação ativa, conversamos sobre as vivências que possuem, ressaltando que as crianças correm perigo ao brincarem próximas às vias e também que para transitar devem estar acompanhadas de adultos e sempre pela calçada: “Minha mãe não deixa eu ir pra casa da minha avó sozinha! É pertinho [...] mas ela vai comigo andando só pela calçada” - Milena
      Aproveitando as vivências trazidas pelas crianças, criamos um cenário, com as casas, calçadas e rua para brincarmos de pedestres. Fizemos uma simulação de como devemos andar na calçada, reforçando que devemos andar longe do meio-fio e em calçadas estreitas é mais seguro andar em fila indiana, mais próximos das casas. Lembrando que ao cumprir as regras do trânsito, exercemos a cidadania, evitamos acidentes e preservamos a vida.







      Para compreender o semáforo de pedestre, a criança deve conseguir discernir o semáforo de veículos, do semáforo de pedestres. Assim, iniciamos um trabalho com as cores do semáforo de veículos. Realizamos a pintura de semáforo grande e de semáforos pequenos. Fizemos também a brincadeira de estátua (com as cores do semáforo), para compreenderem as cores e os significados, enriquecendo as aprendizagens que ocorrem a todo o momento.



      Depois que demonstraram ter aprendido sobre o semáforo de veículos, conversamos sobre o papel fundamental do semáforo de pedestres e com muita empolgação os confeccionamos.
      As crianças demonstraram que já o conhecem como indicam as falas a seguir:
“Ah! Eu já vi um desse, tem dois bonequinhos, verde e vermelho!” - Ana Beatriz;
“A minha mãe fica olhando e quando acende o bonequinho verde a gente atravessa... ela sempre fala isso pra mim!” – Vinicius.
      Utilizando os semáforos confeccionados por eles, fizemos uma brincadeira, em que as crianças sinalizavam com o semáforo de pedestres, levantando o semáforo que deveria ser respeitado.        Os demais visualizavam, identificando se poderiam ou não atravessar naquele momento e demonstraram que já estão craques! Assim, foi possível também estimular o lúdico, a atenção, o reconhecimento das cores e as diversas linguagens.
      Para atravessar a rua de forma segura, além do semáforo, os pedestres devem também respeitar a faixa de segurança, olhar para os dois lados, etc. Usando novamente os semáforos confeccionados, algumas crianças assumiram o papel de “semáforos”, outras de “adultos” e outras de “crianças”.
      Reforcei que ao atravessarem a rua, um adulto sempre deve segurar a criança pelo pulso. E assim puderam experimentar na prática como os pedestres devem circular para evitar acidentes no trânsito e logo perceberam a importância disso, como mostra a fala a seguir: “Se a mãe segurar na mão tem criança danada que escapa, né? Aí pode ser atropelada! Deus me livre! (risos) – Elito
 

      Dando continuidade às descobertas e valorizando as experiências socioculturais das crianças, conversamos sobre a rotina de locomoção deles, seja a pé, de transporte escolar, bicicleta, motocicleta, ônibus ou automóvel. “Meu pai, às vezes se esquece de por o cinto”, disse Pedro e aproveitando, além da importância do uso do cinto de segurança, falamos sobre o uso da cadeirinha de acordo com a faixa etária.
      Para dar vida a essa experiência, surgiu a ideia de reutilizar retalhos de tecidos, para construir meios de transportes. Assim, algumas crianças dirigiam e outras eram os passageiros ou a criança na cadeirinha ou sem cadeirinha.
      As crianças sugeriram usar também bonecas que seriam os bebês transportados e criar transporte escolar e ônibus, com vários passageiros a bordo.       Correram, bateram os veículos, fizeram paradas bruscas...



      Assim, apropriando-se da brincadeira, perceberam o que pode acontecer “na vida real” quando as regras não são respeitadas pelo condutor ou pedestre, quando a criança está fora da cadeirinha ou os adultos sem o cinto, como disseram: “Nossa! Se fosse de verdade eu ‘tinha’ voado do carro, professora” – Hanna. “Nem soltar o cinto da cadeirinha pode! É perigoso!!” – Gustavo
      Posteriormente às conversas, às vivências com as placas, regras, locomoção, travessia segura, semáforos, meios de transportes e do papel fundamental que o pedestre exerce como cidadão no trânsito, refletimos sobre os elementos que compõe o bairro onde está inserida a escola e resolvemos construir um bairro. Para se apropriar dos conhecimentos de forma significativa, valorizando a criatividade, a criação individual/coletiva e o respeito ao meio ambiente, optei novamente pelo uso de materiais não estruturados (sucatas), que abrem um leque de possibilidades.
      As crianças trouxeram de casa várias embalagens vazias, selecionaram e classificaram com entusiasmo as que gostariam de usar na criação, envolvendo também o conhecimento matemático.



