26 de setembro de 2014

6º Prêmio CET de Educação - Ganhadores: Categoria Universitários - Crônica

1º Lugar - MARCOS KOITI OUCHI

Somos um time

      No mundo em que vivemos ninguém consegue se desenvolver plenamente sem depender da coletividade, seja no esporte, no trânsito, nos estudos ou no trabalho. Sim, somos todos parte de um todo! Observando ao meu redor, nessa época de Copa do Mundo, vejo que nada é tão importante quanto à consciência coletiva.
      Um time de futebol é composto por onze jogadores, mas não podemos esquecer do treinador, do preparador físico e, sem dúvida alguma, da torcida.       O Brasil tem Neymar, o grande craque da seleção, mas ele não pegará a bola e fará todos os gols que a seleção canarinho precisa. A individualidade desequilibra, mas não é tudo. A torcida que empurra o time, o treinador que substitui na hora certa, o goleiro que pega aquele pênalti, o zagueiro que dá chutão... tudo isso é coletividade! E convenhamos: a mais linda festa é construída com o suor de muitos e não será diferente nessa Copa.
      Podemos assemelhar nosso trânsito ao futebol, mas acredito, assim como a grande maioria para não dizer todos, que nesse quesito a coletividade faz-se fundamental. Ninguém dirige sozinho em lugar nenhum do mundo. Quer diminuir a violência do trânsito? Os acidentes fatais? Condutor, quer melhorar a sua qualidade de vida no trânsito? A resposta certamente é sim. Nada melhor do que a união de todos para criarmos um futuro em que nós, nossos filhos, netos e as gerações futuras possam desfrutar de um trânsito melhor.
      Se a “fórmula” da vitória na Copa do Mundo é um coletivo forte, com a torcida empurrando, com o Felipão dando as instruções certeiras, nossos craques fazendo mais gols que sofrendo, e no trânsito? Campanhas de melhorias no trânsito e de conscientização de condutores já estão sendo realizadas e gradativamente ampliadas, mas o que falta? Eu, você, todos nós, nos juntarmos e formarmos um verdadeiro time de milhares de pessoas, não só se importando em se portar conforme manda a lei, mas agindo como uma equipe: há uma pessoa na faixa de pedestre? Deixe-o passar. Pedestre, o “farol está vermelho”? Espere para atravessar, não dê sustos nos motoristas correndo para chegar ao outro lado. A escalação do time de trânsito tem seus craques: pedestres conscientes e condutores gentis, com essa dupla invencível, quero ver não ganharmos no trânsito!
      Na Copa e no trânsito ninguém ganha sozinho. Somos um time, cada um fazendo sua parte, ninguém sai perdendo.

2º Lugar - PAULA ISABELE SCOBOSA DA SILVA


Craques em campo e campeões no trânsito

      Soou o apito. Os braços, ao estenderem-se para frente, davam início à partida. Os pés, ansiosos para dar a largada, iam em direção ao seu destino. O jogo começou! Em campo, milhões de jogadores. E eu estava lá, assistindo a cada momento e torcendo para que todos ficassem satisfeitos com o resultado final. Afinal, esse era um jogo cooperativo e, portanto, um jogo que prezava o respeito e a igualdade, em que o bem comum era o grande objetivo dos participantes. Na verdade, essa é uma partida que nunca cessa: uma vez soado o apito sinalizando seu início, ela não tem mais fim. 
      Eu não acompanhava o jogo em um estádio, apesar de estarmos em ano de Copa do Mundo. Pelo contrário, assistia àquela partida da janela do ônibus rumo à faculdade. Estou me referindo ao jogo diário do trânsito paulistano do qual fazemos parte, independente do meio que utilizamos para nos locomover. Isso porque cada ato que temos em vias públicas reflete-se no tráfego e no bem-estar coletivo, que inclui os nossos semelhantes, indivíduos detentores de direitos e deveres bem como nós. A responsabilidade de cada um se estende incontavelmente ao lembrar que não dirigimos apenas para nós mesmos, mas também para o outro, que necessita de respeito e cuidado constantes. Surgirá, enfim, a seleção mais unida e vencedora da qual já se teve conhecimento.
      Essa seleção que destaco – composta por todos nós quanto frequentadores assíduos das vias públicas paulistanas – segue rumo à Copa do Trânsito, na qual a cooperação entre os jogadores é o caminho para a vitória. Assim também acontece com as seleções de futebol, que dependem não apenas do talento individual de cada jogador para conquistar a Copa do Mundo, mas sim da união do grupo. A diferença entre elas é que a bola no trânsito é representada pelos atos que temos durante o percurso dos itinerários e, no caso, os colegas de equipe são todos ao redor, sejam motoristas, passageiros ou pedestres. Ao compreendermos isso, venceremos esse jogo diariamente e a festa de comemoração será a celebração em torno da vida. Assim como a Copa do Mundo no Brasil foi um sonho que se tornou realidade, devemos colaborar para que um trânsito mais humanizado seja um sonho concretizado.

3º Lugar - VICTORIA SANTANA DE SOUZA


A copa é para todos. O trânsito também!

      João, caminhoneiro, amava Teresa, ciclista, que amava Raimundo, motorista, que amava Maria, motoqueira, que amava Joaquim, condutor, que amava a pedestre Lili, que não amava ninguém, mas amava a Copa.
      João também adorava a copa e queria assistir à abertura. Enquanto dirigia, pensou em assistir aos jogos pela televisãozinha de seu celular. Porém, desistiu, pois sabia que isso iria distraí-lo e poderia causar um acidente.
      Teresa pedalaria até o estádio em Itaquera, como a ciclovia não se estende por toda Radial, pensou em cortar caminho pela calçada. Desistiu, pois sabia que: calçada é lugar de pedestre.
      Raimundo pensou em parar em um barzinho e ver pela televisão com uns amigos. Desistiu. Sabia que “conversa vai, conversa vem”, acabaria ingerindo bebida alcoólica, o que não combina com direção segura.
Maria pensou em acelerar com sua moto, para não perder um instante.   Desistiu! Alta velocidade somente pode causar acidentes e prejudica qualquer instante de alegria.
      Joaquim pensou: “Tenho que correr. Vou aproveitar a faixa exclusiva e ganhar tempo”. Desistiu. Não poderia prejudicar a viagem de seus passageiros, tinha de ser prudente, pois a faixa deve ser um benefício para todos.
      Lili, pedestre se decidiu: “Vou pedir carona ao meu namorado Rubens (que acabou de entrar na História) para mim e para os amigos.” Afinal Rubens tinha uma vã.
Todos com cinto, animados e preparados seguiram para o estádio. 
      Os bons momentos da vida são aproveitados desta forma: Com segurança, consciência e respeito a si e ao próximo. Assim, na Copa e no trânsito todos tem a ganhar. E que ganhe o Brasil.



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