3 de novembro de 2014

Estou VIVO

      Estou vivo. É muito interessante o fato de estar vivo. Somente os seres humanos, animais e vegetais possuem esta manifestação, o de pulsar, comum entre todos os seres vivos, diferentemente de tudo aquilo que está ao nosso redor, como: prédios, máquinas, veículos, estradas, avenidas, naves interplanetárias e tudo o mais que não tem vida.
      A vida humana, por sinal, somente é concebida quando há uma adesão harmoniosa do esperma com o óvulo, ambos formados por um grupo de substancias essenciais, tais como água, minerais, hidratos de carbono, gorduras, proteínas, enzimas, vitaminas e hormônios. Todos esses elementos juntos constituem o corpo humano, que cresce, se desenvolve, amadurece e que repõe suas células mortas, até o dia em que esta reposição já não mais ocorre, porque é chegada a sua morte, conforme a ciência vem confirmando ao longo dos anos. E por mais que se apliquem fórmulas científicas no corpo, um dia esta estrutura única, pára.
      Somos privilegiados, porque, diferente de todas as outras criaturas, temos além do corpo, uma alma, fonte de todas as nossas emoções e um espírito, que nos conecta Aquele que chamamos de Deus.
      Temos uma vida e está precisa ser vivida em sua essência, independente de credo, sexo, raça, nação, língua etc., Quanto ao seu fim... bem, é um fato irreversível e conforme está escrito no Evangelho de Marcos cap. 13. 32 “Quando, porém, ao dia e à hora, ninguém sabe, nem os anjos no céu nem o Filho, senão o Pai”. Muitos não gostam nem de citar este fato. Sentem arrepios, vertigem, más recordações etc., mas é certo que todos os seres vivos passam por ele.
      Somos participantes dessa engrenagem maravilhosa chamada vida e afinal, ninguém nasce para “ dar errado ” e sim para saborear os prazeres que nos é dado de graça e que são renovados todos os dias, independente de aceitarmos ou não.
      Quando falamos de vidas humanas, falamos de sociedade, conglomerado de pessoas, metrópoles, avenidas, veículos e nem nos lembramos de que o homem nasceu para compartilhar. Compartilhar faz parte da natureza e até os animais, que são irracionais, compartilham para sobreviverem.
Ao homem foi dado muitos mais que compartilhar, foi lhe dado a peculiaridade de respeitar-se, de respeitar ao outro como ele é e ao meio ambiente onde ambos vivem. O homem é um ser trino. Mesmo que tenha adquirido através dos anos, muito poder político e financeiro, achando-se autossuficiente, não é independente, precisa do seu próximo para continuar sobrevivendo no universo.
É comprovado pela ciência que a solidão mata a alma, fonte dos nossos sentimentos; destrói o corpo, habitação da alma e, quanto ao espírito, este já não manifesta sua graça em adoração a Deus, perdeu seu calor original.     Pessoas nesta condição não sentem mais nenhum tipo de prazer. Algumas se suicidam, jogando no lixo o mais precioso dom de Deus, a vida e outras, não veem a hora de partirem desta.
      Compartilhar a via púbica, por onde todos os seres humanos trafegam, trocam recados, olhares etc., é um direito garantido em nossa constituição federal, capitulo 1º, Artigo 5º.
      Ao compartilhar uma via pública, exercemos a cidadania, ou seja, o respeito pelo outro que, como eu, também preciso chegar a algum lugar, com segurança.
      Na via, encontramos: pedestres, animais, catadores de papel, ciclistas, motociclistas, motoristas, passageiros e todos aqueles que estão passando pelo processo de aprendizagem, de transitar, com segurança, pelas vias que continuam sendo o nosso quintal...
      No nosso quintal nós temos segurança, não jogamos lixo, zelamos para que roedores e insetos estejam longe e fazemos muita festa nele.
      Infelizmente não temos enxergado nas cidades brasileiras ou não, esse compartilhar espaços públicos, um ato simples, mas de difícil aceitação em sua pratica, uma vez que alguns se acham donos dos espaços públicos e se impõem aos demais cidadãos, “privatizando” o que é público.


Roberto de Jesus - Sociólogo, Jornalista, Pastor e Educador de Trânsito da CET SP

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