10 de março de 2015

Controle de atividades: o valor dos profissionais com Síndrome de Down

  
      Você sabia que contratar profissionais com Síndrome de Down é benéfico para qualquer empresa? Um estudo global, conduzido pela McKinsey, com líderes de RH, instituições de apoio e mais de 1.800 profissionais que trabalham com colegas com Down, concluiu que “as empresas que empregam pessoas com Síndrome de Down frequentemente relatam melhoras significativas em sua saúde organizacional”. E o que seria saúde organizacional? Segundo a McKinsey, é a capacidade de uma organização de se posicionar, executar seu trabalho e se renovar mais rapidamente do que suas concorrentes. Em suma, quanto mais saúde organizacional, por mais tempo a empresa conseguirá sustentar um desempenho excepcional. Confira agora outras vantagens, dicas para adaptar o controle de atividades da empresa para receber esses profissionais e três cases de sucesso:
1. Os talentos dos profissionais com SD
Profissionais com Síndrome de Down, em geral, são um presente para a empresa, sobretudo porque:
1. Comunicam-se de forma objetiva, transparente e simples;
2. Percebem o que os outros estão sentindo e mostram empatia;
3. Ligam-se aos outros de forma afetuosa, especialmente aos seus supervisores diretos;
4. Levam a gestão de conflitos da empresa a ser aprimorada;
5. Inspiram paciência, compaixão, tolerância e empatia;
6. Estimulam o amadurecimento e a estabilidade emocional da equipe em um ambiente de trabalho em dias de pressão.
      O estudo da McKinsey revelou que a maneira simples e direta dos profissionais com SD se comunicarem e a empatia que normalmente demonstram são notadas pelos clientes. Em uma pesquisa com gestores da rede Raia Drogasil, mais de 80% dos entrevistados concordaram com o impacto positivo provocado e ainda contaram ter recebido e-mails de clientes elogiando o programa de incluir pessoas com deficiência no local de trabalho.
      Também ficou claro que uma pessoa com alguma deficiência no ambiente de trabalho, executando tarefas e enfrentando desafios, faz com que o resto da equipe pense em como eles podem superar suas próprias limitações e superar expectativas. A pesquisa mostrou que 78% dos entrevistados acreditam que a inclusão de pessoas com SD no local de trabalho melhorou a sua própria motivação no trabalho.
      As novas situações que surgem quando se trabalha com pessoas com deficiência, como fazer perguntas ao supervisor enquanto atende a um cliente, ajuda os profissionais a adquirir uma resiliência que não tinham antes. Na pesquisa, 86% dos entrevistados concordaram que houve um impacto positivo na resolução de conflitos e 88% revelaram que ter colegas com a síndrome na empresa tornou a relação da equipe mais confiável e transparente. E um dado muito bacana foi que os entrevistados disseram ter sentido falta dos seus colegas com SD enquanto estavam de férias.
2. Preparando a empresa para recebê-los
      É importante que você esteja ciente de algumas responsabilidades para que a inclusão desse tipo de profissional seja a mais harmoniosa possível. Não existe uma fórmula para garantir que os benefícios sejam plenos. Mas é possível aumentar as chances de sucesso, adaptando o controle de atividades da empresa. Para isso acontecer:
• Esteja ciente da capacidade limitada desses profissionais para memorizar aprendizados recentes;
• Leve em conta que eles não estão familiarizados com regras de conduta profissional e que podem ter sido superprotegidos por suas famílias, o que justifica sua insegurança;
• Por isso, treine-os. E treine também seus supervisores para estipularem regras básicas de comportamento;
• Crie oportunidades de crescimento, como um plano de carreira, que encorajam e motivam praticamente qualquer profissional;
• Sem perder de vista a sua individualidade, oriente-os para executarem trabalhos mais compatíveis com as atividades em que eles se saem melhor;
• Considere o modelo de inclusão a ser adotado. Este modelo pode ser desenvolvido completamente pela sua empresa, ou você pode buscar ajuda de instituições de apoio,
• Por fim, garanta que a cultura e as políticas da empresa contemplem os profissionais com SD, e que eles conheçam a quem recorrer no departamento de RH.
3. O exemplo dos grandes
Citibank
      Em 2007, o Citibank Brasil criou o Projeto SOMAR, uma das mais bem sucedidas medidas já tomadas pelo setor bancário no Brasil para estimular a diversidade no trabalho. O objetivo do projeto foi integrar pessoas com deficiência intelectual em cargos administrativos e de atendimento ao cliente nas agências bancárias. No final de 2013, seis anos depois, havia 43 pessoas no programa, que abrange toda a região metropolitana de São Paulo. O inspirador é que o SOMAR foi projetado pelo próprio banco, com o apoio de instituições especializadas, e a retenção dos participantes é de 96%.
Raia Drogasil
      A pesquisa da McKinsey descobriu mais de 300 pessoas com deficiência intelectual empregadas em quase todas as lojas Raia, trabalhando em contato direto com o consumidor final. Outro destaque é que, atualmente, cerca de 40 pessoas com SD trabalham em suas lojas. Um levantamento com mais de 20 empresas e instituições da América Latina, da América do Norte e da Europa da McKinsey revelou que esta é um referência não só no Brasil, mas em vários países do mundo. Os profissionais com SD reconhecem que o trabalho é uma importante fonte de felicidade e realização. Sua qualidade de vida melhora e eles desenvolvem novas habilidades, conhecimentos técnicos e se tornam mais independentes. Além disso, os outros colaboradores e os gerentes das lojas declararam ter desenvolvido ainda mais sua liderança, motivação e habilidade de coordenação, resultando em um clima organizacional e uma cultura de harmonia e benefícios para todas as partes. A meta da Raia Drogasil é ter pelo menos um profissional com deficiência em cada uma das suas 900 lojas.
McDonald’s
      Atualmente mais de 500 pessoas com deficiência trabalham em lojas de McDonald, sendo 80% delas de ordem intelectual. Há aproximadamente 40 profissionais com SD em McDonald’s no Brasil. Woods Staton, CEO da multinacional na América Latina, faz uma valiosa declaração: “Sua sensibilidade, vontade de ajudar e entusiasmo, bem como os bons sentimentos que elas provocam em seus companheiros de trabalho são surpreendentes. Acima de tudo, elas nos ensinam que somos todos diferentes e que temos de fazer o melhor que pudermos com talentos e habilidades que temos, e que é por meio do trabalho em equipe que as coisas são feitas. Além disso, quando eles trabalham em áreas onde nossos clientes possam vê-los sendo produtivos e trabalhando como qualquer outro colaborador dá à sociedade em geral um sentido mais profundo de respeito para as diferenças da humanidade”.
      O Runrun.it admira as empresas que tomam a iniciativa de incluir em sua equipe profissionais com síndrome de Down e outras deficiências. Acreditamos também que não deve ter sido fácil adaptar seu controle de atividades para recebê-los. Somos um software de gestão de tarefas que torna essa missão mais simples. 

por Rodrigo Moreti • Gestão, Liderança @pt-br 
fonte: http://blog.runrun.it/controle-de-atividades-profissionais-sindrome-de-down/

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