17 de dezembro de 2014

TRÂNSITO e COPA, misturando sai o quê?

      Dia de jogo. Bar lotado, todos ansiosos aguardando o início da competição. Preferimos chegar com antecedência e pegar um lugar bem na frente do telão. “Por favor, um sanduiche de copa, falou Antunes”. “Copa? Vou de mortadela... no capricho.”
      Saímos mais cedo do trabalho, todos foram dispensados, afinal, Brasil joga hoje. Camiseta, boné, bandeira, tudo pronto. Só foi difícil decidir em qual carro ir. Serjão bem que tentou várias vezes implantar a tal da carona solidária. “É um absurdo, quatro pessoas, quatro carros, somos vizinhos, vamos revezar!” Nunca demos bola. Cada um sempre preferiu a sua comodidade, alegando desculpas. Hoje, tudo lotado, ninguém quer perder o jogo. Ficar rodando até achar uma vaga, é demais! Resolvemos experimentar: fomos em um carro só. Não é que deu certo! A volta foi melhor ainda, discutimos prós e contras do jogo e a escalação para a próxima partida.
      O Brasil joga novamente. Já estava no bar antes do horário marcado, a saborear um bolinho de bacalhau e uma cerveja. O pessoal quando chegou ficou surpreso e perguntaram o porquê da minha atitude. “Não é nada demais, só porque deixei o carro em casa e vim de transporte coletivo, qual o problema? Vocês vivem reclamando do trânsito, que algo precisa ser feito.     Pois é, fiz e vocês continuam reclamando. Vai entender!” Piorou quando falei que pretendia repetir a dose, pelo menos uma vez por semana e a companhia deles seria tudo de bom. Acharam que tinha abusado da bebida. Não liguei, pois aproveitei bem meu trajeto de ônibus para começar a ler o livro do Veríssimo que estava encostado.
      Hoje no trabalho o comentário era um só: a prima do Thiago. Jovem, bonita e doidinha. Sofreu um acidente na volta da comemoração do jogo de ontem. Motivo, a combinação letal entre velocidade, álcool e imprudência, se não bastasse o motorista ainda estava falando ao celular. Pois é... A jovem passa bem apesar do braço fraturado, os demais passageiros do veículo estão bem... “quebrados”. No nosso caso, o Bola ao terminar o jogo falou: “Deixa que eu dirijo, pois não bebi nada”. Sábio Bola!
   
Fotos: Bar Di Primeira
  Final de copa. A casa da Dona Lourdes, mãe do Antunes, exibirá grandes emoções e nós degustaremos as deliciosas coxinhas que ela faz! Estamos sempre juntos os quatro amigos de longa data, desses que se pode contar de verdade. A casa dela é perto do trabalho, por isso aproveitamos para fazer uma boa caminhada. Cidade enfeitada, entusiasmo de um lado, manifestação de outro. Enquanto caminho observo o movimento da rua, o vai e vem apressado das pessoas que mal se olham e penso que realmente temos que criar outras soluções para os problemas do trânsito. Uma ação interessante foi iniciada nesta copa, pois agora temos um esquema de carona solidária para a empresa toda. Da minha parte, deixo meu carro em casa duas vezes por semana, o Serjão e o Antunes já aderiram, só falta o Bola. Alias, o Bola só tem “afinado”, pois pegou gosto pela caminhada e três vezes por semana lá vai ele! O Filósofo ocidental tinha razão quando disse que o “segredo para a plenitude é compartilhar”. Sócrates, Sócrates, vamos cara, o jogo vai começar.       Melhor eu ir, eles só me chamam pelo nome quando estão irritados, no mais é só Dr, Dr, o apelido pegou mesmo. Estou confiante, podemos ganhar o jogo e outros mais para os quais a vida nos convocar. Começou!!! OH! Dona Lourdes e as coxinhas??!


Ana Paula Moreira dos Santos - Educadora de Trânsito - Psicologa.
1º Lugar do 6º Prêmio CET de Educação de Trânsito - Categoria: Funcionários.


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