8 de outubro de 2013

Os condutores do futuro

      


      Não adianta apenas legislar. A medida mais eficiente para melhorar o trânsito das grandes cidades é educar os condutores.  O problema, porém,  é iniciar esse processo quase sempre aos 18 anos, apenas quando o jovem ingressa na auto-escola.  “Você consegue mudar um adulto, com hábitos enraizados, mas é muito mais complicado”, explica Claudia Dutra gestora de Educação do CETET (Centro de Treinamento de Educação de Trânsito da CET – SP).  
       Para Claudia, há 21 anos no cargo, trabalhando na orientação de crianças, as preocupações com o trânsito precisam ser trabalhadas assim que os pequenos ganham consciência do mundo.  “Acredito demais nesse trabalho. Formar as crianças é mais simples. Precisamos apostar nos futuros condutores. É mais fácil mudar o futuro a partir deles”, afirma.

      Funcionando desde 1980 na Barra Funda, em São Paulo, o CETET conta com uma mini-cidade, em que foram recebidas 15 mil crianças e adolescentes em 2012. A procura é alta, chegando a formar filas de espera. E os projetos não se limitam ao espaço próprio. Há ainda equipes de orientadores que, por meio de teatros e outras atividades lúdicas, visitam as escolas.
      Claudia ainda destaca que, no dia a dia, os próprios pais podem iniciar esse trabalho. Ao conduzir os filhos na rua, pelo pulso e não pela mão, como manda o manual de segurança, o pai deve dar as primeiras orientações.  A cadeirinha pode ser outro ponto de partida para conversar.

Projetos desse tipo não são exclusividade da capital paulista. Em Porto Alegre, Belo Horizonte, Curitiba, Rio de janeiro, Brasília e praticamente todas as capitais brasileiras há projetos voltados à educação no trânsito. 

Revista Metro Míni - quarta feira 25 de setembro.

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