      A seguir, respeitando as potencialidades das crianças e planejando com eles o que seria feito, iniciamos o trabalho coletivo, pintando livremente com tinta as embalagens e desenhando os elementos que iriam compor o bairro: pessoas, orelhões, faixa de travessia, árvores, semáforos, veículos, moradias, lojas, etc., o que possibilitou organizar os pensamentos, sentimentos e sensações, registrando as ideias.
      Durante o trabalho, reforçamos a construção de comportamentos seguros no trânsito, lembrando que a falta de cidadania no desrespeito por parte dos motoristas e dos pedestres ocasiona muitos acidentes. “O nosso bairro vai ser muito bom, vai ficar sem acidentes”, disse Pyetra.















      Observaram as produções dos colegas e perceberam que é fundamental,
respeitar o outro e trabalhar juntos para que o resultado seja bom, assim como no trânsito. Pensaram nas questões de espaço, de onde colocar cada elemento da forma adequada e assim começamos a montar o nosso bairro.
      Espontaneamente, demonstraram as aprendizagens: colaram as pessoas próximas às faixas, os desenhos de adultos segurando as crianças pelo pulso, os veículos nas avenidas, as pessoas na calçada, os semáforos de veículos e de pedestres.

      As imagens abaixo retratam tais aprendizagens, com vários detalhes ricos e prazerosos de serem vistos.


      ALGUNS DESTAQUES: Foto 1: Adultos segurando as crianças pelo braço para atravessar. Foto 2: Desenho de semáforo de pedestres, próximo a faixa. E a pedestre esperando na calçada. Foto 3: Pedestres atravessando na faixa e carro parado antes dela. Foto 4: Alunos felizes com a construção.
      Assim, finalizamos o Projeto com a construção do bairro e com ele pronto, brincamos de “Trânsito”, inventaram histórias, acrescentaram elementos, deram nomes às pessoas, aos locais, escolheram seus veículos, lembrando-se sempre de que todos nós fazemos parte do trânsito e juntos podemos favorecer o respeito à vida em um trânsito mais humano, mais gentil e mais seguro para todos.

  • MECANISMOS DE ACOMPANHAMENTO/AVALIAÇÃO DO PROJETO

      As etapas traçadas foram avançando de acordo com o interesse, as experiências individuais e coletivas das crianças e o acompanhamento cotidiano realizado, sendo avaliadas através da observação, mediação e registro durante a execução das propostas, a fim de concretizar as aprendizagens.
      No decorrer de todo o processo percebi que a turma avançou muito em relação aos conhecimentos iniciais, com as vivências oportunizadas o repertório das crianças foi ampliado e consequentemente pelas próprias falas das crianças, as experiências delas no trânsito além dos muros da escola evoluíram muito. Já conseguem identificar perigos ao brincar na rua, a importância do respeito às regras ao atravessar e de usar a cadeirinha, atribuindo novos significados às experiências que já possuíam.
      Pelo entusiasmo e envolvimento na participação das diferentes etapas do projeto, foi possível observar que as novas aprendizagens agora, passam a fazer parte do conhecimento das crianças e serão muito importantes para outras experiências que estão por vir. A trajetória percorrida me levou a refletir sobre o papel fundamental e transformador que a Educação pode exercer na formação de indivíduos mais críticos, conscientes de seus direitos e deveres, que podem compreender a realidade urbana, participar dela de forma positiva, ressignificando a sua vivência de pedestre, de modo mais seguro e cidadão. Foi muito gratificante, participar das aprendizagens das crianças, ao atravessar na faixa olhando o semáforo de papel como se fosse de verdade, ao desenhar o adulto segurando o pulso da criança e ao ouvir: “Prô, lá na rua eu me lembrei de fazer tudo direitinho! – Carolina”
      “A prática da cidadania pode ser a estratégia para a construção de uma sociedade melhor”.
(COVRE, 2001, p.10)


  • MATERIAIS COMPLEMENTARES

PORTAL DE EDUCAÇÃO PARA O TRÂNSITO – CET/SP. Vídeo: Circulação segura. Disponível em: http://youtu.be/m2zGKaNzBHU . Acesso em: 18 mar. 2014.
COVRE, Maria de Lourdes Manzini. O que é cidadania. 3.ed. São Paulo: Brasiliense, 2001.
VIEIRA, Mônica G. dos Santos. A importância do jogar e do brincar da infância para toda vida.

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