8 de janeiro de 2015

A BICICLETA no “PODIUM”.


... Ela é destaque como “meio de transporte” que não polui,
e que traz também
vários benefícios à saúde. ...
(Além de aquietar a "alma" é claro).
... Serve como ótima opção para evitar o trânsito congestionado.
Estamos viciados em pressa e rapidez. Algo similar a “tremenda agonia”;
só que esta, é em câmera lenta.
... A “bike” já adquiriu “status” suficiente
para ser comercializada até
na versão de “modelos elétricos”.
(Parece-me ser a brecha de luz, na caverna escura).
... Também está sendo usado em serviços de “bici-entregas”.
Saindo então desta maneira,
progressivamente do âmbito do sonho,
para a do concreto,
na opinião de alguns visionários.
... Já existe até “escolas” especializada,
que ensinam a andar sobre elas.
Os especialistas com o qual falei,
aceita essa ideia como bastante razoável.
... E a internet ciumenta,
já disponibiliza fotos e endereços eletrônicos,
informando onde melhor estacioná-las.
Conheço colegas que optaram em usar o ônibus e a bicicleta.
Isso mesmo!
Utilizando-a como locomoção diária
de forma alternada ou conjunta...
Espero que você se sinta feliz ao tentar compreender isso.
Eu sinceramente fiquei.
Mas será isso um sinal,
de que realmente as pessoas
estão vestindo esta coqueluche sobre estas duas rodas “sem motor”?!
Estará ocorrendo uma mudança conceitual significativa,
ou isso,
será mais um enigma
cuja solução só será revelada para “iniciados”?!
Ando procurando respostas para algumas perguntas a respeito.
Bem,
não querendo esfriar os ânimos,
gostaria de saber,
se as “cidades” estão preparadas para esta explosão de "pedais"?
E mais...
- Teremos ciclovias estruturadas e suficientes?
- Existirão locais adequados para estacioná-las?
- Os ciclistas estarão preparados para utilizar as vias específicas,
e a respeitar ao mesmo tempo as regras gerais do tráfego?
- E os equipamentos de proteção?
Aqueles "pessoal"
como os para a bike!
Estarão "os utensílios",
presentes no cotidiano desta dupla de “paladinos ambientais”?
Os equipamentos são necessários e imprescindíveis...
... e isso deve ser obrigatoriamente,
um “saber comum”.
São?!
Ok,
até aí tudo bem.
Mas parece-me prudente ainda,
ficar achando que seja genialidade absoluta e inquestionável,
usar a bicicleta como meio de transporte único e pleno,
nos centros urbanos.
Existem pré-requisitos essenciais
que acredito faltar,
para que se inicie “o soltar”
daquele “foguetório comemorativo”.
Esta “filosofia” por assim dizer,
requer ações custosas e coordenadas,
pois fala das cidades.
E ao falar das cidades,
se está a falar do cidadão e da natureza.
Isso requer um “processo”,
que eu mesmo batizei de “cirúrgico”.
De forma regular
sou discreto em tecer opiniões,
pois são apenas opiniões;
não são verdades.
Mas,
posso sim,
assumir a posição de torcedor,
e desejar que a sociedade e o poder público encontrem um melhor caminho...
... e que este seja coerente e praticável,
pois sabemos que a palavra final ainda não foi dita.
Estes são pois,
os meus sinceros...
... sinceros e “pedalantes” sentimentos.
Aqueles mesmos sentimentos,
pelo qual você é bem-vindo na cidade,
mas o seu carro não.
Um forte abraço “bicicleteiro” a todos... E se gostar, compartilhe com os amigos.

César Veiga - professor de química.

1 Comentários :

Para alguém como você,
só posso dar uma dica:
pedale pra ver.