31 de março de 2015

ATRAÍDOS COMO MARIPOSAS...

Buzinas, automóveis, pedestres, poluição, semáforos, colisões diversas, sinalizações, vitrines, ruas e a correria...


Verdadeiramente, ...
a paz não tem preço.

Há um turbilhão de “modernismo” e muito mais
a paralisar a mente,
e a competir com a atenção...

É o “novo”,
conduzindo os nervos
a viajar à flor da pele.

E assim,
o “bom senso individual” - não tão bom como poderíamos desejar-,
tornou-se uma realidade do “agora”.

Estamos a simplificar a cada instante...

Está mais simples, concordo,
mas também muito menos divertido.

Estamos divididos em sociedades ciumentas e petulantes,
profundamente separados em termos raciais,
religiosos e regionais.

Mas de alguma forma, precisamos viver...

E viver em sociedade não é simplesmente andar por aí.

Ela exige algo que parece estar ausente – a razão para respeitar a vida, para respeitar uns aos outros e para acreditar que somos parte de alguma coisa maior.

Vivemos a violência gerada por nossas diferenças,
onde a luz e as trevas tem que coexistir.
(Queira ou não)

Não percebemos
que devemos trabalhar juntos para fazer mudanças e consertar os erros.

A união e a cooperação
certamente trazem uma possibilidade muito maior de sobrevivência,
do que a “tal” de competição e conflito.

A competição é sempre destrutiva,
então estejamos sempre atentos;
pois o único esperado neste caso,
é o inesperado.

Nunca é cedo demais para começar a ter certos cuidados,
pois o descuido acolhe principalmente aquele que não estava preparado para o que iria acontecer.

A mudança é uma parte importante do que somos e mesmo tendo bastante conhecimento a respeito, muita gente reluta diante de mudanças que favorecem a mobilidade urbana.

Infelizmente, é só depois de passar por graves experiências – atropelamentos, colisões...- que elas se dão conta de que a mudança é necessária.

Em geral, temos que passar pelo que “não” queremos na vida
para descobrir que é isso que verdadeiramente não queremos!

Apesar da “desumanidade” da humanidade,
precisamos de cada grama de sabedoria coletiva.

Você gostaria de aprender a ser um ouvinte melhor?
- Sim!?

Então deixe de nutrir sua desconfiança quase reacionária,
e se deixe educar os pensamentos.

E como pressinto que seu coração esteja ansioso por Sol,
gratuitamente reforço o “texto”
com certas “diquinhas”...

Qualquer cidadão sabe
que em algum momento do dia
ele terá que atravessar alguma rua...

Para essa tarefa que não é a única,
sempre tenha certeza de que você está sendo visto pelos motoristas em geral.

Não fique atrás de veículos estacionados,
árvores ou qualquer outro obstáculo que possa ocultar a sua presença ao condutor do veículo.

Mesmo se o céu comece a desabar
olhe sempre para os dois lados da via,
mesmo em ruas de um único sentido,
já que pode haver um renegado irresponsável dirigindo na sua contramão.

Olhe primeiro para a esquerda e depois para a direita – e isto tem uma lógica matemática; a de que os carros vêm mais perto até você pela esquerda – e cuidado.

Só atravesse a rua se tiver a certeza de que poderá fazê-lo com segurança.

Vocês sabem que as crianças são atraídas,
como formigas para um piquenique,
por qualquer coisa diferente...

... um cuidado importante para proteger os pequenos é, ao caminhar na calçada, o adulto manter a criança do lado de dentro, e ao atravessar a rua, segurá-la pelo punho.

Existem certos efeitos que parecem desafiar as leis da natureza – mas “parecem” é a palavra-chave.

O que realmente ocorre é bem diferente do que o pedestre pensa;
então passe a acreditar.

Atravessar no meio da quadra é mais seguro do que nas esquinas,
pois dá mais tempo para motoristas e “você” se enxergarem mutuamente.

Para atravessar use a faixa de pedestres (e obedeça o semáforo para controle da preferência de passagem do tráfego) ou as passarelas, quando houver.

Como podem observar, uma pequena reflexão logo revela que atitudes certas;
como estar mais atento as questões e aos perigos do trânsito,
é que poderá alterar o atual quadro,
que aliás, é muito difundido,
mais que ainda se encontra capenga.

Você sabia que há infrações de trânsito que o pedestre pode cometer?
O artigo 254 do Código de Trânsito Brasileiro determina algumas proibições:

É proibido ao pedestre:
I - permanecer ou andar nas pistas de rolamento, exceto para cruzá-las onde for permitido;
II - cruzar pistas de rolamento nos viadutos, pontes, ou túneis, salvo onde exista permissão;
III - atravessar a via dentro das áreas de cruzamento, salvo quando houver sinalização para esse fim;
IV - utilizar-se da via em agrupamentos capazes de perturbar o trânsito, ou para a prática de qualquer folguedo, esporte, desfiles e similares, salvo em casos especiais e com a devida licença da autoridade competente;
V - andar fora da faixa própria, passarela, passagem aérea ou subterrânea;
VI - desobedecer à sinalização de trânsito específica.

Que as atitudes erradas,
não se tornem definitivas - pois desta maneira -
só restará ser,
um belo eremita desgostoso.

E que assim,
achem simples e acolhedor
o que acabaram de ler.

César Veiga - professor Química

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