5 de fevereiro de 2015

Bike no trabalho - Tudo o que você precisa saber para adotar de vez a bicicleta no trajeto entre sua casa e o lugar onde trabalha

       A paisagem da avenida Paulista, uma das mais famosas e importantes vias de São Paulo, vai mudar em 2015: o canteiro central será dividido por uma ciclovia. Isso mostra como as bicicletas estão ganhando importância, pelo menos na maior cidade do país. O argumento da prefeitura paulistana é que, quanto mais bicicletas nas ruas, menor o trânsito na cidade e menor o tempo de deslocamento das pessoas.  
                                                                                        foto: André Lessa

      
      Hoje, segundo dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), os profissionais que vivem em regiões metropolitanas gastam, em média, 41 minutos para ir de casa até o trabalho. Muito tempo no trânsito deixa os funcionários improdutivos e estressados. E as empresas sabem. Por isso, iniciativas como o projeto Bike na Firma, que assessora companhias que querem incentivar o uso de bicicleta pelos funcionários, têm tido visibilidade. 
      Adotar a bicicleta para trabalhar significa ter mais tempo, mais dinheiro, mais saúde e mais produtividade. Ou seja, ter mais qualidade de vida. Leia a seguir um guia que vai ajudá-lo a perder o medo da bicicleta.

RAIO X DA BICICLETA
Entenda quais são os itens essenciais na hora de montar sua bike

  • Para-lamas: cruciais para quem não quer se sujar, pois evitam que a água e a poeira atinjam o rosto, as costas e o bagageiro. Mesmo sem chuva, não é raro passar com a bike por cima de poças. Verifique se o modelo escolhido comporta para-lamas - nem todos vêm com essa opção.
  • Selim: fundamental para o conforto durante a pedalada. Os modelos são diversos e, infelizmente, não existe uma fórmula para saber qual é o ideal. Para uso na cidade, quando as distâncias não são longas, o melhor é o largo - bom para ruas pavimentadas. Os iniciantes devem procurar um selim com amortecedor. 
  • Espelho: importante por evitar que o ciclista tenha de se virar o tempo todo para ver o que está acontecendo. Mas os que costumam vir de fábrica são pequenos demais e dificultam a visibilidade. Procure em lojas especializadas.
  • Guidão: um guidão mais alt0 garante uma postura ereta, que ajuda a enxergar melhor o trajeto e os obstáculos. Deve ser escolhido segundo a largura dos ombros: se for estreito, causa compressão do diafragma e insuficiência respiratória. 
  • Câmbio: bicicletas com marchas facilitam a vida do ciclista. Para deslocamentos urbanos, uma bike com 21 marchas é suficiente. Variar da marcha leve à pesada para pedalar em retas, descidas e subidas, torna o trajeto mais agradável.
  • Buzina: serve para chamar a atenção de pedestres e de outros ciclistas. As mais audíveis têm o som de um sininho estridente. 
  • Iluminação: essencial para quem pedala à noite. Quanto mais luz, na traseira e na dianteira, maior a chance de ser visto por outros motoristas e menor o risco de se acidentar.


Anna Carolina Rodrigues - Você S/A - 11/2014
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